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Governo & Legislação

Nova lei do licenciamento ambiental: CNM critica, mas município prevê pouca interferência

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A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que a nova Lei do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025), sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 8 de agosto, pode comprometer a autonomia das prefeituras na gestão ambiental. A principal crítica é o veto que impede estados e municípios de definirem seus próprios critérios para o licenciamento, uma medida que, segundo a CNM, pode dificultar a adaptação às realidades locais e prejudicar o desenvolvimento e a preservação.

“Os vetos ainda podem ser analisados pelo Congresso, mas o texto atual já enfraquece a autonomia municipal, o que preocupa gestores e especialistas”, afirmou a CNM, que destaca que a eliminação da exigência de certidão de uso do solo urbano nos processos de licenciamento pode reduzir a participação dos municípios, contrariamente ao que prevê o artigo 30 da Constituição, que garante aos municípios o controle do uso do solo urbano.

Essa diminuição do poder municipal, segundo a CNM, pode resultar em decisões desalinhadas com os interesses locais, impactando diretamente a qualidade de vida da população.

Em Tangará da Serra, impacto será pequeno

Em Tangará da Serra, o secretário municipal de Meio Ambiente, Vinícius Lançone, acredita que a nova lei terá pouco impacto sobre as normas adotadas atualmente pelo município. De acordo com ele, o município já adotava, desde 2022, um sistema de licenciamento ambiental simplificado, o que facilita a emissão de licenças para pequenos empreendimentos. “A nova lei serve como uma normatização para municípios e estados, que até então não tinham uma referência federal”, destacou Lançone, apontando que a principal adaptação será alinhar as novas normas ao Código Municipal de Meio Ambiente.

Sanção com 63 vetos

A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, originada do PL 2.159/21, foi sancionada com 63 vetos, que buscam equilibrar a celeridade no licenciamento com a proteção ambiental. Entre os vetos mais importantes estão a limitação da Licença por Adesão e Compromisso (LAC) a atividades de baixo potencial poluidor, a proteção reforçada à Mata Atlântica e a exigência de consulta aos povos indígenas e quilombolas, mesmo sem terras homologadas.

Além disso, o governo federal também assinou a Medida Provisória 1.308/25, que cria a Licença Ambiental Especial (LAE) para empreendimentos estratégicos, e enviará ao Congresso um projeto de lei em regime de urgência para regulamentar outros pontos da legislação.

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Governo & Legislação

Lei Antifacção endurece combate ao crime estruturado; liderada pelo PT, esquerda votou contra

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O Congresso Nacional aprovou, na última terça-feira (24) o projeto de lei que endurece drasticamente o combate a facções e milícias. O texto, que segue para sanção presidencial, tipifica o crime de Domínio Social Estruturado e estabelece penas que podem chegar a 40 anos.

Deputado Guilherme Derrite (PP-SP) foi o relator da matéria.

De relatoria do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de segurança pública do estado de São Paulo, o substitutivo ao Projeto de Lei 5582/25 recebeu 370 votos a favor e 110 contra e enfrentou resistência do próprio governo, autor da versão original.

Contrários

Os partidos de esquerda, que compõem a ala situacionista no Congresso, foram majoritariamente contrários à proposta. O Partido dos Trabalhadores (PT), foi o partido que teve mais votos contrários (65, no total) ao endurecimento contra o crime estruturado. O Psol teve 12 votos contrários e o PCdoB, 8. Outros partidos de orientação predominantemente de esquerda, como PSB, PV, Solidariedade, REDE e PSDB, também registraram votos contra o projeto.

Novas Tipificações e Penas

A lei cria categorias específicas para condutas que asfixiam a sociedade:

  • Domínio Social Estruturado: Reclusão de 20 a 40 anos. Inclui controle de território via violência, obstrução de forças de segurança (barricadas), ataques a instituições financeiras ou prisionais, e sabotagem de infraestrutura essencial (portos, aeroportos, saúde).
  • Favorecimento ao Domínio: Reclusão de 12 a 20 anos para quem auxilia a manutenção desse controle.
  • Restrições Severas: Condenados por esses crimes não terão direito a anistia, graça, indulto, fiança ou liberdade condicional.

Bancada do PT liderou votação contrária ao endurecimento contra o crime estruturado.

Agravantes (Aumento de 1/2 a 2/3 da pena)

A pena é elevada se houver:

  • Liderança: Comando da organização, mesmo sem prática direta dos atos.
  • Infiltração Pública: Uso de servidores ou atuação em contratos governamentais.
  • Vulneráveis: Recrutamento de crianças/adolescentes ou violência contra idosos e PCDs.
  • Tecnologia e Armamento: Uso de drones, criptografia avançada, sistemas de vigilância ou armas de uso restrito.
  • Crime Ambiental: Vantagem econômica via garimpo ilegal ou exploração de florestas.

Regime de Cumprimento e Progressão

O projeto altera profundamente a Lei de Crimes Hediondos e a execução penal:

  • Isolamento Federal: Lideranças e núcleos de comando serão mantidos obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima.
  • Progressão de Pena (Fim da “Saída Facilitada”):
  • Réu Primário: Exige cumprimento de 70% da pena em regime fechado para progredir (antes era 40%).
  • Reincidente: Exige 80% (antes era 60%).

Conceito Abrangente de Facção

A lei define como facção qualquer grupo de três ou mais pessoas que utilize violência ou coação para controlar territórios, intimidar populações ou autoridades e atacar serviços essenciais.

(Com informações de Agência Câmara)

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