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Saúde Pública

Covid-19: Casos aumentam 31% em dois dias no MT; Tangará é a 4ª cidade com mais casos

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Apesar do menor número de casos em relação a janeiro do ano passado, o primeiro mês de 2024 preocupa quanto à ocorrência da Covid-19. Em apenas dois dias, o número de casos da doença aumentou 31,8% no estado de Mato Grosso e 27,3% no município de Tangará da Serra.

Os dados estão no painel interativo da Covid-19 da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) (http://www.saude.mt.gov.br/painelcovidmt2/). Segundo o painel, Mato Grosso somava 1.955 casos na última terça-feira (23) e, hoje, quinta (25), esses casos já chegam a 2.578.

(*) Veja tabela e gráficos abaixo:

Na região de abrangência do Escritório Regional de Saúde (ERS) de Tangará da Serra, composta por 10 municípios, os números da Covid-19 neste mês de janeiro indicam 256 casos acumulados até a data de hoje, contra 197 casos notificados na terça-feira passada. A variação na região é de um aumento de praticamente 30% em apenas dois dias.

Em Tangará da Serra – quarta-cidade com mais casos no estado neste mês de janeiro – o número de casos notificados da doença passou de 132 na terça-feira (23) para 168 nesta quinta (25).

(*) Veja no quadro da SES-MT as 12 cidades com mais casos nesse mês de janeiro:

A variação do número de casos nos últimos dois dias no estado e na região é notável em razão da identificação de uma nova subvariante, semana passada.

O Laboratório Central do Estado (Lacen) sequenciou e identificou a JN 2.5, que é uma variação da Ômicron, durante pesquisa realizada entre os dias 16 e 18 de janeiro de 2024.

Com o estudo, o laboratório apontou que quatro pacientes (do sexo feminino) tiveram o exame positivo para nova cepa e foram hospitalizados. Esse foi o primeiro registro da subvariante no Brasil.

Três pacientes receberam alta médica, estão estáveis e seguem em isolamento domiciliar sob acompanhamento da Vigilância Municipal. A quarta paciente tinha Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e evoluiu para óbito.

Menos casos em 2024

Apesar da variação significativa neste mês de janeiro, a situação está sob controle no estado. No mesmo período do ano passado (de 01 a 25 de janeiro/2023), os casos de Covid somavam 6.442 em Mato Grosso. Ou seja, a ocorrência da doença no mesmo período do ano passado foi 150% maior.

Na região de cobertura do ERS Tangará da Serra, a doença somava 645 casos em 25 de janeiro do ano passado, número 152% maior que o atual (256 notificações até 25/01/2024). Em Tangará da Serra, a ocorrência da moléstia em 25 de janeiro do ano passado era de 256 casos, número 52% maior que os 168 atuais.

(*) Veja no quadro da SES-MT as 10 cidades com mais casos na região nesse mês de janeiro:

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Saúde Pública

Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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