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Meio Ambiente & Preservação

Rio Sepotuba: Ação rotariana recolhe 2 toneladas de lixo, menos em comparação a 2022

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A edição de número 17 do projeto Preserve o Rio Sepotuba, do Rotary Club Tangará da Serra Centro resultou no recolhimento de 2.080 mil quilos de lixo/entulho das margens do principal tributário da bacia do pantanal na região do planalto.

A operação – um trecho de 23 quilômetros entre o Rancho Azul, proximidades da ponte de madeira junto à Escola Marechal Rondon e a localidade de Nova Fernandópolis, no Rancho Vaca Atolada – envolveu 45 barcos e cerca de 200 pessoas, com apoios das esferas municipal e estadual do poder público, órgãos de segurança pública, empresas, entidades e representes da comunidade em geral.

O material retirado foi transportado pela Cooperativa de Reciclagem de Tangará da Serra (Coopertan), que realizou a pesagem e dará a destinação adequada.

A atividade preservacionista incluiu plantio eólico através da soltura de balões biodegradáveis com sementes, plantio de mudas de espécies nativas e lançamento de bolotas de argila com sementes de árvores frutíferas.

Além da limpeza do curso do rio, houve plantio eólico e de mudas de árvores nativas.

Segundo o rotariano Carlos Merlo, do grupo organizador da ação, o volume de material recolhido nesse ano representou menos da metade do lixo/entulho retirado ano passado, quando a coleta resultou em 5,8 toneladas. “Tivemos menos material, mas um grande volume, carcaças de fogões, freezers e geladeiras velhos”, disse. Ele observou que também houve o recolhimento de uma grande quantidade de garrafas de vidro. “Teve um local onde enchemos um barco com garrafas e tivemos que voltar para retirar o restante”, relatou.

Merlo avaliou como muito positiva a ação e que o objetivo foi alcançado. “A meta é que todos tenham mais consciência, de não depositar lixo nos pesqueiros e, sim, dar a destinação correta, beira de rio não é lugar de jogar lixo. É como diz nosso lema: O rio é nosso, mas o lixo é seu”, completou.

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Meio Ambiente & Preservação

Força-tarefa realizará trabalhos de correção de erosão subterrânea na aldeia do Formoso

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O processo erosivo subterrâneo que causou o colapso do solo na área de cabeceira do córrego Bonitinho, na Aldeia Indígena do Formoso, em Tangará da Serra, motivará a mobilização de uma força-tarefa para sua correção, com ações divididas em duas fases.

A estratégia para a correção foi definida na semana passada, após vistoria na área afetada e em acompanhamento com a comunidade indígena local. Os trabalhos, propostos em reunião com os moradores, serão coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), com anuência da Associação Haliti/Paresi, entidade representativa do povo indígena da localidade.

Ações para recuperação contam com anuência da comunidade do Formoso, expressa em reunião na última quinta-feira (30).

A reunião, coordenada pelo presidente do IPAC, Décio Eloi Siebert, e pelo representante da Associação Haliti/Paresi, Geovani Kezo, contou com a presença de membros da Brigada de Combate a Incêndios Florestais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Sepotuba.

Erosão provocou colapso do solo na Aldeia do Formoso, nas cabeceiras do córrego Bonitinho.

Com base no diagnóstico preliminar realizado, ficaram definidas ações em duas etapas. A primeira (Fase 1) será emergencial, com o objetivo de conter o processo erosivo por meio do plantio de cordões de gramínea “vetiver” e de mudas nativas no entorno da área afetada.

Geovani Kezo, da Associação Halitinã, participa da coordenação dos trabalhos.

Na “Fase 2” será implantado um sistema de drenagem subterrânea (imagem abaixo) para solucionar o problema de “piping”, que causou a erosão e o colapso do solo no local. Esta fase também incluirá a implantação de um sistema de restauração ecológica, com a construção de paliçadas no interior da área erodida para conter as águas pluviais e o plantio de mudas de vetiver, espécies nativas e bambu.

A força-tarefa contará com a equipe do IPAC, membros da comunidade indígena local, SEMA, CBH, além da participação de propriedades rurais vizinhas e apoio de instituições. Os trabalhos serão realizados predominantemente de forma manual, devido à fragilidade do solo na região da Aldeia do Formoso, não contando, portanto, com maquinário pesado.

Para custear as atividades operacionais, insumos, ferramentaria e outros itens necessários, serão captados recursos junto aos setores público e privado. A operação será comunicada ao Ministério Público.

Processo erosivo

O processo erosivo foi identificado após o afundamento (depressão) de uma área na cabeceira do córrego Bonitinho, afluente do rio Formoso, um dos principais da bacia do rio Sepotuba.

A falha no solo foi causada por um fenômeno erosivo conhecido como “piping” (imagem acima), um tipo de erosão interna do solo, causada pelo escoamento subterrâneo concentrado de água, que remove partículas finas do interior do maciço, formando canais tubulares (pipes) sob a superfície. Esse fenômeno ocorre principalmente em solos arenosos (como o da TI Formoso), silto-arenosos ou argilosos estruturados.

O processo erosivo tem causado o carreamento de sedimentos que estão assoreando a gruta que abriga a nascente do córrego Bonitinho (foto abaixo).

Do ponto de vista ambiental, a continuidade desse processo ameaça a estabilidade do solo, acelera a degradação da paisagem e compromete a qualidade da água disponível no entorno. O assoreamento da gruta pode, também, causar alterações irreversíveis no regime hídrico e afetar a biodiversidade associada ao microambiente local.

Sob a perspectiva sociocultural, a gruta possui valor simbólico, histórico e espiritual para o povo indígena, abrigando inscrições rupestres que podem datar de 8.000 anos (foto abaixo), o que a torna um local de importância arqueológica, histórica e científica única na região.

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