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Meio Ambiente & Preservação

Tangará da Serra celebra Dia de Proteção às Florestas com exemplo de preservação ambiental

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Não há como refutar a ideia de que proteger as florestas é garantir um futuro sustentável para todos. Aginal, as florestas são berços de biodiversidade, lares de inúmeras espécies e fonte de recursos essenciais para a vida.

Neste 17 de julho, data em que se comemora o Dia de Proteção às Florestas, Tangará da Serra se destaca como um exemplo positivo de equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental. Situado em uma estratégica zona de transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica, o município abriga uma das mais expressivas áreas de mata nativa conservada da região Centro-Oeste.

O destaque vai para a região do Complexo Hidrelétrico de Juba I e II e da PCH Graça Brennand. Juntas, essas unidades de geração de energia são responsáveis pela preservação de quase 10 mil hectares de vegetação nativa, formando um verdadeiro santuário ecológico em meio ao avanço das fronteiras agrícolas. A área é caracterizada por rica biodiversidade e ecossistemas que seguem praticamente intocados, cumprindo um papel crucial na manutenção dos recursos hídricos e da fauna local.

Complexo Juba: Modelo de gestão ambiental moderna, que concilia geração de energia limpa com a preservação dos biomas locais.

Além da vegetação densa e dos corredores ecológicos protegidos, as hidrelétricas desempenham um papel fundamental na proteção do rio Juba – um importante afluente do rio Sepotuba e um dos grandes tributários do rio Paraguai. A preservação das matas ciliares e o manejo responsável do entorno contribuem para a qualidade das águas, a estabilidade do solo e a continuidade dos ciclos naturais da região.

Para especialistas ambientais, Tangará da Serra se consolida como um modelo de desenvolvimento sustentável. “O que se observa nessa área é uma gestão ambiental moderna, que concilia geração de energia limpa com a preservação dos biomas locais. É uma referência para o país”, avalia o biólogo Siloé Oliveira, o gerente de meio ambiente da Brennand Energia, empresa responsável pelo complexo hidrelétrico de Juba.

Enquanto outras regiões do Brasil enfrentam o desmatamento e a degradação acelerada, Tangará da Serra reafirma seu compromisso com o meio ambiente e com o futuro das próximas gerações. Neste Dia de Proteção às Florestas, o município não apenas comemora, mas prova que é possível preservar e prosperar ao mesmo tempo.

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Meio Ambiente & Preservação

Força-tarefa realizará trabalhos de correção de erosão subterrânea na aldeia do Formoso

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O processo erosivo subterrâneo que causou o colapso do solo na área de cabeceira do córrego Bonitinho, na Aldeia Indígena do Formoso, em Tangará da Serra, motivará a mobilização de uma força-tarefa para sua correção, com ações divididas em duas fases.

A estratégia para a correção foi definida na semana passada, após vistoria na área afetada e em acompanhamento com a comunidade indígena local. Os trabalhos, propostos em reunião com os moradores, serão coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), com anuência da Associação Haliti/Paresi, entidade representativa do povo indígena da localidade.

Ações para recuperação contam com anuência da comunidade do Formoso, expressa em reunião na última quinta-feira (30).

A reunião, coordenada pelo presidente do IPAC, Décio Eloi Siebert, e pelo representante da Associação Haliti/Paresi, Geovani Kezo, contou com a presença de membros da Brigada de Combate a Incêndios Florestais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Sepotuba.

Erosão provocou colapso do solo na Aldeia do Formoso, nas cabeceiras do córrego Bonitinho.

Com base no diagnóstico preliminar realizado, ficaram definidas ações em duas etapas. A primeira (Fase 1) será emergencial, com o objetivo de conter o processo erosivo por meio do plantio de cordões de gramínea “vetiver” e de mudas nativas no entorno da área afetada.

Geovani Kezo, da Associação Halitinã, participa da coordenação dos trabalhos.

Na “Fase 2” será implantado um sistema de drenagem subterrânea (imagem abaixo) para solucionar o problema de “piping”, que causou a erosão e o colapso do solo no local. Esta fase também incluirá a implantação de um sistema de restauração ecológica, com a construção de paliçadas no interior da área erodida para conter as águas pluviais e o plantio de mudas de vetiver, espécies nativas e bambu.

A força-tarefa contará com a equipe do IPAC, membros da comunidade indígena local, SEMA, CBH, além da participação de propriedades rurais vizinhas e apoio de instituições. Os trabalhos serão realizados predominantemente de forma manual, devido à fragilidade do solo na região da Aldeia do Formoso, não contando, portanto, com maquinário pesado.

Para custear as atividades operacionais, insumos, ferramentaria e outros itens necessários, serão captados recursos junto aos setores público e privado. A operação será comunicada ao Ministério Público.

Processo erosivo

O processo erosivo foi identificado após o afundamento (depressão) de uma área na cabeceira do córrego Bonitinho, afluente do rio Formoso, um dos principais da bacia do rio Sepotuba.

A falha no solo foi causada por um fenômeno erosivo conhecido como “piping” (imagem acima), um tipo de erosão interna do solo, causada pelo escoamento subterrâneo concentrado de água, que remove partículas finas do interior do maciço, formando canais tubulares (pipes) sob a superfície. Esse fenômeno ocorre principalmente em solos arenosos (como o da TI Formoso), silto-arenosos ou argilosos estruturados.

O processo erosivo tem causado o carreamento de sedimentos que estão assoreando a gruta que abriga a nascente do córrego Bonitinho (foto abaixo).

Do ponto de vista ambiental, a continuidade desse processo ameaça a estabilidade do solo, acelera a degradação da paisagem e compromete a qualidade da água disponível no entorno. O assoreamento da gruta pode, também, causar alterações irreversíveis no regime hídrico e afetar a biodiversidade associada ao microambiente local.

Sob a perspectiva sociocultural, a gruta possui valor simbólico, histórico e espiritual para o povo indígena, abrigando inscrições rupestres que podem datar de 8.000 anos (foto abaixo), o que a torna um local de importância arqueológica, histórica e científica única na região.

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