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Circuito Rural

Cividini alerta sobre os reflexos do “tarifaço Trump” sobre a cadeia da carne bovina

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Na edição desta sexta-feira (01.08) da coluna Circuito Rural, o jornalista Olmir Cividini traz à tona a problemática do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump aos produtos importados do Brasil. Com uma abordagem crítica e reflexiva, Cividini destaca que, embora 694 produtos brasileiros tenham ficado de fora da lista de tarifas, incluindo o suco de laranja, a carne bovina segue sendo taxada, gerando impacto direto na principal pauta de exportação para o mercado americano.

O impacto da taxação sobre a carne bovina, uma das commodities mais importantes da economia brasileira, é evidente. Para o jornalista, a imposição de uma tarifa de 50% sobre o produto é, na prática, um embargo, como bem pontuou Francisco Manzi, diretor técnico da Acrimat. “Isso não é uma tarifa, é um embargo!” afirmou Manzi, em declaração que reflete a gravidade da situação.

A medida tem levado empresas do setor, como a Marfrig, em Várzea Grande, a interromperem suas operações voltadas para o mercado norte-americano, criando um efeito dominó que pode desorganizar toda a cadeia produtiva da carne no Brasil. Cividini alerta para os reflexos no mercado interno, destacando os riscos de um aumento nos preços da arroba do boi, uma possível desaceleração nos abates e uma série de complicações na precificação da carne, o que pode travar negócios e desestabilizar a indústria.

Leia mais:  Incertezas e política no STF e compras chinesas de soja dos EUA ampliam cautela do produtor

O impacto do tarifaço não se limita ao setor da carne. O jornalista também destaca as possíveis consequências para toda a economia rural brasileira, com o preço da carne afetado diretamente pelas barreiras tarifárias, prejudicando não só os grandes produtores, mas também os pequenos e médios empresários do setor.

Com um olhar atento às complexidades do cenário, Cividini encerra a coluna alertando sobre a necessidade de uma resposta estratégica do Brasil diante dessa política protecionista, que vai além da simples taxação de produtos, configurando-se como um obstáculo ao crescimento e à competitividade da agroindústria nacional.

Olmir Cividini é jornalista especializado em Agro e, todas as sextas-feiras, traz sua análise crítica sobre o setor rural no Enfoque Business. Formado em Comunicação Social pelo Instituto Várzea-grandense de Educação, Cividini é uma referência na cobertura do agronegócio em Mato Grosso.

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Circuito Rural

Incertezas e política no STF e compras chinesas de soja dos EUA ampliam cautela do produtor

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Coluna Circuito Rural destaca preocupação do agro com a segurança jurídica e os efeitos da volta da China ao mercado americano de soja.

A coluna Circuito Rural desta sexta-feira (18), do jornalista Olmir Cividini, começa com uma análise crítica do julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (16), classificado pelo comentarista como “patético”.

Segundo Cividini, entidades do setor manifestaram preocupação com o ambiente institucional e os possíveis reflexos de uma crise no Supremo sobre a segurança jurídica no país. Para o agro, regras claras e previsíveis são fundamentais para garantir investimentos, produção, emprego e renda.

A coluna lembra que decisões do STF sobre marco temporal, direito de propriedade, conflitos fundiários e legislação ambiental podem interferir diretamente na atividade rural e no patrimônio dos produtores. Na avaliação do jornalista, a instabilidade institucional deixa de ser apenas uma questão política ou jurídica e passa a representar também um risco econômico.

Na sequência, o comentário aborda a retomada das compras de soja dos Estados Unidos pela China, justamente no início do plantio da safra 2026/27 em Mato Grosso. Os chineses já teriam contratado quase 9 milhões de toneladas da próxima temporada americana, movimento que ajudou a elevar as cotações da oleaginosa em Chicago.

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A valorização é positiva para a formação dos preços no Brasil, mas também aumenta a concorrência pelo maior mercado consumidor mundial. Até julho, 72% da soja importada pela China tinham origem brasileira.

O Rabobank alerta que a entrada da soja americana e a possibilidade de novas vendas dos Estados Unidos aos chineses podem limitar as exportações brasileiras no quarto trimestre. Por isso, o produtor mato-grossense inicia a safra com atenção redobrada a quatro fatores: chuva, produtividade, custos e comportamento da China.

Ouça o Circuito Rural na íntegra:

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