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Saúde Pública

Doenças emergentes avançam e atingem mais de mil pessoas em Tangará da Serra

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Covid-19, dengue e chikungunya. Estas três doenças, classificadas como “emergentes” pelas autoridades sanitárias locais, já atingem 1.046 pessoas em Tangará da Serra. Os números constam em boletim de “Doenças Emergentes” atualizado até ontem, dia 01 de fevereiro, pela Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com o boletim, 415 pessoas estão acometidas de covid-19, 484 de dengue e outras 147 afetadas pela chikungunya. Nenhuma das três moléstias causaram óbito neste início de ano. (Veja boletim com os números ao final do texto)

Ano passado, o número de pessoas infectadas por Covid-19 era de 268. Ou seja, o número de casos confirmados entre 01 de janeiro a 01 de fevereiro desse ano é 54% maior que no mesmo período do ano passado. Há uma pessoa internada em razão da doença. Diferença importante é que ano passado, nesse mesmo período, um óbito foi registrado contra nenhuma fatalidade em 2024.

Quanto à dengue, o número atualizado desse ano contrasta com o do ano passado, quando os casos na cidade somaram 26.

A chikungunya chama atenção, somando 147 casos contra nenhum registrado no mesmo período do ano passado.

Covid no MT

Mato Grosso fechou o mês de janeiro com 5.901 casos confirmados de Covid-19 e 13 óbitos em decorrência da doença, de acordo com o painel epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT).

(*) Veja números da Covid-19 em Mato Grosso no link: http://www.saude.mt.gov.br/painelcovidmt2/

Dengue/Chikungunya

Os dados da dengue e da chikungunya em Mato Grosso tem como última atualização o dia 25 de janeiro (semana epidemiológica 01 a 04), quando os números de casos notificados somavam 1.697 para dengue e 97 para chikungunya. Os dados, portanto, serão atualizados com a publicação do novo informativo (semana 01 a 05), que poderá sair ainda hoje.

No Brasil, em janeiro foram registrados 243.721 casos prováveis de dengue, segundo o Painel de Monitoramento de Casos de Arboviroses do Ministério da Saúde, atualizado na última quarta-feira (31). O número é 273% maior do que o registrado durante o mesmo período em 2023 (65.366 casos). Ainda segundo a pasta, foram notificadas 24 mortes pela doença no período e 163 mortes estão sob investigação.

A alta de casos preocupa principalmente as regiões Sudeste e Centro-Oeste, que possuem os maiores índices de casos prováveis da doença com 149 mil casos e 48.522, respectivamente. Em seguida, aparecem as regiões Sul (38.109), Norte (9.024) e Nordeste (5.700 casos).

 

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Saúde Pública

Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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