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Apostando na força de Tangará da Serra, Pasqualotto Supermercados inaugura 4ª filial nesta sexta

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O Grupo Pasqualotto inaugura nesta sexta-feira (08), às 09hs, em Tangará da Serra, a sua quinta loja no segmento de supermercados. Será a quarta-filial da rede, que tem matriz em Juína, uma filial junto à sede e, também, em Lucas do Rio Verde e Brasnorte.

O Pasqualotto adquiriu a estrutura do Polo Centro, supermercado localizado na tradicional Rua 26 (Celso Rosa de Lima) e que pertencia ao Grupo Dalmolin. A negociação foi conduzida entre os sócios do novo empreendimento – irmãos Mauro e Deize Pasqualotto – e o empresário Carlos Dalmolin, em dezembro passado.

Mauro Pasqualotto: “Percebemos o tamanho do comércio varejista de Tangará da Serra e chegamos à conclusão de que não poderíamos deixar passar a oportunidade”.

Segundo Mauro Pasqualotto, o investimento no setor varejista em Tangará da Serra foi motivado pela oportunidade proporcionada pela negociação com Carlos Dalmolin, seguida de uma criteriosa análise do mercado local. “Sabíamos que Tangará da Serra já tinha outros grandes do setor de supermercados, mas gostamos do que vimos e, assim, diante da oportunidade e da força da economia local, optamos por investir na cidade”, relatou.

Mauro destacou a receptividade em Tangará da Serra, que também acabou pesando na decisão em investir da cidade polo do sudoeste mato-grossense. “Sentimos a boa recepção já no hotel em que ficamos. Fomos recebidos com cordialidade na prefeitura e por colegas empresários. Percebemos o tamanho do comércio varejista de Tangará da Serra e, assim, chegamos à conclusão de que não poderíamos deixar passar a oportunidade”, disse o empresário, em entrevista concedida ao Enfoque Business, após reunião na Tratortecmaq, em Tangará da Serra, com o também empresário Alfredo Nuernberg.

Oriundos da cidade de Verê, no Paraná, a família Pasqualotto iniciou seus negócios no ramo de transporte, através do pai, Gentil Pasqualotto. A vinda para Mato Grosso se deu em 1980, na cidade de Juína, após breve morada em Vilhena, estado de Rondônia.

A primeira loja do grupo foi inaugurada em 1991, em Juína. Em 2001, na mesma cidade, o grupo adquiriu um supermercado que se configurou em sua primeira filial. Em 2008, os Pasqualotto investiram numa loja de grande estrutura em Lucas do Rio Verde, sendo esta a sua segunda filial. A terceira loja foi aberta em 2014, na cidade de Brasnorte.

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Empresas têm mais dados e dashboards, mas continuam tomando decisões ruins

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Especialistas alertam que excesso de indicadores, baixa maturidade analítica e falhas humanas continuam comprometendo decisões estratégicas mesmo em empresas altamente digitalizadas

Empresas nunca tiveram tanto acesso a dados, relatórios em tempo real e ferramentas de monitoramento. Ainda assim, erros operacionais, decisões estratégicas equivocadas e falhas de gestão continuam frequentes, inclusive em organizações altamente digitalizadas.

O paradoxo chama a atenção de especialistas: apesar dos investimentos em analytics, automação e transformação digital, muitas empresas ainda não conseguem transformar informação em decisões eficientes.

Estimativas indicam que entre 60% e 73% dos dados gerados sequer são analisados. Ao mesmo tempo, executivos relatam dificuldade para converter indicadores em ações práticas. Para especialistas, o problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

Dificuldades em para converter indicadores em ações práticas: problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

“Ter acesso a dados não significa necessariamente entender o que eles estão dizendo. Muitas empresas criaram uma infraestrutura sofisticada de monitoramento, mas continuam operando sem clareza estratégica”, afirma Guilherme Francescon Cittoli, co-founder e CPO da ST-One.

Na prática, dashboards, relatórios em tempo real e métricas automatizadas podem criar uma falsa sensação de controle, principalmente em ambientes pressionados por produtividade e rapidez.

A era da “névoa de medição”

A digitalização levou empresas a medir praticamente tudo: desempenho, produtividade, vendas, comportamento do consumidor e indicadores operacionais. O problema é que nem toda métrica gera valor para o negócio.

“Muitas organizações acompanham dezenas de indicadores sem definir claramente quais realmente apoiam a tomada de decisão. Existe um risco enorme de confundir volume de informação com inteligência”, diz Giovanni Abate Neto, CTO da empresa.

Especialistas chamam esse fenômeno de “névoa de medição”, quando o excesso de indicadores dificulta a interpretação dos cenários e favorece métricas de vaidade em detrimento de dados ligados à eficiência operacional, sustentabilidade financeira e comportamento do mercado.

Liderança da ST-One: [Esquerda] Giovanni Abate Neto, Guilherme Francescon Cittolin, Rodrigo Cruz R. Gonçalves e Tiago Machado.

Tecnologia exige interpretação

Segundo os especialistas, muitas empresas investem em transformação digital antes de resolver questões de governança de dados, integração de sistemas e cultura analítica.

“Em muitos casos, as empresas passaram a acumular ferramentas sem criar processos claros para interpretar informações e transformar dados em ação”, afirma Guilherme Francescon Cittoli.

Para Giovanni Abate Neto, outro equívoco é acreditar que a automação elimina a necessidade de análise humana. “Automatizar processos não significa automatizar pensamento crítico. Ainda existe uma dependência muito grande da capacidade humana de interpretar contexto, identificar exceções e questionar padrões.”

Excesso de dados pode paralisar

Outro efeito crescente é a chamada “paralisia analítica”, quando o excesso de informação dificulta decisões rápidas. Na tentativa de reduzir riscos, lideranças acumulam relatórios, reuniões e validações, tornando os processos mais lentos.

Pesquisas mostram ainda que muitos executivos recorrem ao “feeling” para decidir, mesmo em ambientes orientados por dados. Segundo Giovanni Abate Neto, isso ocorre porque a tecnologia não elimina vieses cognitivos, que podem até ganhar aparência de precisão quando sustentados por indicadores mal interpretados.

O desafio continua sendo humano

Embora os investimentos em analytics e digitalização continuem crescendo, o principal gargalo permanece humano. Falta de alfabetização de dados, baixa capacidade analítica, excesso de indicadores e pouca integração entre áreas figuram entre os maiores desafios.

Para os especialistas, as empresas que transformarão dados em vantagem competitiva serão aquelas capazes de equilibrar tecnologia, contexto e pensamento crítico.

“O grande diferencial não está apenas em ter mais dados, mas em conseguir transformar informação em decisões mais consistentes, rápidas e sustentáveis”, conclui Guilherme Francescon Cittoli.

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