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Infraestrutura & Logística

Trecho da MT-426, em Tangará da Serra, terá projeto para pavimentação e duplicação de ponte

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O trecho de 07 quilômetros da rodovia MT-426, desde o entroncamento com a MT-339 (Curva da Bênção) até a ponte sobre o rio Sepotuba terá projeto de pavimentação elaborado ainda esse ano. A informação foi levantada pelo Enfoque Business junto a produtores rurais da região de referência.

A rodovia MT-426 já conta com obras de asfalto autorizadas entre a sede da empresa Calcário Tangará e a MT-358 e, também, no trecho da MT-170 até o distrito de São Jorge.

Segundo a informação levantada pela redação, a elaboração do projeto de pavimentação do trecho entre a Curva da Bênção e a ponte sobre o rio Sepotuba (trecho em destaque na imagem do topo) foi uma deliberação da Associação dos Beneficiários da Rodovia MT-426, em razão do fluxo considerável naquele trajeto.

O mesmo projeto – que será custeado por empresários e produtores rurais da localidade – incluirá a duplicação da ponte sobre o Sepotuba, junto ao encontro desse rio com o Formoso (foto abaixo). A ponte é monovia e passará por sondagem pela equipe responsável pelo estudo.

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Após concluído, o projeto será entregue ao governo estadual, com protocolo na Secretaria de Estado de Infraestrutura. A partir de então, o governo decidirá sobre certame licitatório e contratação da obra através de parceria público-privada (PPP) ou formalização direta.

Trajeto já autorizado

Grande parte da MT-426 já tem obras contratadas desde meados do ano passado para pavimentação. Serão 21,36 quilômetros da MT-426, desde a entrada da empresa Calcário Tangará até o entroncamento com a MT-358, proximidades da Serra dos Parecis, e outros 17,24 quilômetros na MT-170, a partir da bifurcação com a 426, em direção ao distrito de São Jorge.

Neste último trecho, o projeto inclui a substituição da ponte de madeira existente sobre o rio Formoso, naquele distrito, por uma ponte de concreto. Extensão total, portanto, é de 38,60 quilômetros, com o governo estadual executando a obra com a conclusão prevista até final de 2024, sem necessidade de parceria com associação de produtores.

O projeto, no entanto, foi custeado com recursos privados de R$ 381 mil, através da Associação dos Produtores da MT-426/170, com aprovação pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT) em março do ano passado.

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Primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual será inaugurado neste sábado

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Neste sábado, 20 de junho, será inaugurado em Dom Aquino o primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, considerada a primeira ferrovia construída a partir de autorização de um governo estadual no Brasil. O empreendimento representa um marco para a infraestrutura logística do Estado e promete fortalecer a competitividade do agronegócio mato-grossense nos mercados nacional e internacional.

A cerimônia ocorrerá às margens da BR-070, onde foi implantado o terminal multimodal que passa a desempenhar papel estratégico no novo corredor logístico estadual. O local funcionará como ponto de integração entre os modais rodoviário e ferroviário, recebendo cargas transportadas por caminhões para posterior embarque nos trens.

Com a entrada em operação do terminal, Dom Aquino assume posição de destaque na logística de Mato Grosso. A cidade sediará uma das principais estruturas da nova malha ferroviária, transformando uma região tradicionalmente agrícola em importante centro de distribuição e escoamento da produção.

Novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano.

O trecho inaugural possui aproximadamente 162 quilômetros de extensão e liga Rondonópolis ao terminal instalado em Dom Aquino. A obra integra a primeira fase da Ferrovia Estadual, que demandou investimentos da ordem de R$ 5 bilhões e é considerada atualmente um dos maiores projetos privados de infraestrutura logística em execução no país.

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Quando totalmente concluída, a ferrovia terá cerca de 743 quilômetros de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e contando ainda com um ramal estratégico para Cuiabá.

O novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura definitiva deverá ser concluída no segundo semestre de 2026, ampliando significativamente a capacidade de escoamento da produção agrícola estadual.

A chegada dos trilhos a regiões mais próximas das áreas produtoras é uma reivindicação histórica do setor produtivo. Desde a implantação da Ferronorte em Rondonópolis, em 2013, produtores rurais, empresários e lideranças políticas defendiam a expansão da malha ferroviária para o médio-norte do Estado, reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência no transporte de cargas.

Além dos benefícios econômicos, o projeto também é apontado como importante aliado da sustentabilidade ambiental. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o transporte ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono quando comparado ao modal rodoviário, contribuindo para uma logística mais limpa e eficiente.

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Na mesma linha, a vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, destaca que a expansão ferroviária fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e amplia a capacidade de conexão das cadeias produtivas aos mercados internacionais. Para ela, os trilhos representam uma solução de longo prazo que alia eficiência, segurança e redução das emissões de carbono.

A inauguração deste primeiro trecho simboliza o início de uma nova etapa para a infraestrutura de transportes de Mato Grosso, consolidando o Estado como um dos principais corredores logísticos do agronegócio nacional.

(Fotos Rumo Logística e reprodução Web)

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