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NR-10: Aplicação de norma reduz riscos de acidentes elétricos em propriedades rurais

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Há 10 anos na função de eletricista, Luciano dos Santos Silva felizmente nunca sofreu nenhum acidente grave. A boa experiência no ramo não o isentou de ir em busca de conhecimento e de mais capacitação para se manter no mercado. O trabalhador foi um dos alunos que participou do curso da Norma Regulamentadora 10 (NR 10), em Tapurah (foto acima).

Ministrado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) em parceria com o Sindicato Rural do município, o treinamento tem o objetivo de ensinar a legislação que rege os serviços que envolvem o setor de energia elétrica. “A NR 10 nos ensina que a segurança vem em primeiro lugar na área elétrica, assim como nas outras áreas no meio rural”, afirma o aluno.

O presidente do Sindicato Rural de Tapurah, Dirceu Dezem, acredita que essa é uma forma de aplicar a lei. “É uma maneira de tomar conhecimento da lei e aplicá-la, além de que os produtores enxergam a diferença entre os funcionários que fizeram o curso e os que não fizeram. Contribuir para levar esse conhecimento é recompensador”.

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Segundo a instrutora credenciada junto ao Senar-MT, Valéria Eller, a aplicação da Norma amplia o conhecimento dos trabalhadores e reduz o risco de acidentes com a rede elétrica. “O choque elétrico é o perigo mais conhecido em eletricidade, no entanto não é o único. Outros riscos como queda e arco elétrico devem ser considerados”, destaca.

Segundo a instrutora, a falta de informação dos trabalhadores na área é uma das principais causas de acidentes. “Considero um funcionário treinado, como um colaborador que será mais fácil de ser cobrado para que faça de maneira correta o serviço e retorne para sua casa com vida e saúde”.

NR 10 – A capacitação na Norma é obrigatória para todos aqueles que trabalham com eletricidade. O Senar-MT oferta a capacitação de forma gratuita para que trabalhadores e empregadores estejam em conformidade com a legislação.

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Iphan realiza vistoria em áreas de interesse arqueológico de comunidades quilombolas

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Uma equipe técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) percorre nesta semana a região de Porto Estrela e Barra do Bugres, no oeste-sudoeste de Mato Grosso, para uma agenda de fiscalização relacionada a sítios arqueológicos existentes na área.

O foco da atividade envolve territórios tradicionalmente ocupados por comunidades quilombolas. Entre os locais de interesse está o sítio arqueológico Laje de Pedras, situado em área tradicionalmente ocupada por comunidades quilombolas da região.

A atividade ocorre no contexto da Portaria nº 79/2026, publicada em agosto no Diário Oficial da União, que autoriza ou renova projetos de pesquisa arqueológica em diferentes estados, entre eles Mato Grosso.

(*) Veja a Portaria 79/2026: PORTARIA 79 2026 – IPHAN

Nos trabalhos de campo, os técnicos verificarão grau de preservação do sítio arqueológico e para coleta de informações e efetivação do registro desse bem no banco de dados da instituto (SICG/IPHAN).

Território quilombola sofre com problemas ambientais, pressão de posseiros e pesca predatória.

A presença da equipe ocorre em uma região que reúne comunidades tradicionais e áreas de interesse histórico e arqueológico que remontam ao período pré-colonial. As comunidades quilombolas também enfrentam outros problemas, entre eles queimadas, dificuldades relacionadas à produção agrícola e questões de saúde. A região registra ainda ocorrências de pesca predatória, como a registrada no rio Jauquara em julho, além de conflitos internos e relatos de pressão de posseiros sobre territórios tradicionalmente ocupados.

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A fiscalização do patrimônio arqueológico integra as atribuições do Iphan, que acompanha pesquisas autorizadas e adota medidas destinadas à proteção dos sítios arqueológicos. A legislação brasileira estabelece proteção específica para esses bens, independentemente de eventual processo de reconhecimento ou tombamento.

A expectativa é que, após o retorno da equipe de campo, o Iphan realize uma reunião por meio virtual com representantes das comunidades para apresentar os resultados da fiscalização e esclarecer dúvidas sobre os procedimentos relacionados às pesquisas arqueológicas e à proteção do patrimônio existente na região.

(*) Abaixo, vídeo de pesca predatória na localidade.

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