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Pesquisadores da UFMT estudam uso do óleo de pequi na cicatrização e regeneração da pele

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Além de contribuir para a validação de tratamentos fitoterápicos, o projeto busca destacar o potencial do pequi como recurso terapêutico de origem natural, valorizando um produto típico do bioma Cerrado.

Estudos desenvolvidos por pesquisadores do Laboratório de Histofisiologia e Reprodução Animal do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Araguaia, avaliaram os efeitos do óleo de pequi (Caryocar brasiliense) nos processos de cicatrização e regeneração dos tecidos da pele.

O projeto é coordenado pelo professor doutor Sérgio Marcelino de Oliveira e pela professora doutora Kallyne Kioko Oliveira Mimura, com financiamento do Governo de Mato Grosso, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

Os frutos do experimento foram coletados e doados pelos proprietários da Fazenda  Recanto dos  Guerreiros,  no município  de Pontal do Araguaia.

Com safra entre outubro e janeiro, o pequi é nativo do cerrado brasileiro, consumido largamente em Mato Grosso.

De acordo  com os pesquisadores, mesmo já sendo muito reconhecido na medicina popular, com base nos resultados obtidos na pesquisa, foi possível comprovar os benefícios do óleo do pequi na regeneração de pele. Suas propriedades vão desde os efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes, antimicrobiano e cicatrizantes. Além de contribuir para a validação de tratamentos fitoterápicos e desenvolvimento de novos produtos terapêuticos com aplicações na medicina, com grande possibilidade de um tratamento eficaz e de baixo custo, impactando não só na saúde, como agregando valor a cadeia de produção desse fruto do Cerrado brasileiro.

As pesquisas ocorrem no Laboratório de Histofisiologia e Reprodução Animal do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Araguaia.

O professor Sérgio Marcelino explica que “a pele é um dos maiores órgãos do corpo humano (sistema tegumentar), composta por três camadas, epiderme, derme e hipoderme. Lesões que comprometem uma ou mais dessas estruturas podem afetar as funções fisiológicas da pele e demandam respostas rápidas. A pesquisa buscou verificar se o óleo de pequi contribui para a modulação do processo inflamatório e a regeneração do tecido danificado”.

O óleo do pequi é separado em frações hidrofílicas e lipofílicas, além de considerar a aplicação de óleo bruto.

O estudo utilizou a formação de quatro grupos experimentais, com cinco animais cada, que são o grupo de controle, grupo tratado com fração hidrofílica, grupo com lipofílica e grupo tratado com óleo integral. Cada grupo  foi analisado em três momentos distintos, no 3º, 7º e 14º dia após a indução da lesão.

Dentro dos objetivos da pesquisa incluíram a avaliação macroscópica da regressão da lesão, observação histológica da morfologia tecidual, análise da presença de fibras colágenas, quantificação de mastócitos, miofibroblastos e macrófagos, além da expressão de proteínas associadas ao reparo, como VEGF, KGF e TGF-beta.

O projeto desenvolvido possibilita também a formação de recursos humanos em várias áreas do conhecimento, com a participação da aluna de mestrado pelo programa de Pós-graduação em Imunologia e Parasilotolgia, Maria Eduarda Urzeda da Silva, e Daniele Lisboa Matsnaka, esta última aluna de graduação em Farmácia.

(Fonte: Secom-MT/Fapemat)

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SECITECI: Pesquisa de alunos de Tangará da Serra é selecionada para feira nacional

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Os estudantes Rui Pardal Ribeiro e Ronimarcos Passarello (foto do topo, com professora), ambos da Escola Técnica Estadual de Tangará da Serra, tiveram o projeto de pesquisa em coautoria sobre controle de pragas em sistemas agrícolas selecionado para a 23ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). Eles são alunos do curso Técnico em Agropecuária da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci).

A seleção da pesquisa foi anunciada no site oficial da Febrace a partir de uma rigorosa avaliação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Com isso, os alunos e a professora-orientadora Francislene Alves Fortes poderão participar do evento a ser realizado em março de 2025.

A pesquisa é intitulada “Alternativas sustentáveis no controle de pragas em sistemas agrícolas” e propõe o uso de inseticidas biológicos como forma de proteger as produções. Dessa forma, promove uma abordagem mais ecológica no campo.

O trabalho de Ronimarcos e Rui já havia se destacado durante a Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (MECTI), realizada pela Seciteci no mês de outubro, em Cuiabá. Os alunos foram premiados na ocasião com um notebook pela melhor pesquisa na área de agronegócio na categoria Educação Básica (ensino médio e técnico).

“Participar desse tipo de evento é importante para conhecer os estudos de outros alunos e colocar em prática os nossos conhecimentos”, afirma Rui.

Ao todo, três projetos de Mato Grosso foram selecionados para apresentação na Febrace. Assim como a pesquisa dos alunos de Tangará já havia se destacado na MECTI e foi selecionada para a Feira Brasileira, o trabalho do estudante Denilson Andrade Félix também foi aprovado pelos avaliadores da USP após passar pela Mostra Estadual.

Sob a orientação do professor Wellington Dias Silva, Denilson inscreveu a pesquisa “O pingo do conhecimento: desenvolvendo habilidades através de games”. Ele é da Escola Estadual Antônio Cesário de Figueiredo Neto, de Cuiabá.

As alunas Ana Vitória de Siqueira Gomes e Isadora Maria de Carvalho Monteiro Castro, ambas do Instituto Federal de Mato Grosso (campus Bela Vista, em Cuiabá), também foram selecionadas para a Febrace. Elas pesquisam “A química das emoções: neurotransmissores, funções orgânicas e saúde mental”, sob a orientação da professora Joseane do Nascimento Ferreira Cunha.

Ao todo, a Febrace recebeu cerca de 2.700 projetos inscritos de todo o país. Foram selecionados 276 trabalhos para apresentação virtual e presencial que ocorrerá na USP. Os vencedores receberão troféus, medalhas e certificados. O evento representa um esforço nacional de estímulo à cultura científica, empreendedorismo e inovação. Mais informações podem ser obtidas no site oficial da Feira.

(Assessoria Seciteci)

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