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Saúde Pública

Dengue: Tangará tem 15 vezes mais casos que em janeiro de 2023; Chikungunya avança

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Tangará da Serra sofreu uma epidemia de arboviroses em 2024. Só de chikungunya foram 5,7 mil casos.

O estado de atenção no setor de saúde pública de Tangará da Serra vai além da apreensão com o avanço da Covid-19 neste início de ano. Agora, em janeiro, a dengue recrudesceu e se mostra agressiva ao ponto de o município registrar um aumento de 1.470% (quinze vezes mais) nos registros da doença em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando os casos na cidade somaram apenas 26.

Ao todo, Tangará da Serra soma 408 casos de dengue e outros 120 casos de chikungunya, outra doença transmitida pelo mesmo vetor da dengue clássica, o mosquito aedes aegypti. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde. (Veja quadro com os números das doenças mais adiante)

A ocorrência de chikungunya chama atenção. Enquanto em janeiro do ano passado não houve caso registrado dessa doença, no período de 01 a 30 de janeiro desse ano as notificações já somam 120.

Os sintomas geralmente aparecem depois de uma semana de infecção. Febre e dor nas articulações surgem subitamente. Dor muscular, dor de cabeça, fadiga e erupção também podem ocorrer.

Preocupação

A preocupação em Tangará da Serra com os números da dengue e da chikungunya foram externados ontem (terça, 30), durante entrevista concedida pelo Executivo Municipal. Além do prefeito Vander Masson, participaram o secretário municipal de Saúde, Wellington Bezerra, e as coordenadoras das vigilâncias Epidemiológica, Juliana Herrero, e Ambiental, Cleonice Zucão.

Entrevista coletiva externou preocupação com as “doenças emergentes”, como a dengue e a covid.

Vander Masson destacou a importância dos cuidados por parte de cada cidadão com o seu quintal, mantendo a limpeza e a vigilância para evitar focos de proliferação do mosquito aedes aegypti. “Temos que unir forças para combater essas duas doenças que nos afligem hoje, a dengue e a covid-19”, disse o gestor, que reforçou o apelo. “Nós temos uma equipe comprometida, seja na Vigilância Ambiental, na Vigilância Epidemiológica e na Vigilância Sanitária, mas é importante eu, você, todos nós, juntos, fazermos a nossa parte e fazermos a diferença… vamos limpar nossos quintais, tirar todos os objetos que acumulam água… é a hora de todos nós lutarmos contra o mosquito”, disse.

Ações

A coordenadora de Vigilância Ambiental, Cleonice Zucão, informa que a equipe está atuando diariamente no controle dos possíveis focos de mosquito Aedes Aegypti, realizando o bloqueio. “Nós estamos fazendo os bloqueios nos lugares com casos notificados. As pessoas procuram as unidades de saúde, é encaminhada a notificação para a gente e, através dessas notificações, fazemos os bloqueios”, disse.

Cleonice destacou que uma explicação para a aumento de casos pode estar na estiagem. Preocupados com risco de desabastecimento, os moradores sentiram-se impelidos a armazenar águas em vários recipientes, o que pode ter oportunizado, em razão do descuido, criadouros de larvas do aedes aegypti.

Quanto à incidência de chikungunya, com seus inéditos 120 casos neste mês de janeiro, a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Juliana Herrero, confirmou que 2024 é o primeiro ano em que há tantos casos desta variante. “Realmente chama atenção… Estamos testando os três tipos – dengue, zika e chikungunya – e isso justifica o maior número de casos positivos”, relatou Herrero.

Sem “Qdenga”

Além da desatenção e descuido da população, um fato negativo para uma região com recrudescimento da dengue – como é o caso de Tangará da Serra – é que Mato Grosso ficou de fora da lista dos estados que receberão doses da vacina contra a doença.

A vacina Qdenga (TAK-003) é um imunizante contra a dengue desenvolvido pelo laboratório japonês Takeda Pharma. O registro do imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023.

Segundo o Ministério da Saúde, não há doses o suficiente para todos os estados, por isso, foram definidos critérios de priorização para a escolha dos municípios. A prioridade, segundo o Ministério da Saúde, é a vacinação de pessoas de 10 a 14 anos por estarem entre o público com maior número de internações pela moléstia.

Outros critérios incluem os municípios de grande porte com mais de 100 mil habitantes, com classificação de alta transmissão de dengue ‘tipo 2’. As cidades próximas a esses locais também foram incluídas nas “regiões de saúde”, conforme entendimento do governo federal.

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Saúde Pública

Tangará da Serra: Dia D de multivacinação será neste sábado em todas as USFs e no Shopping

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O Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação será realizado neste sábado (22) em todo o país, com foco na atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Em Tangará da Serra, as doses estarão disponíveis em todas as Unidades de Saúde da Família (USFs), das 8h às 16h, e também no Shopping Tangará, das 18h às 22h.

A campanha segue até 1º de setembro e disponibiliza imunizantes que protegem contra cerca de 20 doenças, entre elas meningites, tuberculose e doenças relacionadas ao HPV.

Pela primeira vez, a mobilização conta com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada em junho de 2026 ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

Para este dia 22 – o Dia D – as doses para prevenção de Influenza são para toda população com idade a partir dos seis meses. Também exclusivamente no Dia D, parte das vacinas para meningite serão destinadas a este mesmo público, a partir dos seis meses de idade. (Veja ilustração abaixo)

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 180 milhões de doses foram distribuídas para atender à vacinação em todo o país neste ano. Entre os imunizantes mais aplicados estão os destinados à prevenção da influenza, do sarampo, por meio da tríplice viral, e da poliomielite.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Tangará da Serra, Juliana Herrero, destaca que a mobilização busca ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso da população aos imunizantes oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“O objetivo é ampliar as coberturas vacinais, fortalecer a proteção coletiva e facilitar o acesso às vacinas ofertadas de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma.

Vacinas disponíveis no Dia D

  • BCG;
  • Hepatite B;
  • Penta (DTP/Hib/HB);
  • Poliomielite (VIP);
  • Rotavírus humano;
  • Pneumocócicas conjugadas 10-valente e 20-valente;
  • Meningocócica C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningocócica ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • dT;
  • HPV4;
  • Dengue tetravalente.

Assista ao vídeo:

(Redação EB, com informações do Brasil 61)

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