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Pesquisadores da PUC e Fiocruz ‘acertam’ previsão de 41 mil casos em 20 de abril

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Pesquisadores ligados ao Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (Nois), que reúne especialistas da PUC do Rio de Janeiro, da Fiocruz e do Instituto D`Or, previram no início deste mês que o Brasil chegaria a 41 mil casos neste dia 20 de abril.

Pois, os pesquisadores acertaram em cheio! O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira, dia 20, boletim atualizado da pandemia do novo coronavírus informando o número de casos confirmados da doença: 40,581. Praticamente o número previsto pelos estudiosos do ‘Nois’.

Segundo matéria publicada pela revista Exame em 03 de abril, os estudiosos consideraram um cenário otimista para este dia 20, com 35.298. Num cenário pessimista, a evolução seria pior do que a observada na Itália e na Espanha e chegaria a 60 mil casos. No dia da publicação da matéria, o país tinha 9.059 casos confirmados.

Os pesquisadores do “Nois’ também acertaram quando afirmaram que a eficácia das medidas de contenção adotadas desde o mês de março influenciaria na desaceleração das taxas. Ainda no dia 03 de abril, os números da pandemia no Brasil já indicavam uma taxa de crescimento menor do que a de outros países analisados.

Outra previsão acertada dos pesquisados foi em relação aos números de São Paulo e Rio de Janeiro, estados que concentram os maiores números da pandemia. Segundo eles, São Paulo teria, neste dia 20, de 11.154 a 26.777 (tem 14.580), enquanto o Rio ficaria entre 3.156 a 7.576 (tem 4.899).

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Pesquisadores da UFMT estudam uso do óleo de pequi na cicatrização e regeneração da pele

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Além de contribuir para a validação de tratamentos fitoterápicos, o projeto busca destacar o potencial do pequi como recurso terapêutico de origem natural, valorizando um produto típico do bioma Cerrado.

Estudos desenvolvidos por pesquisadores do Laboratório de Histofisiologia e Reprodução Animal do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Araguaia, avaliaram os efeitos do óleo de pequi (Caryocar brasiliense) nos processos de cicatrização e regeneração dos tecidos da pele.

O projeto é coordenado pelo professor doutor Sérgio Marcelino de Oliveira e pela professora doutora Kallyne Kioko Oliveira Mimura, com financiamento do Governo de Mato Grosso, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

Os frutos do experimento foram coletados e doados pelos proprietários da Fazenda  Recanto dos  Guerreiros,  no município  de Pontal do Araguaia.

Com safra entre outubro e janeiro, o pequi é nativo do cerrado brasileiro, consumido largamente em Mato Grosso.

De acordo  com os pesquisadores, mesmo já sendo muito reconhecido na medicina popular, com base nos resultados obtidos na pesquisa, foi possível comprovar os benefícios do óleo do pequi na regeneração de pele. Suas propriedades vão desde os efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes, antimicrobiano e cicatrizantes. Além de contribuir para a validação de tratamentos fitoterápicos e desenvolvimento de novos produtos terapêuticos com aplicações na medicina, com grande possibilidade de um tratamento eficaz e de baixo custo, impactando não só na saúde, como agregando valor a cadeia de produção desse fruto do Cerrado brasileiro.

As pesquisas ocorrem no Laboratório de Histofisiologia e Reprodução Animal do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Araguaia.

O professor Sérgio Marcelino explica que “a pele é um dos maiores órgãos do corpo humano (sistema tegumentar), composta por três camadas, epiderme, derme e hipoderme. Lesões que comprometem uma ou mais dessas estruturas podem afetar as funções fisiológicas da pele e demandam respostas rápidas. A pesquisa buscou verificar se o óleo de pequi contribui para a modulação do processo inflamatório e a regeneração do tecido danificado”.

O óleo do pequi é separado em frações hidrofílicas e lipofílicas, além de considerar a aplicação de óleo bruto.

O estudo utilizou a formação de quatro grupos experimentais, com cinco animais cada, que são o grupo de controle, grupo tratado com fração hidrofílica, grupo com lipofílica e grupo tratado com óleo integral. Cada grupo  foi analisado em três momentos distintos, no 3º, 7º e 14º dia após a indução da lesão.

Dentro dos objetivos da pesquisa incluíram a avaliação macroscópica da regressão da lesão, observação histológica da morfologia tecidual, análise da presença de fibras colágenas, quantificação de mastócitos, miofibroblastos e macrófagos, além da expressão de proteínas associadas ao reparo, como VEGF, KGF e TGF-beta.

O projeto desenvolvido possibilita também a formação de recursos humanos em várias áreas do conhecimento, com a participação da aluna de mestrado pelo programa de Pós-graduação em Imunologia e Parasilotolgia, Maria Eduarda Urzeda da Silva, e Daniele Lisboa Matsnaka, esta última aluna de graduação em Farmácia.

(Fonte: Secom-MT/Fapemat)

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