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Circuito Rural

Suspensão da moratória da soja, plano clima na COP-30 e picanha a R$ 612 são os destaques

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A coluna Circuito Rural desta semana aborda três temas sobre agronegócio, geopolítica alimentar e polêmica do clima.

O primeiro é a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que determinou a suspensão imediata da moratória da soja imposta por tradings. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) celebrou a medida, destacando que a prática era considerada abusiva, por extrapolar a legislação brasileira e impor restrições discriminatórias ao produtor nacional, já comprometido com regras de preservação ambiental.

Olmir Cividini é o autor do Circuito Rural.

Outro ponto em destaque são as expectativas para a COP-30. O governo brasileiro prepara um plano climático a ser apresentado durante o evento, que deve mobilizar debates estratégicos em torno da sustentabilidade e da imagem internacional do agro.

A coluna também traz um olhar para os Estados Unidos, onde a carne bovina enfrenta forte alta de preços após o “tarifaço Trump”. Consumidores norte-americanos se surpreendem com cortes como a picanha, que chega a ser vendida por US$ 112, o equivalente a R$ 612 na cotação média da semana.

Leia mais:  Medidas de China e Rússia afetam o agro; ciclo da soja encerrado entre recordes e desafios

Assinada por Olmir Cividini, jornalista graduado em Comunicação Social pelo Instituto Várzea-grandense de Educação, a coluna Circuito Rural está disponível no Enfoque Business sempre às sextas-feiras.

Abaixo, a íntegra da coluna desta sexta-feira.

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Circuito Rural

Medidas de China e Rússia afetam o agro; ciclo da soja encerrado entre recordes e desafios

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O mercado internacional sente os efeitos da suspensão temporária das exportações de fertilizantes nitrogenados pela China e pela Rússia. A medida, associada a instabilidades geopolíticas, atinge o agronegócio, com impacto direto no Brasil, que depende majoritariamente da importação desses insumos.

O tema é abordado na coluna semanal do jornalista Olmir Cividini, de Tangará da Serra.

Suspensão

China e Rússia anunciaram, em março de 2026, restrições e suspensões temporárias nas exportações de fertilizantes nitrogenados. O objetivo é garantir o abastecimento interno e conter a alta de preços durante os períodos de plantio. As medidas envolvem dois dos principais fornecedores globais e ampliam o risco de desabastecimento, além de pressionar os custos de produção agrícola, especialmente no Brasil.

  • Rússia: suspendeu as exportações de nitrato de amônio por um mês, até 21 de abril de 2026, priorizando o plantio de primavera. A medida atinge parcela relevante do comércio global do produto.
  • China: restringiu exportações de ureia, fertilizantes fosfatados (DAP e MAP) e parte dos NPK, com controle previsto até agosto de 2026. A ação busca estabilizar preços internos e garantir segurança alimentar.
  • Impacto global: a redução da oferta elevou os preços, com registros de aumento de até 40% na ureia, em patamares próximos aos observados durante a crise energética de 2022.
  • Brasil: a dependência de importações amplia o risco de desabastecimento e pressiona os custos no campo.
  • Fatores adicionais: aumento da demanda global e incertezas logísticas, incluindo restrições no Estreito de Ormuz, contribuem para o cenário.
Leia mais:  Medidas de China e Rússia afetam o agro; ciclo da soja encerrado entre recordes e desafios

Ciclo da soja encerrado

A coluna também aborda o ciclo da soja 2025/26 em Mato Grosso, encerrado com produção recorde, mas com dificuldades operacionais e pressão sobre a rentabilidade.

A colheita alcançou volumes históricos, porém o fim do ciclo foi marcado por chuvas intensas em algumas regiões, o que afetou a logística e elevou os custos.

Destaques da safra 2025/26 em Mato Grosso:

  • Produção: dados revisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam colheita de 51,56 milhões de toneladas, o maior volume já registrado no estado.
  • Área: Mato Grosso superou 3 milhões de hectares cultivados, mantendo a liderança nacional e participação superior a 30% da produção brasileira.
  • Chuvas: precipitações intensas no fim da colheita, principalmente no sudeste do estado, danificaram estradas e dificultaram o escoamento.
  • Custos: despesas com diesel e fertilizantes seguem elevadas, reduzindo as margens dos produtores em um cenário de preços ajustados.
  • Sanidade: registros de podridão de vagens na região médio-norte provocaram perdas localizadas.

Cronograma

O calendário agrícola mantém o plantio da soja em Mato Grosso até o início de janeiro, enquanto o vazio sanitário se estende até meados de setembro, período que antecede o próximo ciclo.

Leia mais:  Medidas de China e Rússia afetam o agro; ciclo da soja encerrado entre recordes e desafios

Na sequência, a íntegra da coluna de Olmir Cividini.

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