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IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES

Declaração do IR começa hoje; contribuinte pode ajudar idosos e crianças

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O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 começa nesta segunda-feira (23), às 8h, e segue até as 23h59 do dia 29 de maio. A declaração pode ser feita pelo Programa Gerador, disponível no portal da Receita Federal, pelo e-CAC ou aplicativo para smartphones.

Quem optar pela declaração pré-preenchida, disponível desde o início do prazo, terá prioridade na restituição. A Receita Federal estima receber 44 milhões de declarações neste ano — em 2025 foram 43,5 milhões — e projeta que cerca de 60% sejam enviadas nesse modelo.

Destinação social

O contribuinte pode destinar até 6% do imposto devido, sendo 3% para o Fundo da Criança e do Adolescente e 3% para o Fundo do Idoso, diretamente na declaração completa, sem custo adicional.

A destinação é feita no próprio preenchimento do IR, com emissão de DARFs específicos. Os recursos são aplicados em projetos sociais nos municípios, estados ou em nível nacional, fortalecendo políticas públicas voltadas à proteção de crianças, adolescentes e idosos.

É importante destacar que, ao optar pela destinação, o contribuinte não paga a mais, apenas define o destino de parte do imposto devido.

Em Tangará da Serra, por exemplo, os recursos são direcionados ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e ao Fundo Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, sendo aplicados em melhorias estruturais — como no Lar do Idoso e na Casa da Criança e do Adolescente —, além de projetos e ações voltados a esses públicos em situação de vulnerabilidade.

Quem deve declarar

Está obrigado a declarar quem, em 2025:

  • recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584;
  • teve rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil;
  • obteve ganho de capital na venda de bens;
  • realizou operações em bolsa acima de R$ 40 mil ou com ganho tributável;
  • teve receita bruta rural superior a R$ 177.920;
  • possuía bens acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro;
  • passou à condição de residente no Brasil no ano;
  • realizou operações com bens, investimentos ou rendimentos no exterior.

Quem está isento

Fica dispensado quem:

  • não se enquadra nas regras de obrigatoriedade;
  • teve rendimentos abaixo de R$ 35.584;
  • consta como dependente em outra declaração;
  • teve bens declarados pelo cônjuge ou companheiro, dentro dos limites legais.

Restituições

As restituições serão pagas em quatro lotes:

  • 29 de maio;
  • 30 de junho;
  • 31 de julho;
  • 28 de agosto.

A ordem segue a data de envio da declaração, com prioridade para:

  • idosos (especialmente acima de 80 anos);
  • pessoas com deficiência ou doença grave;
  • professores;
  • quem usar declaração pré-preenchida e Pix.

Cashback para isentos

A Receita Federal anunciou o “cashback” para contribuintes isentos que têm valores a receber. O pagamento será feito automaticamente, desde que haja chave Pix CPF.

O lote especial será pago em 15 de julho, com estimativa de beneficiar cerca de 4 milhões de pessoas. O valor médio será de R$ 125, podendo chegar a R$ 1 mil.

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IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES

Comissão do Senado aprova mudanças nas regras de cobrança do ITR

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Projeto do senador Jayme Campos busca dar maior segurança ao cálculo do imposto, prevê contralaudo para contestação de valores e altera regras para áreas sem aproveitamento econômico

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, em decisão terminativa, o Projeto de Lei nº 1.648/2024, que propõe mudanças nas regras de cobrança do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). A proposta, de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), busca estabelecer critérios mais claros para a definição da base de cálculo do imposto e ampliar a segurança jurídica para os proprietários rurais.

A aprovação ocorreu nesta terça-feira (11), por 13 votos favoráveis e um contrário. Como a decisão da comissão é terminativa, o projeto poderá seguir para análise da Câmara dos Deputados caso não seja apresentado recurso para votação pelo Plenário do Senado.

Jayme Campos, autor do PL 1.648/2024: Proposta não significa simplesmente “reduzir o ITR”. Seu principal efeito potencial é tornar a cobrança mais objetiva, previsível e aderente às características reais de cada imóvel rural.

Um dos principais pontos da proposta está relacionado à definição do Valor da Terra Nua (VTN), utilizado como referência para o cálculo do imposto. O projeto estabelece novos critérios para tornar a avaliação mais objetiva, diante das divergências que podem ocorrer entre os valores declarados pelos proprietários e aqueles utilizados pela administração tributária.

A terra nua corresponde ao valor do imóvel rural, excluídos construções, instalações, culturas, pastagens cultivadas e outras benfeitorias realizadas pelo proprietário. A proposta também reforça que a tributação deve considerar as características da área efetivamente aproveitável do imóvel.

Contralaudo técnico

Outra mudança aprovada permite ao contribuinte apresentar um contralaudo técnico quando discordar do valor utilizado pela Receita Federal para definir o Valor da Terra Nua. Pelo texto, o documento poderá ter validade de até cinco anos, criando um mecanismo técnico para contestação da base utilizada na cobrança do imposto.

Ao defender a proposta, Jayme Campos afirmou que o atual modelo gera insegurança jurídica na definição do valor monetário da terra nua e pode resultar em divergências entre os valores adotados pelo Fisco e a realidade do mercado.

Áreas invadidas

O texto aprovado pela CAE também prevê a não incidência do ITR sobre imóvel rural que esteja, total ou parcialmente, ocupado de forma irregular quando a situação impedir seu aproveitamento econômico.

Para ter acesso ao benefício, o proprietário deverá comprovar a ocorrência e comunicar a situação à Receita Federal, além de informar posteriormente quando recuperar a posse plena da área.

Investimentos no meio rural

O projeto ainda prevê prioridade para a aplicação da arrecadação do ITR, nos municípios conveniados com a União, em investimentos voltados ao meio rural. Entre as áreas previstas estão a recuperação e melhoria de estradas vicinais, conectividade, eletrificação rural e ações destinadas às mulheres do campo.

A proposta já havia sido aprovada anteriormente pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), antes de seguir para a análise da Comissão de Assuntos Econômicos. Com a aprovação na CAE, o projeto entra agora na fase prevista para a tramitação após uma decisão terminativa, podendo ser encaminhado à Câmara dos Deputados se não houver recurso ao Plenário do Senado.

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