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Prefeito aponta custo elevado e prioridades do município, mas confirma adesão ao Vigia Mais MT

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O prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, afirmou em entrevista coletiva na última quinta-feira (04) que a adesão do município ao programa Vigia Mais MT ainda não ocorreu em razão do alto investimento necessário e da priorização de ações nas áreas de saúde, infraestrutura e saneamento básico.

Entre os principais compromissos citados pelo gestor está o custeio do Hospital Municipal, com centro cirúrgico, ala de UTI e leitos conveniados com a rede privada, além do centro de diagnóstico por imagem. “Investimos R$ 83 milhões em 32 meses na saúde pública, porque precisávamos oferecer uma estrutura melhor para a população”, declarou. Ele destacou que a atenção básica de saúde representará em 2026 um custo de aproximadamente R$ 60 milhões e que o município busca um aporte de R$ 28 milhões em emendas parlamentares junto à bancada federal para auxiliar nesse financiamento.

Vander também mencionou investimentos em mobilidade urbana, com melhorias nas principais avenidas e grande parte da malha viária, além da manutenção de convênios com entidades assistenciais como APAE, Lar do Idoso, Casa da Criança, ADIN e organizações de acolhimento. Esses convênios somam cerca de R$ 30 milhões ao ano. “Precisamos ter responsabilidade com os recursos públicos e estabelecer prioridades. Não é possível executar tudo ao mesmo tempo”, afirmou., ao lado do secretário de Planejamento do município, Adão Leite, e do superintendente de governo, Rogério Silva.

Vander Masson: “Precisamos ter responsabilidade com os recursos públicos e estabelecer prioridades. Não é possível executar tudo ao mesmo tempo”.

Projeto segue em discussão

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O prefeito ressaltou que a proposta de implantação de um sistema de monitoramento urbano é discutida desde 2021, antes mesmo de o governo estadual lançar o Vigia Mais MT. Contudo, a adesão ao programa estadual será efetivada após a conclusão do processo de financiamento solicitado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo Masson, o custo inicial do projeto demandaria desembolso imediato por parte do município, já que, após a adesão, haveria um prazo de apenas três meses para disponibilizar toda a estrutura exigida, incluindo rede exclusiva de fibra óptica. “Não tínhamos os recursos naquele momento, então não havia como aderir”, ponderou.

Ele também citou as cobranças de órgãos de segurança pública sobre a necessidade de implantação do sistema. “A segurança é responsabilidade do Estado, mas o município sempre foi parceiro, porque também é de nosso interesse”, destacou, mencionando investimentos municipais em estruturas das forças policiais, atividades delegadas e apoio operacional, como a cessão de estagiários à Polícia Judiciária Civil.

Financiamento

O prefeito informou que a operação de crédito junto ao BNDES já foi aprovada pelo banco e aguarda análise final da Secretaria do Tesouro Nacional. O financiamento é estimado em R$ 6 milhões — valor inferior ao orçamento inicial, calculado em R$ 12,4 milhões — e compreende serviços de estudos técnicos, instalação de câmeras, aquisição de equipamentos, servidor, rede de fibra óptica e manutenção.

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A Prefeitura aguarda a finalização dos trâmites que antecedem a licitação, incluindo pareceres contábil e jurídico. Após a contratação dos serviços e aquisição dos equipamentos, o município poderá formalizar sua adesão ao Vigia Mais MT junto ao governo estadual.

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Feira do Centro oferece o sabor e a tradição do leite natural e seus derivados

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O leite é um dos alimentos mais antigos incorporados à alimentação humana e acompanha a própria evolução das sociedades. Seu consumo começou há milhares de anos, ainda no período Neolítico, quando os seres humanos passaram a domesticar animais e a desenvolver formas mais permanentes de produção de alimentos.

