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No MT: Embrapa ganhará unidade de pesquisa e inovação, com foco na agricultura familiar

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Mato Grosso ganhará uma nova unidade da Embrapa, com foco na agricultura familiar. O anúncio foi realizado na última segunda-feira (21) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e da presidente da Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Silvia Massruha.

Eles fizeram o descerramento da pedra fundamental da nova Unidade Mista de Pesquisa e Inovação, na Baixada Cuiabana. Apesar de convidado, o governador do Estado, Mauro Mendes (União), não participou do ato oficial. Pelo União Brasil, apenas o deputado estadual Júlio Campos marcou presença.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e a Embrapa. A Unidade será instalada no município de Nossa Senhora do Livramento, em uma área anteriormente ocupada pela estação de pesquisa em piscicultura da Empaer.

Na ocasião, Fávaro lembrou que a Embrapa transformou a agricultura tropical nos últimos 50 anos. Agora, com foco na Baixada Cuiabana, a empresa vai promover um novo salto de desenvolvimento, melhorando a qualidade de vida da população local.

Já Silvia destacou que a nova unidade está vinculada à Embrapa Agrossilvipastoril, de Sinop.

A presidente da Embrapa explicou que a ideia é criar um ambiente para compartilhar informações, para desenvolver a agricultura familiar, a fruticultura, e piscicultura, além de trabalhar com sistemas agroflorestais na Baixada Cuiabana.

A nova unidade vai atender uma região composta por 11 municípios, com foco na agricultura familiar e em cadeias produtivas como fruticultura, olericultura, mandiocultura, piscicultura, além de sistemas agroflorestais e a integração lavoura-pecuária-floresta.

A Unidade Mista de Pesquisa e Inovação pretende também promover a agregação de valor à produção por meio de certificações e selos, como os de indicação geográfica.

(Redação EB, com Sapicuá RN)

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Pesquisadores da UFMT estudam uso do óleo de pequi na cicatrização e regeneração da pele

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Além de contribuir para a validação de tratamentos fitoterápicos, o projeto busca destacar o potencial do pequi como recurso terapêutico de origem natural, valorizando um produto típico do bioma Cerrado.

Estudos desenvolvidos por pesquisadores do Laboratório de Histofisiologia e Reprodução Animal do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Araguaia, avaliaram os efeitos do óleo de pequi (Caryocar brasiliense) nos processos de cicatrização e regeneração dos tecidos da pele.

O projeto é coordenado pelo professor doutor Sérgio Marcelino de Oliveira e pela professora doutora Kallyne Kioko Oliveira Mimura, com financiamento do Governo de Mato Grosso, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

Os frutos do experimento foram coletados e doados pelos proprietários da Fazenda  Recanto dos  Guerreiros,  no município  de Pontal do Araguaia.

Com safra entre outubro e janeiro, o pequi é nativo do cerrado brasileiro, consumido largamente em Mato Grosso.

De acordo  com os pesquisadores, mesmo já sendo muito reconhecido na medicina popular, com base nos resultados obtidos na pesquisa, foi possível comprovar os benefícios do óleo do pequi na regeneração de pele. Suas propriedades vão desde os efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes, antimicrobiano e cicatrizantes. Além de contribuir para a validação de tratamentos fitoterápicos e desenvolvimento de novos produtos terapêuticos com aplicações na medicina, com grande possibilidade de um tratamento eficaz e de baixo custo, impactando não só na saúde, como agregando valor a cadeia de produção desse fruto do Cerrado brasileiro.

As pesquisas ocorrem no Laboratório de Histofisiologia e Reprodução Animal do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Araguaia.

O professor Sérgio Marcelino explica que “a pele é um dos maiores órgãos do corpo humano (sistema tegumentar), composta por três camadas, epiderme, derme e hipoderme. Lesões que comprometem uma ou mais dessas estruturas podem afetar as funções fisiológicas da pele e demandam respostas rápidas. A pesquisa buscou verificar se o óleo de pequi contribui para a modulação do processo inflamatório e a regeneração do tecido danificado”.

O óleo do pequi é separado em frações hidrofílicas e lipofílicas, além de considerar a aplicação de óleo bruto.

O estudo utilizou a formação de quatro grupos experimentais, com cinco animais cada, que são o grupo de controle, grupo tratado com fração hidrofílica, grupo com lipofílica e grupo tratado com óleo integral. Cada grupo  foi analisado em três momentos distintos, no 3º, 7º e 14º dia após a indução da lesão.

Dentro dos objetivos da pesquisa incluíram a avaliação macroscópica da regressão da lesão, observação histológica da morfologia tecidual, análise da presença de fibras colágenas, quantificação de mastócitos, miofibroblastos e macrófagos, além da expressão de proteínas associadas ao reparo, como VEGF, KGF e TGF-beta.

O projeto desenvolvido possibilita também a formação de recursos humanos em várias áreas do conhecimento, com a participação da aluna de mestrado pelo programa de Pós-graduação em Imunologia e Parasilotolgia, Maria Eduarda Urzeda da Silva, e Daniele Lisboa Matsnaka, esta última aluna de graduação em Farmácia.

(Fonte: Secom-MT/Fapemat)

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