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Economia & Mercado

Reestruturação: Banco do Brasil deverá fechar agências em Alto Paraguai, Denise e Nortelândia

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A nova política de readequação e reestruturação do Banco do Brasil deverá resultar no fechamento de sete agências em Mato Grosso, três delas na região polarizada por Tangará da Serra.

Nortelândia, Alto Paraguai e Denise, além de Nobres e as agências Rio Vermelho, de Rondonópolis; Avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá, e Avenida da FEB, em Várzea Grande, estão por ser fechadas. As agências de Nortelândia, Alto Paraguai e Denise são únicas.

O banco deverá fechar mais de 100 agências no Brasil numa primeira etapa. O processo obviamente não agrada os funcionários, que preveem a paralisação das atividades nesta sexta-feira (29) em todo o país.

Nesse processo de reestruturação, a instituição prevê, além do fechamento de centenas de agências, demissão de milhares de trabalhadores e a extinção da função de caixa. Com isso, a estimativa é desligar 5 mil funcionários.

Em todo o país, devem ser fechadas 361 unidades – 112 agências, 7 escritórios e 242 postos de atendimento – no primeiro semestre deste ano

Apesar dessa estimativa, o número exato de agências fechadas no estado ainda deve ser anunciado oficialmente pelo Banco do Brasil, conforme o Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (Seeb/MT).

Desligamentos

O Banco do Brasil é uma empresa de economia mista, mas a maior parte das ações (pouco acima de 50%) com direito a voto pertencem ao governo. O banco tem ações em bolsa, e atualmente 20% do capital é estrangeiro.

As chamadas modalidades de desligamento incentivado voluntário aos funcionários são as seguintes:

Programa de Adequação de Quadros (PAQ), a fim de otimizar a distribuição da força de trabalho, equacionando as situações de vagas e excessos nas unidades do banco. Além da opção de desligamento, o PAQ incentiva movimentações laterais para unidades onde existam vagas.

Programa de Desligamento Extraordinário (PDE), disponível a todos os funcionários do BB que atenderem aos pré-requisitos e é específico para o incentivo ao desligamento, com limite de 5 mil adesões.

Os programas possuem regulamentos específicos que estabelecem as regras para adesão, que não foram especificados no fato relevante anunciado aos investidores.

(Redação EB, com informações de G1)

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Economia & Mercado

Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

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A guerra no Oriente Médio segue com reflexos diretos no mercado internacional de petróleo com tendência de forte aumento nos preços dos combustíveis e lubrificantes no Brasil. Nesta quinta-feira, o barril do petróleo tipo Brent crude oil atingiu a marca de US$ 120, em meio ao aumento das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial.

Analistas de mercado e instituições financeiras apontam que, em caso de prolongamento do conflito ou interrupção no fluxo da commodity, os preços podem subir ainda mais, elevando o custo global da energia e pressionando cadeias produtivas em diversos países.

No Brasil, os efeitos tendem a ser sentidos de forma gradual, mas inevitável. A política de preços praticada pela Petrobras acompanha as cotações internacionais, o que deve resultar em repasses ao consumidor nas próximas semanas.

Em Mato Grosso, onde a gasolina já é comercializada em torno de R$ 6,70 por litro, há o temor de que os preços ultrapassem a marca de R$ 7,00 nos postos, caso o cenário internacional se mantenha pressionado.

O diesel, principal insumo do transporte e das atividades agrícolas, também deve registrar alta, ampliando os custos logísticos e operacionais em toda a cadeia produtiva.

Lubrificantes em alta

Além dos combustíveis, o aumento no preço do petróleo impacta diretamente os lubrificantes e outros derivados petroquímicos. Fabricantes já relatam elevação nos custos de produção, o que tende a ser repassado ao mercado.

O encarecimento desses insumos afeta desde o transporte até a manutenção de máquinas e equipamentos, ampliando o impacto econômico.

Agro sob efeito

Principal motor da economia de Mato Grosso, o agronegócio está entre os setores mais expostos à alta dos combustíveis. O aumento no preço do diesel encarece operações como plantio, colheita e transporte da produção.

O cenário se soma a um momento já desafiador para o setor, que enfrenta custos elevados e queda nos preços internacionais de commodities agrícolas.

Com margens pressionadas, produtores podem reduzir investimentos e ajustar o ritmo de produção, o que tende a refletir na economia regional.

Efeito em cadeia atingirá consumidor

O aumento nos combustíveis tem impacto direto sobre o custo do frete, o que influencia os preços de alimentos e outros produtos essenciais. A tendência é de repasse gradual ao consumidor final, contribuindo para a elevação da inflação.

Organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, já alertam que a continuidade do conflito pode provocar desaceleração econômica global, com efeitos sobre preços, produção e consumo.

Enquanto o cenário permanece incerto, o mercado acompanha os desdobramentos da guerra e seus impactos sobre o fornecimento de petróleo, fator determinante para a evolução dos preços nas próximas semanas.

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