Vestígios arqueológicos encontrados em antigas cerâmicas indicam que o consumo de leite e de seus derivados já fazia parte da vida de comunidades do Oriente Médio e de outras regiões do Crescente Fértil há pelo menos 10 mil anos. A criação de ovelhas, cabras e bovinos ampliou as possibilidades de aproveitamento dos animais, incorporando o leite à alimentação cotidiana.

Em Tangará da Serra, o leite também representa uma importante atividade da agricultura familiar. Além do produto in natura, a produção leiteira dá origem a uma variedade de alimentos de grande aceitação no mercado, como queijos, requeijões, doces, nata e outros derivados.

Na Feira do Produtor do Centro, o leite está entre os produtos procurados pelos consumidores. Vendido in natura, chega à feira em quantidade considerável e, segundo os próprios feirantes, costuma ter boa procura. Os derivados também conquistam espaço entre os consumidores.

Um dos feirantes que comercializa leite e derivados é Valdeci Ferraz Aquino (na foto abaixo, em seu box), presidente da Associação dos Feirantes de Tangará da Serra (Asfet). Ele confirma a procura pelo produto.

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“Se o consumidor não chegar cedo, pode ficar sem o leite, porque vende muito bem”, revela.

Entre as principais regiões produtoras de leite do município estão a Linha 12, Córrego das Pedras, Acampamento e Gleba Bandeirantes. O rebanho leiteiro é formado principalmente por animais da raça Girolando, conhecida pela aptidão para a produção de leite e pela adaptação às condições climáticas brasileiras.

Benefícios

O leite e seus derivados integram um grupo de alimentos de importante valor nutricional. São fontes de proteínas e cálcio e também fornecem minerais como fósforo e potássio, além de vitaminas.

O cálcio presente nos alimentos lácteos apresenta elevada biodisponibilidade, o que significa que pode ser bem aproveitado pelo organismo. Por isso, o leite e seus derivados fazem parte de uma alimentação associada à manutenção da saúde óssea e ao fornecimento de proteínas importantes para a formação e manutenção da massa muscular.

A quantidade e a frequência adequadas de consumo, entretanto, variam conforme a idade, as necessidades nutricionais e as condições individuais de cada pessoa.

A “cachorrada”

O leite faz parte da alimentação de muitas pessoas desde a infância. Por isso, também está presente em lembranças, histórias e tradições familiares. É o caso de Valdeci Ferraz Aquino, que transformou uma lembrança da infância em um dos produtos que hoje comercializa na feira.

Era 1969. Valdeci ainda era criança e acompanhava os pais, Dona Noemi e ‘Seo’ Juanir, na rotina da propriedade rural da família, no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul.

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Numa manhã, Dona Noemi colocou para ferver uma grande panela de leite recém-ordenhado das vacas da propriedade. Naquele dia, porém, algo saiu diferente do esperado: o leite coalhou.

Para não desperdiçar o produto, Dona Noemi acrescentou açúcar à coalhada e improvisou um doce. O que poderia ter sido apenas uma solução para aproveitar o leite acabou se transformando em uma tradição culinária da família.

Quando voltou da lida, Juanir entrou na cozinha e pediu leite para beber. A resposta da esposa foi direta: “Coalhou!”

Frustrado, Juanir reagiu: “Que cachorrada!”

E o nome ficou.

Décadas depois, a “cachorrada” é um dos produtos comercializados por Valdeci e sua esposa, Dª Cleide, no Box 81 da Feira do Produtor do Centro. Semelhante à ambrosia, mas preparada sem a adição de ovos, o doce mantém a receita que nasceu de uma situação corriqueira na propriedade da família e hoje desperta a curiosidade e o paladar dos frequentadores da feira.

Morador da localidade do Acampamento, Valdeci também oferece leite de vaca, queijo, doce pastoso, doce em cubos e nata.

Assim, entre o leite que chega fresco à banca e os produtos que carregam receitas transmitidas ao longo do tempo, a feira preserva não apenas uma tradição alimentar, mas também um pouco da memória de quem vive da produção rural.

(*) Assista ao vídeo:

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