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Meio Ambiente & Preservação

SEMA-MT liberta pássaros silvestres em reserva mantida por hidrelétrica em Tangará da Serra

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Vinte pássaros silvestres apreendidos pelo IBAMA e pela Secretaria de estado de Meio Ambiente (SEMA-MT) foram reintegrados à natureza na última semana numa reserva de 10 mil hectares de mata nativa de domínio do Complexo Hidrelétrico Juba I e II, em Tangará da Serra.

Reserva de mata nativa de domínio do Complexo Juba foi o local escolhido por ser de ocorrência das espécies e pelo nível de preservação.

A soltura dos pássaros – 01 canário da terra, uma patativa, 06 bicudos e 12 curiós – foi realizada pela SEMA-MT através do gerente de Fauna Silvestre Waldo Pinheiro Troy. A técnica educacional da prefeitura de Tangará da Serra e bióloga Vanessa Melato atuou como apoio na atividade, que também foi acompanhada pela gerência do complexo.

(Veja galeria de fotos no link abaixo)

Imagens da soltura de pássaros no Complexo Juba; Vinte aves apreendidas em ações de fiscalização foram libertadas

Os pássaros são nativos da região e foram apreendidos em ações de fiscalização. “Constatamos a qualidade da floresta e o nível de preservação, o que motivou a escolha desta área”, disse Waldo Troy. As aves foram apreendidas em ações de fiscalização ou entregues espontaneamente ao órgão.

Há dois anos, o Complexo Juba recebeu a soltura de um casal de quatis e 20 jabotis.

Segundo a direção do complexo, a reserva de mata nativa mantida pela empresa de geração de energia continuará recebendo outros animais através de parceria com SEMA e IBAMA.

Assista ao vídeo:

 

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Meio Ambiente & Preservação

Força-tarefa realizará trabalhos de correção de erosão subterrânea na aldeia do Formoso

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O processo erosivo subterrâneo que causou o colapso do solo na área de cabeceira do córrego Bonitinho, na Aldeia Indígena do Formoso, em Tangará da Serra, motivará a mobilização de uma força-tarefa para sua correção, com ações divididas em duas fases.

A estratégia para a correção foi definida na semana passada, após vistoria na área afetada e em acompanhamento com a comunidade indígena local. Os trabalhos, propostos em reunião com os moradores, serão coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), com anuência da Associação Haliti/Paresi, entidade representativa do povo indígena da localidade.

Ações para recuperação contam com anuência da comunidade do Formoso, expressa em reunião na última quinta-feira (30).

A reunião, coordenada pelo presidente do IPAC, Décio Eloi Siebert, e pelo representante da Associação Haliti/Paresi, Geovani Kezo, contou com a presença de membros da Brigada de Combate a Incêndios Florestais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Sepotuba.

Erosão provocou colapso do solo na Aldeia do Formoso, nas cabeceiras do córrego Bonitinho.

Com base no diagnóstico preliminar realizado, ficaram definidas ações em duas etapas. A primeira (Fase 1) será emergencial, com o objetivo de conter o processo erosivo por meio do plantio de cordões de gramínea “vetiver” e de mudas nativas no entorno da área afetada.

Geovani Kezo, da Associação Halitinã, participa da coordenação dos trabalhos.

Na “Fase 2” será implantado um sistema de drenagem subterrânea (imagem abaixo) para solucionar o problema de “piping”, que causou a erosão e o colapso do solo no local. Esta fase também incluirá a implantação de um sistema de restauração ecológica, com a construção de paliçadas no interior da área erodida para conter as águas pluviais e o plantio de mudas de vetiver, espécies nativas e bambu.

A força-tarefa contará com a equipe do IPAC, membros da comunidade indígena local, SEMA, CBH, além da participação de propriedades rurais vizinhas e apoio de instituições. Os trabalhos serão realizados predominantemente de forma manual, devido à fragilidade do solo na região da Aldeia do Formoso, não contando, portanto, com maquinário pesado.

Para custear as atividades operacionais, insumos, ferramentaria e outros itens necessários, serão captados recursos junto aos setores público e privado. A operação será comunicada ao Ministério Público.

Processo erosivo

O processo erosivo foi identificado após o afundamento (depressão) de uma área na cabeceira do córrego Bonitinho, afluente do rio Formoso, um dos principais da bacia do rio Sepotuba.

A falha no solo foi causada por um fenômeno erosivo conhecido como “piping” (imagem acima), um tipo de erosão interna do solo, causada pelo escoamento subterrâneo concentrado de água, que remove partículas finas do interior do maciço, formando canais tubulares (pipes) sob a superfície. Esse fenômeno ocorre principalmente em solos arenosos (como o da TI Formoso), silto-arenosos ou argilosos estruturados.

O processo erosivo tem causado o carreamento de sedimentos que estão assoreando a gruta que abriga a nascente do córrego Bonitinho (foto abaixo).

Do ponto de vista ambiental, a continuidade desse processo ameaça a estabilidade do solo, acelera a degradação da paisagem e compromete a qualidade da água disponível no entorno. O assoreamento da gruta pode, também, causar alterações irreversíveis no regime hídrico e afetar a biodiversidade associada ao microambiente local.

Sob a perspectiva sociocultural, a gruta possui valor simbólico, histórico e espiritual para o povo indígena, abrigando inscrições rupestres que podem datar de 8.000 anos (foto abaixo), o que a torna um local de importância arqueológica, histórica e científica única na região.

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