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Duimp será obrigatória para importações marítimas; tecnologias podem automatizar essa etapa

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A partir de 1º de abril novas exigências entram em vigor para os processos do modal marítimo, como parte do programa Portal Único de Comércio Exterior. Novas plataformas de IA já otimizam o preenchimento das declarações e se integram a esses processos.

São Paulo, março de 2025 – Desde que foi anunciado pelo Governo e pela Receita Federal, o novo Portal Único de Comércio Exterior, que visa atualizar e substituir completamente o antigo Siscomex DI/LI até o final deste ano, tem seguido um cronograma de implementação em fases. Entrando em vigor a partir de 1º de abril, uma nova etapa dessa iniciativa torna obrigatório o processamento das importações marítimas – sujeitas à anuência nos regimes de RECOF, Repetro e Admissão Temporária – por meio da Declaração Única de Importação (Duimp).

Diante desse novo cenário, empresas que atuam no comércio exterior já estão investindo em tecnologias que garantam maior eficiência e automação ao processo. É o que explica Alexandre Pimenta, CEO da Asia Shipping, maior integradora logística da América Latina e que há menos de um ano adquiriu parte da startup Dati. A solução permite o monitoramento dos processos em tempo real e fornece relatórios personalizáveis, adaptados às necessidades de cada negócio e que auxiliam na tomada de decisões estratégicas

Segundo o executivo, a boa notícia, além da atualização e integração dos processos de comex em uma única plataforma, é que apesar da Duimp ser um processo mais detalhado do que o modelo anterior (DI/LI), a tecnologia da Dati otimiza e automatiza o preenchimento das informações exigidas, o que reduz significativamente o tempo necessário para essa etapa e sua validação.

“Inicialmente, a implementação da nova declaração pode demandar mais tempo e esforço dos importadores, pois exige o fornecimento de informações antecipadas e maior integração de dados. No entanto, com o uso de tecnologias, como a plataforma Dati, que opera em nuvem e é baseada em inteligência artificial, cerca de 85% das informações já são automaticamente preenchidas, reduzindo erros, agregando agilidade, precisão e conformidade com as exigências do Portal Único de Comércio Exterior”, explica o executivo.

Ainda de acordo com Pimenta, a migração para a Duimp trará mudanças significativas para os importadores, que precisarão fornecer informações antecipadamente à Receita Federal. Projetada para trazer mais agilidade e automação a longo prazo, a nova declaração centraliza diversas informações em um único documento digital e permite integrações diretas com a Receita Federal e outros órgãos anuentes, eliminando a necessidade de múltiplos registros e retrabalho.

“Com essa transição, haverá uma necessidade ainda maior de automação e integração. Nossa plataforma utiliza inteligência de dados para otimizar toda a jornada de importação, tornando-a mais eficiente e amigável”, complementa.

Segundo Daniel Martins, CEO da Dati, o principal desafio a curto e médio prazo no Portal Único de Comércio Exterior são as APIs e integrações com sistemas externos, que passam por atualizações frequentes, alterando e adicionando novos atributos de forma contínua. Ele salienta que embora o risco seja baixo no momento, quando o importador for registrar a DUIMP e se deparar com um novo atributo não previsto, poderá enfrentar atrasos na liberação da mercadoria e aumento nos custos, devido à necessidade de reclassificação.

“A plataforma Dati atua de forma proativa e preditiva, gerenciando essas alterações e informando os usuários de maneira antecipada, eficiente e intuitiva, garantindo que todas as atualizações sejam acompanhadas e implementadas sem impactos negativos”, aponta.

Próximas etapas

A Receita Federal está conduzindo a implementação da Duimp em fases e prevê a publicação do cronograma detalhado para obtenção da licença de importação via LPCO em breve. Algumas LPCOs já podem ser emitidas para determinados órgãos anuentes por meio do Portal Único, como a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Agência Nacional de Mineração (ANM), mas sua obrigatoriedade será estabelecida gradualmente. O cronograma completo de adesão dos anuentes ao Portal Único pode ser acessado pelo site do Governo Federal.

Desenvolvida para otimizar as rotinas e processos que envolvem o comex, assim como as próximas etapas previstas para entrar em vigor até o final de 2025, além da automatização, a Dati também oferece o Catálogo 4.0, uma solução inovadora que se integra totalmente ao Portal Único de Comércio Exterior. Com a ajuda da IA, o catálogo sincroniza automaticamente os status dos operadores estrangeiros e dos produtos, garantindo conformidade com as exigências regulatórias e evitando atrasos na liberação de mercadorias.

Sobre a Asia Shipping

A Asia Shipping é uma empresa de logística global, especializada em encontrar as rotas mais inteligentes para seus clientes e transportar mercadorias entre continentes. A empresa está em 12 países, com 44 escritórios pelo mundo, sendo dez no Brasil, e mais de mil colaboradores. A Asia Shipping atua na importação e exportação, fazendo a ponte entre fornecedores, armadores (donos de navios de carga), portos e transportadoras. É o que se chama freight forwarder, um intermediário do negócio de fretes.  É considerada a maior companhia da América Latina nesta categoria e a 30ª no mundo.

(Assessoria)

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Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

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A guerra no Oriente Médio segue com reflexos diretos no mercado internacional de petróleo com tendência de forte aumento nos preços dos combustíveis e lubrificantes no Brasil. Nesta quinta-feira, o barril do petróleo tipo Brent crude oil atingiu a marca de US$ 120, em meio ao aumento das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial.

Analistas de mercado e instituições financeiras apontam que, em caso de prolongamento do conflito ou interrupção no fluxo da commodity, os preços podem subir ainda mais, elevando o custo global da energia e pressionando cadeias produtivas em diversos países.

No Brasil, os efeitos tendem a ser sentidos de forma gradual, mas inevitável. A política de preços praticada pela Petrobras acompanha as cotações internacionais, o que deve resultar em repasses ao consumidor nas próximas semanas.

Em Mato Grosso, onde a gasolina já é comercializada em torno de R$ 6,70 por litro, há o temor de que os preços ultrapassem a marca de R$ 7,00 nos postos, caso o cenário internacional se mantenha pressionado.

O diesel, principal insumo do transporte e das atividades agrícolas, também deve registrar alta, ampliando os custos logísticos e operacionais em toda a cadeia produtiva.

Lubrificantes em alta

Além dos combustíveis, o aumento no preço do petróleo impacta diretamente os lubrificantes e outros derivados petroquímicos. Fabricantes já relatam elevação nos custos de produção, o que tende a ser repassado ao mercado.

O encarecimento desses insumos afeta desde o transporte até a manutenção de máquinas e equipamentos, ampliando o impacto econômico.

Agro sob efeito

Principal motor da economia de Mato Grosso, o agronegócio está entre os setores mais expostos à alta dos combustíveis. O aumento no preço do diesel encarece operações como plantio, colheita e transporte da produção.

O cenário se soma a um momento já desafiador para o setor, que enfrenta custos elevados e queda nos preços internacionais de commodities agrícolas.

Com margens pressionadas, produtores podem reduzir investimentos e ajustar o ritmo de produção, o que tende a refletir na economia regional.

Efeito em cadeia atingirá consumidor

O aumento nos combustíveis tem impacto direto sobre o custo do frete, o que influencia os preços de alimentos e outros produtos essenciais. A tendência é de repasse gradual ao consumidor final, contribuindo para a elevação da inflação.

Organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, já alertam que a continuidade do conflito pode provocar desaceleração econômica global, com efeitos sobre preços, produção e consumo.

Enquanto o cenário permanece incerto, o mercado acompanha os desdobramentos da guerra e seus impactos sobre o fornecimento de petróleo, fator determinante para a evolução dos preços nas próximas semanas.

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