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Circuito Rural

Reação da FPA a decreto e avanço do crime organizado no campo são destaques

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A coluna Circuito Rural, assinada pelo jornalista Olmir Cividini, aborda nesta edição dois temas que vêm provocando debates no meio político e no setor produtivo.

O primeiro trata do Decreto nº 12.710, publicado no dia 5, que institui o Plano Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos. Cividini observa que, embora o texto tenha objetivos considerados nobres, sua aplicação requer atenção. “O nome é bonito, o texto é nobre — mas, como diria o outro, o diabo mora nos detalhes”, comenta.

O segundo destaque da coluna é o avanço do crime organizado no agronegócio. Segundo Cividini, investigações recentes do Gaeco de São Paulo apontam que facções como PCC e Comando Vermelho já atuam na compra de fazendas, controle de canaviais e usinas, além de praticarem contrabando, roubo de insumos, falsificação de defensivos, fraudes, sonegação e atos de violência — um “pacote completo”, nas palavras do colunista.

A íntegra da análise pode ser conferida no áudio abaixo.

Leia mais:  Incertezas e política no STF e compras chinesas de soja dos EUA ampliam cautela do produtor

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Circuito Rural

Incertezas e política no STF e compras chinesas de soja dos EUA ampliam cautela do produtor

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Coluna Circuito Rural destaca preocupação do agro com a segurança jurídica e os efeitos da volta da China ao mercado americano de soja.

A coluna Circuito Rural desta sexta-feira (18), do jornalista Olmir Cividini, começa com uma análise crítica do julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (16), classificado pelo comentarista como “patético”.

Segundo Cividini, entidades do setor manifestaram preocupação com o ambiente institucional e os possíveis reflexos de uma crise no Supremo sobre a segurança jurídica no país. Para o agro, regras claras e previsíveis são fundamentais para garantir investimentos, produção, emprego e renda.

A coluna lembra que decisões do STF sobre marco temporal, direito de propriedade, conflitos fundiários e legislação ambiental podem interferir diretamente na atividade rural e no patrimônio dos produtores. Na avaliação do jornalista, a instabilidade institucional deixa de ser apenas uma questão política ou jurídica e passa a representar também um risco econômico.

Na sequência, o comentário aborda a retomada das compras de soja dos Estados Unidos pela China, justamente no início do plantio da safra 2026/27 em Mato Grosso. Os chineses já teriam contratado quase 9 milhões de toneladas da próxima temporada americana, movimento que ajudou a elevar as cotações da oleaginosa em Chicago.

Leia mais:  Incertezas e política no STF e compras chinesas de soja dos EUA ampliam cautela do produtor

A valorização é positiva para a formação dos preços no Brasil, mas também aumenta a concorrência pelo maior mercado consumidor mundial. Até julho, 72% da soja importada pela China tinham origem brasileira.

O Rabobank alerta que a entrada da soja americana e a possibilidade de novas vendas dos Estados Unidos aos chineses podem limitar as exportações brasileiras no quarto trimestre. Por isso, o produtor mato-grossense inicia a safra com atenção redobrada a quatro fatores: chuva, produtividade, custos e comportamento da China.

Ouça o Circuito Rural na íntegra:

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