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Economia & Mercado

Dia dos Pais deve movimentar R$ 400 mi no comercio no MT e R$ 11 milhões em Tangará

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Quase 60% dos consumidores mato-grossenses devem comprar algum presente para o próximo Dia dos Pais, que será celebrado neste domingo, 11 de agosto.

Segundo pesquisa de ‘Intenção de Consumo para o Dia dos Pais’, realizada pelo Sebrae-MT, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Mato Grosso, o comércio deve movimentar quase 400 milhões de reais neste período, cerca de 207% a mais que no mesmo período do ano passado.

A redação do EB calculou que em Tangará da Serra, considerando a taxa de população economicamente ativa do país (47%), a tendência é que cerca de 50 mil pessoas visitem o comércio local para realizar compras no Dia dos Pais.

Estes 50 mil consumidores deverão gastar uma média individual de R$ 230,00 (segundo pesquisa da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas), o que significa um valor estimado de R$ 11,5 milhões em volume de negócios por ocasião da data.

Tanto para os grandes varejistas quanto para os pequenos comerciantes do varejo, o Dia dos Pais é visto como uma oportunidade para impulsionar as vendas e movimentar a economia local.

Preferências

O levantamento do Sebrae-MT mostra que a preferência da maioria é por presentes voltados ao setor de vestuário, seguido de calçados, depois perfumaria e eletrônicos.

Vestuário lidera a preferência do consumidor para presentear os pais.

As lojas de departamento lideram a busca dos consumidores na hora da compra, com 57%, porém outros principais pontos de preferências entre os consumidores, são as lojas online e os pequenos comércios locais.

A expectativa de gastos com presentes para o dia dos pais em 2024 deve atingir uma média de R$ 261,00 (segundo o Sebrae-MT) e R$ 230,00 (segundo a CNDL) por pessoa, 74% a mais do que o ano passado.

De acordo com levantamento realizado pelo Sebrae, a maioria dos mato-grossenses, ou seja, 42%, pretende gastar entre 200 a 499 reais, outros 38% afirmaram gastar até 199 reais.

Apenas 10% responderam gastos acima de 500 reais.

O Dia dos Pais representa uma oportunidade para o setor empresarial, principalmente para os pequenos empreendedores aumentarem seus lucros com suas lojas ou serviços.

(Redação EB, com Sapicuá RN)

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Economia & Mercado

Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

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A guerra no Oriente Médio segue com reflexos diretos no mercado internacional de petróleo com tendência de forte aumento nos preços dos combustíveis e lubrificantes no Brasil. Nesta quinta-feira, o barril do petróleo tipo Brent crude oil atingiu a marca de US$ 120, em meio ao aumento das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial.

Analistas de mercado e instituições financeiras apontam que, em caso de prolongamento do conflito ou interrupção no fluxo da commodity, os preços podem subir ainda mais, elevando o custo global da energia e pressionando cadeias produtivas em diversos países.

No Brasil, os efeitos tendem a ser sentidos de forma gradual, mas inevitável. A política de preços praticada pela Petrobras acompanha as cotações internacionais, o que deve resultar em repasses ao consumidor nas próximas semanas.

Em Mato Grosso, onde a gasolina já é comercializada em torno de R$ 6,70 por litro, há o temor de que os preços ultrapassem a marca de R$ 7,00 nos postos, caso o cenário internacional se mantenha pressionado.

O diesel, principal insumo do transporte e das atividades agrícolas, também deve registrar alta, ampliando os custos logísticos e operacionais em toda a cadeia produtiva.

Lubrificantes em alta

Além dos combustíveis, o aumento no preço do petróleo impacta diretamente os lubrificantes e outros derivados petroquímicos. Fabricantes já relatam elevação nos custos de produção, o que tende a ser repassado ao mercado.

O encarecimento desses insumos afeta desde o transporte até a manutenção de máquinas e equipamentos, ampliando o impacto econômico.

Agro sob efeito

Principal motor da economia de Mato Grosso, o agronegócio está entre os setores mais expostos à alta dos combustíveis. O aumento no preço do diesel encarece operações como plantio, colheita e transporte da produção.

O cenário se soma a um momento já desafiador para o setor, que enfrenta custos elevados e queda nos preços internacionais de commodities agrícolas.

Com margens pressionadas, produtores podem reduzir investimentos e ajustar o ritmo de produção, o que tende a refletir na economia regional.

Efeito em cadeia atingirá consumidor

O aumento nos combustíveis tem impacto direto sobre o custo do frete, o que influencia os preços de alimentos e outros produtos essenciais. A tendência é de repasse gradual ao consumidor final, contribuindo para a elevação da inflação.

Organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, já alertam que a continuidade do conflito pode provocar desaceleração econômica global, com efeitos sobre preços, produção e consumo.

Enquanto o cenário permanece incerto, o mercado acompanha os desdobramentos da guerra e seus impactos sobre o fornecimento de petróleo, fator determinante para a evolução dos preços nas próximas semanas.

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