TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Cidades & Geral

Brasil perde duas posições no ranking global de inovação; Chile assume liderança regional

Publicado em

O Brasil caiu para o 52º lugar entre 139 países no Índice Global de Inovação (IGI) 2025, elaborado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI). É a segunda queda consecutiva, após avanços entre 2020 e 2023. O país também perdeu a liderança regional para o Chile.

Segundo o especialista da CNI André França, a diferença de renda explica parte do resultado: “O Chile, de alta renda, está dentro do esperado. Já o Brasil, de renda média-alta, apresenta desempenho acima da média para países desse grupo”. Entre as 36 economias de renda média-alta, o Brasil está em 5º lugar, atrás de China, Malásia, Turquia e Tailândia. Pela primeira vez, a China entrou no top 10 global.

O relatório aponta desaceleração mundial em investimentos em pesquisa e desenvolvimento após o pós-pandemia.

Brasil no ranking

  • Resultados de inovação: 50º lugar
  • Insumos de inovação: 63º lugar
    → Mostra boa capacidade de transformar investimentos em produtos e serviços, mas com limitações em infraestrutura, pesquisa e educação.
Leia mais:  Uso de bicicletas elétricas e despreparo de condutores acendem alerta no trânsito

Destaques positivos

  • 7º em mercado consumidor
  • 9º em volume de marcas registradas
  • 16º em capital de risco avançado
  • 17º em importações de serviços de TIC
  • 17º em pagamentos de propriedade intelectual

Avanços recentes

  • Veículos elétricos (+132,6%)
  • 5G (+86,9%)
  • Registro internacional de patentes (+23,9%)
  • Robótica (+10%)

Pontos fracos

  • 128º em estabilidade regulatória
  • 118º em formação bruta de capital
  • 106º em tarifas aplicadas
  • 100º em formados em ciências e engenharias
  • 78º em cultura empreendedora

A indústria brasileira se destaca com Petrobras, Vale, Embraer e TOTVS entre as maiores investidoras globais em P&D. No meio acadêmico, USP, Unicamp e UFRJ lideram, enquanto startups como Quinto Andar, C6 Bank e Nuvemshop ampliam presença no cenário inovador.

(Com informações Brasil 61)

Comentários Facebook
Advertisement

Cidades & Geral

Uso de bicicletas elétricas e despreparo de condutores acendem alerta no trânsito

Published

on

O crescimento do uso de bicicletas elétricas nas cidades tem levantado preocupações entre os poderes e autoridades de segurança pública de Tangará da Serra. A ausência de regulamentação específica e o comportamento de parte dos condutores representam riscos de acidentes, tanto para quem utiliza esse tipo de veículo quanto para outros usuários das vias.

Entre as principais irregularidades observadas estão a condução por pessoas sem qualquer tipo de habilitação ou preparo técnico, o desrespeito às normas de trânsito — como circulação na contramão, avanço de sinal vermelho e uso indevido de faixas de pedestres —, além da falta de equipamentos de segurança. Também há registros de transporte de crianças sem proteção adequada.

Diante desse cenário, especialistas defendem a criação de legislações municipais que estabeleçam regras claras para a circulação de bicicletas elétricas, incluindo exigências de segurança e critérios de uso, como forma de reduzir acidentes e organizar o trânsito da cidade.

Fatalidade recente

Um caso recente em Tangará da Serra reforça o alerta. Uma jovem de 21 anos morreu na tarde de quarta-feira (29) em decorrência de um acidente envolvendo uma motocicleta de alta cilindrada e uma bicicleta elétrica, na avenida Ismael José do Nascimento, uma das mais movimentadas da cidade.

Leia mais:  Uso de bicicletas elétricas e despreparo de condutores acendem alerta no trânsito

A vítima seguia pela via quando houve uma colisão traseira com a bicicleta elétrica, que trafegava no mesmo sentido. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento do acidente.

Acidente envolvendo bicicleta elétrica resultou em acidente fatal na última quarta-feira, 29. (Foto: Reprodução Serra FM, redes sociais)

Com o impacto, a jovem foi arremessada contra um poste. Ela chegou a ser socorrida, mas veio a óbito pouco após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A condutora da bicicleta elétrica também caiu e foi encaminhada com ferimentos ao hospital pelo Corpo de Bombeiros.

Alerta

O caso recente do acidente com vítima fatal evidencia a necessidade de maior atenção ao uso de bicicletas elétricas e reforça o debate sobre a regulamentação e a conscientização no trânsito, em um contexto de rápida expansão desse meio de transporte nas cidades.

Para o comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar de Tangará da Serra, Tenente Coronel PM Eduardo Henrique Lana, é urgente a necessidade de regulamentação por parte do município, a fim de possibilitar que as forças de segurança realizem a devida fiscalização desses veículos e de seus condutores, bem como responsabilizem aqueles que estiverem em desconformidade com a legislação.

“Qualquer veículo, quando utilizado de forma inadequada, pode se tornar uma arma nas mãos de quem não possui a devida perícia”, observa o comandante.

Ausência de regulamentação e comportamento dos condutores representam riscos de acidentes, tanto para quem utiliza esse tipo de veículo quanto para outros usuários das vias.

O oficial destaca, ainda, que outro ponto que chama atenção é a conduta de alguns pais ou responsáveis, que estão disponibilizando esses veículos a menores de idade. “Não raramente, observa-se até mesmo crianças conduzindo motocicletas elétricas, sem o uso de equipamentos obrigatórios e, principalmente, sem qualquer preparo ou conhecimento para tal prática”, pontua.

Leia mais:  Uso de bicicletas elétricas e despreparo de condutores acendem alerta no trânsito

Regulamentação

A Resolução 996/2023 do CONTRAN (atualizada em 2026) regulamenta o uso de bicicletas elétricas no Brasil. Esses equipamentos são dotados de sistema de pedal assistido (o motor só funciona quando se pedala). Se forem enquadrados em até 1.000W e velocidade não superior a 32 km/h, não precisam de emplacamento e não há exigência de carteira nacional de habilitação para seus condutores.

Devem circular em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Já nas vias de trânsito, devem circular no mesmo sentido dos carros, de preferência no canto. O descumprimento das regras, especialmente a condução de ciclomotores (que parecem bicicletas) sem CNH e placa, pode resultar em apreensão do veículo e multas.

Segundo informações apuradas pela redação, o Executivo Municipal já teria uma proposta para regulamentar o uso de bicicletas elétricas no trânsito de Tangará da Serra. A matéria, se de fato tiver prosseguimento, terá de passar pela Câmara de Vereadores.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana