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TratorTecMaq e Bosch: Parceria tangaraense com uma tradição de 123 anos

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A Tratortecmaq e a Bosch do Brasil compõem uma tradicional parceria para oferecer o melhor em ferramentas elétricas e a bateria na região de Tangará da Serra. São 20 anos de relação comercial entre a empresa tangaraense e uma gigante multinacional que já superou 60 anos de atuação somente no Brasil.

Esta semana, a TratorTecMaq recebeu a visita do consultor comercial técnico da Bosch, Carlos Gomes, e também do consultor de vendas Philippe Machado. Na sede da empresa, em Tangará da Serra, eles se se reuniram com o diretor-proprietário da TratorTecMaq, Alfredo Nuernberg, e com o gerente de vendas Eder Lúcio. No último final de semana, os consultores da Bosch visitaram a Expoagro, em Barra do Bugres, feira que teve a participação da TratorTecMaq com um estande de 300 metros quadrados.

Esta semana, a TratorTecMaq recebeu a visita do consultor comercial técnico da Bosch, Carlos Gomes (centro, à esquerda).

Segundo Carlos Gomes, a empresa busca ampliar sua conectividade com o cliente. “Trocamos informações e ideias quanto a melhor forma de exposição do produto e uma maior competitividade”, disse o consultor, que destaca o crescimento no mercado das ferramentas a bateria. “É uma tendência e já há certa preferência por esta linha de ferramentas”, completou.

Tradição secular

A Bosch tem uma das mais fascinantes histórias mundiais de empreendedorismo. Em 1886, Robert Bosch fundou a “Oficina de Mecânica de Precisão e Engenharia Elétrica” em Stuttgart, na Alemanha. Foi o ponto de partida de uma trajetória de 123 anos.

A Bosch destacou-se inicialmente com trabalhos de engenharia mecânica e elétrica de precisão em sistemas telefônicos e alarmes, mas ganhou grande impulso quando passou a produzir dispositivos de ignição.

A empresa alemã enfrentou as agruras de duas guerras mundiais (1914/1918 e 1939/1945), mas ainda assim ganhou mercado em toda a Europa e, na sequência, na América, onde se destacou nos sistemas de ignição automotiva.

Hoje, opera mundialmente e marca presença em grandes mercados como a própria Europa, Ásia e também em potências mundiais como a Rússia. Na América do Norte, a Bosch ganhou espaço a ponto de expandir suas atuações para as Américas Central e do Sul. No Brasil, marca presença no mercado a mais de 60 anos, com indústria em Campinas-SP.

Em todos os mercados, a Bosch é referência em ferramentas elétricas e a bateria, acessórios e equipamentos de medição inteligente e de alta qualidade. Os produtos se destacam pelos resultados profissionais, são confiáveis, robustos e atendem as mais altas exigências no trabalho.

Na sequencia, alguns produtos Bosch.

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Empresas têm mais dados e dashboards, mas continuam tomando decisões ruins

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Especialistas alertam que excesso de indicadores, baixa maturidade analítica e falhas humanas continuam comprometendo decisões estratégicas mesmo em empresas altamente digitalizadas

Empresas nunca tiveram tanto acesso a dados, relatórios em tempo real e ferramentas de monitoramento. Ainda assim, erros operacionais, decisões estratégicas equivocadas e falhas de gestão continuam frequentes, inclusive em organizações altamente digitalizadas.

O paradoxo chama a atenção de especialistas: apesar dos investimentos em analytics, automação e transformação digital, muitas empresas ainda não conseguem transformar informação em decisões eficientes.

Estimativas indicam que entre 60% e 73% dos dados gerados sequer são analisados. Ao mesmo tempo, executivos relatam dificuldade para converter indicadores em ações práticas. Para especialistas, o problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

Dificuldades em para converter indicadores em ações práticas: problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

“Ter acesso a dados não significa necessariamente entender o que eles estão dizendo. Muitas empresas criaram uma infraestrutura sofisticada de monitoramento, mas continuam operando sem clareza estratégica”, afirma Guilherme Francescon Cittoli, co-founder e CPO da ST-One.

Na prática, dashboards, relatórios em tempo real e métricas automatizadas podem criar uma falsa sensação de controle, principalmente em ambientes pressionados por produtividade e rapidez.

A era da “névoa de medição”

A digitalização levou empresas a medir praticamente tudo: desempenho, produtividade, vendas, comportamento do consumidor e indicadores operacionais. O problema é que nem toda métrica gera valor para o negócio.

“Muitas organizações acompanham dezenas de indicadores sem definir claramente quais realmente apoiam a tomada de decisão. Existe um risco enorme de confundir volume de informação com inteligência”, diz Giovanni Abate Neto, CTO da empresa.

Especialistas chamam esse fenômeno de “névoa de medição”, quando o excesso de indicadores dificulta a interpretação dos cenários e favorece métricas de vaidade em detrimento de dados ligados à eficiência operacional, sustentabilidade financeira e comportamento do mercado.

Liderança da ST-One: [Esquerda] Giovanni Abate Neto, Guilherme Francescon Cittolin, Rodrigo Cruz R. Gonçalves e Tiago Machado.

Tecnologia exige interpretação

Segundo os especialistas, muitas empresas investem em transformação digital antes de resolver questões de governança de dados, integração de sistemas e cultura analítica.

“Em muitos casos, as empresas passaram a acumular ferramentas sem criar processos claros para interpretar informações e transformar dados em ação”, afirma Guilherme Francescon Cittoli.

Para Giovanni Abate Neto, outro equívoco é acreditar que a automação elimina a necessidade de análise humana. “Automatizar processos não significa automatizar pensamento crítico. Ainda existe uma dependência muito grande da capacidade humana de interpretar contexto, identificar exceções e questionar padrões.”

Excesso de dados pode paralisar

Outro efeito crescente é a chamada “paralisia analítica”, quando o excesso de informação dificulta decisões rápidas. Na tentativa de reduzir riscos, lideranças acumulam relatórios, reuniões e validações, tornando os processos mais lentos.

Pesquisas mostram ainda que muitos executivos recorrem ao “feeling” para decidir, mesmo em ambientes orientados por dados. Segundo Giovanni Abate Neto, isso ocorre porque a tecnologia não elimina vieses cognitivos, que podem até ganhar aparência de precisão quando sustentados por indicadores mal interpretados.

O desafio continua sendo humano

Embora os investimentos em analytics e digitalização continuem crescendo, o principal gargalo permanece humano. Falta de alfabetização de dados, baixa capacidade analítica, excesso de indicadores e pouca integração entre áreas figuram entre os maiores desafios.

Para os especialistas, as empresas que transformarão dados em vantagem competitiva serão aquelas capazes de equilibrar tecnologia, contexto e pensamento crítico.

“O grande diferencial não está apenas em ter mais dados, mas em conseguir transformar informação em decisões mais consistentes, rápidas e sustentáveis”, conclui Guilherme Francescon Cittoli.

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