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Presente na Feira da Indústria, Sicredi oferece soluções para investimentos e capital de giro

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Soluções financeiras para investimentos, renovação do estoque de final de ano e capital de giro para os meses iniciais de 2020. Estes foram os principais atrativos do Sicredi Sudoeste, única instituição financeira presente na Feira da Indústria, realizada de 31 de outubro a 01 de novembro na sede do Lions Clube, em Tangará da Serra.

A instituição manteve um estande com atendimento a empresários expositores e também aos que visitavam a feira. Ao Enfoque Business, o gerente Luiz Fontana destacou que o segmento industrial é um dos motores da economia e importante agente gerador de emprego e renda no município. “Somos parceiros das empresas e temos foco no desenvolvimento local. Quando adquirimos o que é produzido aqui, geramos um círculo virtuoso, com mais receitas e liquidez no mercado”, observou.

Luiz Fontana: “Quando adquirimos o que é produzido aqui, geramos um círculo virtuoso, com mais receitas e liquidez no mercado”

Aos empresários que visitaram o estande do Sicredi, Luiz Fontana apresentou soluções financeiras para investimentos e capital de giro a partir de linhas de crédito oferecidas com capital próprio ou via BNDES. O gerente destaca que estes créditos são ideais para renovação de estoques de final de ano, investimentos em geral e, também para um fôlego financeiro nos três primeiros meses do ano, considerados de ‘ressaca’ pelo empresariado. “São momentos que cada empresa vivencia e nós podemos oferecer soluções”, colocou.

No caso do varejo, as vendas caem nos primeiros três meses, com retomada da curva ascendente a partir de abril e maio, com a Páscoa e o Dia das Mães. Na indústria, os meses iniciais também são de retração nos negócios, com retomada de pedidos a partir de março. “Temos soluções para fluxo de caixa, mas é bom que o empresário faça um bom planejamento e se antecipe, nos procurando o quanto antes”, disse Fontana.

Quanto aos juros, as taxas são a partir de 7,5% ano, variando conforme o risco do negócio e se os créditos tem origem em capital próprio do Sicredi ou via BNDES.

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Empresas têm mais dados e dashboards, mas continuam tomando decisões ruins

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Especialistas alertam que excesso de indicadores, baixa maturidade analítica e falhas humanas continuam comprometendo decisões estratégicas mesmo em empresas altamente digitalizadas

Empresas nunca tiveram tanto acesso a dados, relatórios em tempo real e ferramentas de monitoramento. Ainda assim, erros operacionais, decisões estratégicas equivocadas e falhas de gestão continuam frequentes, inclusive em organizações altamente digitalizadas.

O paradoxo chama a atenção de especialistas: apesar dos investimentos em analytics, automação e transformação digital, muitas empresas ainda não conseguem transformar informação em decisões eficientes.

Estimativas indicam que entre 60% e 73% dos dados gerados sequer são analisados. Ao mesmo tempo, executivos relatam dificuldade para converter indicadores em ações práticas. Para especialistas, o problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

Dificuldades em para converter indicadores em ações práticas: problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

“Ter acesso a dados não significa necessariamente entender o que eles estão dizendo. Muitas empresas criaram uma infraestrutura sofisticada de monitoramento, mas continuam operando sem clareza estratégica”, afirma Guilherme Francescon Cittoli, co-founder e CPO da ST-One.

Na prática, dashboards, relatórios em tempo real e métricas automatizadas podem criar uma falsa sensação de controle, principalmente em ambientes pressionados por produtividade e rapidez.

A era da “névoa de medição”

A digitalização levou empresas a medir praticamente tudo: desempenho, produtividade, vendas, comportamento do consumidor e indicadores operacionais. O problema é que nem toda métrica gera valor para o negócio.

“Muitas organizações acompanham dezenas de indicadores sem definir claramente quais realmente apoiam a tomada de decisão. Existe um risco enorme de confundir volume de informação com inteligência”, diz Giovanni Abate Neto, CTO da empresa.

Especialistas chamam esse fenômeno de “névoa de medição”, quando o excesso de indicadores dificulta a interpretação dos cenários e favorece métricas de vaidade em detrimento de dados ligados à eficiência operacional, sustentabilidade financeira e comportamento do mercado.

Liderança da ST-One: [Esquerda] Giovanni Abate Neto, Guilherme Francescon Cittolin, Rodrigo Cruz R. Gonçalves e Tiago Machado.

Tecnologia exige interpretação

Segundo os especialistas, muitas empresas investem em transformação digital antes de resolver questões de governança de dados, integração de sistemas e cultura analítica.

“Em muitos casos, as empresas passaram a acumular ferramentas sem criar processos claros para interpretar informações e transformar dados em ação”, afirma Guilherme Francescon Cittoli.

Para Giovanni Abate Neto, outro equívoco é acreditar que a automação elimina a necessidade de análise humana. “Automatizar processos não significa automatizar pensamento crítico. Ainda existe uma dependência muito grande da capacidade humana de interpretar contexto, identificar exceções e questionar padrões.”

Excesso de dados pode paralisar

Outro efeito crescente é a chamada “paralisia analítica”, quando o excesso de informação dificulta decisões rápidas. Na tentativa de reduzir riscos, lideranças acumulam relatórios, reuniões e validações, tornando os processos mais lentos.

Pesquisas mostram ainda que muitos executivos recorrem ao “feeling” para decidir, mesmo em ambientes orientados por dados. Segundo Giovanni Abate Neto, isso ocorre porque a tecnologia não elimina vieses cognitivos, que podem até ganhar aparência de precisão quando sustentados por indicadores mal interpretados.

O desafio continua sendo humano

Embora os investimentos em analytics e digitalização continuem crescendo, o principal gargalo permanece humano. Falta de alfabetização de dados, baixa capacidade analítica, excesso de indicadores e pouca integração entre áreas figuram entre os maiores desafios.

Para os especialistas, as empresas que transformarão dados em vantagem competitiva serão aquelas capazes de equilibrar tecnologia, contexto e pensamento crítico.

“O grande diferencial não está apenas em ter mais dados, mas em conseguir transformar informação em decisões mais consistentes, rápidas e sustentáveis”, conclui Guilherme Francescon Cittoli.

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