TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Política & Políticos

Deputado defende CPI após denúncia de ex-governador sobre acordo com a Oi

Publicado em

Após o ex-governador Pedro Taques (PSB) denunciar supostas irregularidades em um acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e um escritório que representava a empresa de telefonia Oi, deputados da Assembleia Legislativa – liderados por Lúdio Cabral (PT, foto acima) – deverão discutir quais providências adotar em relação ao caso.

Taques encaminhou a denúncia a órgãos de fiscalização, entre eles o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e a própria Assembleia Legislativa. O ex-governador também apresentou representação à Procuradoria-Geral da República.

Segundo Taques, fundos beneficiados teriam ligação com parentes e aliados do governador Mauro Mendes.

De acordo com a denúncia, o valor de R$ 308 milhões foi pago pelo Estado e dividido igualmente entre dois fundos de investimento, Lotte World e Royal Capital. A transação teria ocorrido após um acordo sigiloso firmado entre a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e o advogado que representava a Oi.

Ainda conforme Taques, os fundos beneficiados teriam ligação com parentes e aliados do governador Mauro Mendes (União Brasil).

O governador rebateu as acusações, afirmando que Taques mente e age de má-fé. Mauro Mendes garantiu que a Procuradoria-Geral do Estado está segura quanto à legalidade dos procedimentos adotados.

Mendes rebateu as acusações, afirmando que Taques mente e age de má-fé.

Na Assembleia Legislativa, o deputado Lúdio Cabral (PT) afirmou que a denúncia e a ação popular apresentadas por Taques estariam bem fundamentadas e que o tema deverá ser enfrentado pelos parlamentares já na próxima semana.

Lúdio anunciou que pretende apresentar requerimentos para a convocação do procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes; do secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia; e do secretário de Fazenda, Rogério Gallo, para prestarem esclarecimentos ao Legislativo.

O deputado afirmou ainda que, caso haja ambiente favorável, não descarta apresentar requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Segundo ele, são necessárias ao menos oito assinaturas para a abertura da chamada “CPI da Oi”.

O Governo do Estado, por meio da Procuradoria-Geral do Estado, sustenta que o acordo é legal e que a negociação teria garantido uma economia superior a R$ 300 milhões aos cofres públicos. A PGE também acusa Pedro Taques de mentir e de tentar explorar o assunto eleitoralmente, uma vez que é pré-candidato ao Senado pelo PSB.

Comentários Facebook
Advertisement

Política & Políticos

Pivetta aponta OS e consórcio como opções para gestão do Hospital Regional de Tangará

Published

on

Governador descarta gestão direta pelo Estado e cita Santa Marcelina, que administra hospital em Sapezal, como uma das organizações interessadas

Há duas alternativas em análise para a gestão do Hospital Regional de Tangará da Serra: uma organização social (OS) ou um consórcio intermunicipal de saúde. A informação foi dada pelo governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, durante entrevista coletiva na tarde de quinta-feira (10), em Tangará da Serra.

Na mesma oportunidade, Pivetta descartou a possibilidade de gestão direta da unidade pelo Governo do Estado e citou a organização social Santa Marcelina, responsável pela administração de um hospital em Sapezal, como uma das interessadas. Segundo o governador, a entidade já teria manifestado interesse em assumir a gestão do Hospital Regional de Tangará.

Pivetta, porém, ressaltou que outras organizações sociais também estão em processo de qualificação e credenciamento e poderão disputar a administração da unidade.

“Nós não queremos fazer gestão direta”, afirmou.

De acordo com o governador, as duas alternativas estão sendo analisadas paralelamente, e a escolha deverá considerar o modelo mais adequado para atender às demandas de média e alta complexidade de Tangará da Serra e dos municípios da região.

Pivetta descartou gestão direta da unidade pelo governo do Estado.

A gestão da unidade, no entanto, não significará autonomia sobre a definição dos pacientes atendidos. A regulação pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sob responsabilidade do Estado, poderá determinar a internação de pacientes de qualquer município de Mato Grosso.

Consórcio

A possibilidade de gestão por meio de um consórcio intermunicipal é avaliada a partir de um modelo que, conforme Pivetta, está sendo implantado no Hospital Regional de Sinop, mediante convênio com o Consórcio Regional de Saúde do Alto Teles Pires.

O governador afirmou ter uma expectativa positiva em relação ao modelo e indicou que a experiência de Sinop poderá servir de referência para a definição da gestão do hospital de Tangará da Serra.

Orçado em R$ 139 milhões, HR tem suas obras com 70% de execução.

Obras do Hospital Regional

Orçado em mais de R$ 139 milhões, o Hospital Regional de Tangará da Serra está com as obras em mais de 70% de execução. Segundo Pivetta, o cronograma está mantido, com previsão de conclusão e entrega da unidade ao longo de 2027, já equipada.

O hospital terá 151 leitos, dos quais 40 serão destinados a unidades de terapia intensiva (UTIs) adulta, pediátrica e neonatal. A estrutura será destinada ao atendimento de média e alta complexidade de Tangará da Serra e dos municípios da região.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana