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Meio Ambiente & Preservação

Nascente do Queima Pé recebe mudas e já mostra resultados de projeto de revitalização

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A área do entorno da nascente do rio Queima Pé, em Tangará da Serra, começou a receber na manhã desta quarta-feira (16) o plantio de 1.500 mudas de árvores de espécies nativas.

(Ao final do texto, assista ao vídeo com imagens atuais da nascente do Queima Pé).

A ação é do Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (Ipac), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT, Unidade Tangará da Serra) e Rotary Clube Tangará Cidade Alta, com doação das mudas pela uisa Bioenergia + Açúcar.

As 1.500 mudas foram doadas pela uisa Açúcar + Energia.

O apoio, além da uisa, é da Prefeitura e Câmara Municipal, Ministério Público, Sindicato Rural de Tangará da Serra, Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Sepotuba, Fazenda Santa Amália e produtor rural Antônio Guzatti.

Segundo o agrônomo e consultor ambiental Décio Siebert, coordenador dos trabalhos, a ação tem duplo sentido. “Foi um evento alusivo ao Dia da Água, que será celebrado em 22 de março, e é mais uma etapa do projeto de revitalização da nascente do rio Queima Pé”, disse.

O plantio das mudas acontece em todo o entorno da nascente, nas áreas de recarga do manancial.

O plantio das mudas acontece em todo o entorno da nascente, nas áreas de recarga do manancial. Nestes locais também há cerca de 150 drenos de águas pluviais, implantados em ações do projeto de revitalização com objetivo de alimentar a nascente. (Leia no link a seguir matéria sobre o projeto publicada pelo Enfoque Business em setembro passado)

Nascente do Queima Pé recebe revitalização; Área receberá 150 drenos de infiltração (Vídeos)

Resultados

Aspecto atual da nascente do Queima Pé: Vazão é resultado de chuvas e trabalhos de revitalização.

A vazão que hoje se verifica na nascente do rio Queima Pé é atribuída principalmente às chuvas abundantes que tem ocorrido neste período chuvoso. Contudo, os resultados das ações de revitalização também devem ser considerados. “A água que vemos brotando hoje é o estoque de água da nascente. Ainda precisamos de outras ações para complementar esta revitalização, como as adequações na estrada para proporcionar a absorção e, ao mesmo tempo, evitar assoreamento”, esclareceu Décio Siebert.

Décio destaca que a nascente, estando recuperada em sua plenitude, torna o Queima Pé suficiente para abastecer a cidade o ano todo. Esta teoria consta na matéria do Enfoque Business do link abaixo. Após o link a seguir, assista ao vídeo com imagens atuais da nascente do Queima Pé.

Queima Pé: Infiltração de 12% das chuvas atende demanda; Produtores rurais são essenciais

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Meio Ambiente & Preservação

Força-tarefa realizará trabalhos de correção de erosão subterrânea na aldeia do Formoso

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O processo erosivo subterrâneo que causou o colapso do solo na área de cabeceira do córrego Bonitinho, na Aldeia Indígena do Formoso, em Tangará da Serra, motivará a mobilização de uma força-tarefa para sua correção, com ações divididas em duas fases.

A estratégia para a correção foi definida na semana passada, após vistoria na área afetada e em acompanhamento com a comunidade indígena local. Os trabalhos, propostos em reunião com os moradores, serão coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), com anuência da Associação Haliti/Paresi, entidade representativa do povo indígena da localidade.

Ações para recuperação contam com anuência da comunidade do Formoso, expressa em reunião na última quinta-feira (30).

A reunião, coordenada pelo presidente do IPAC, Décio Eloi Siebert, e pelo representante da Associação Haliti/Paresi, Geovani Kezo, contou com a presença de membros da Brigada de Combate a Incêndios Florestais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Sepotuba.

Erosão provocou colapso do solo na Aldeia do Formoso, nas cabeceiras do córrego Bonitinho.

Com base no diagnóstico preliminar realizado, ficaram definidas ações em duas etapas. A primeira (Fase 1) será emergencial, com o objetivo de conter o processo erosivo por meio do plantio de cordões de gramínea “vetiver” e de mudas nativas no entorno da área afetada.

Geovani Kezo, da Associação Halitinã, participa da coordenação dos trabalhos.

Na “Fase 2” será implantado um sistema de drenagem subterrânea (imagem abaixo) para solucionar o problema de “piping”, que causou a erosão e o colapso do solo no local. Esta fase também incluirá a implantação de um sistema de restauração ecológica, com a construção de paliçadas no interior da área erodida para conter as águas pluviais e o plantio de mudas de vetiver, espécies nativas e bambu.

A força-tarefa contará com a equipe do IPAC, membros da comunidade indígena local, SEMA, CBH, além da participação de propriedades rurais vizinhas e apoio de instituições. Os trabalhos serão realizados predominantemente de forma manual, devido à fragilidade do solo na região da Aldeia do Formoso, não contando, portanto, com maquinário pesado.

Para custear as atividades operacionais, insumos, ferramentaria e outros itens necessários, serão captados recursos junto aos setores público e privado. A operação será comunicada ao Ministério Público.

Processo erosivo

O processo erosivo foi identificado após o afundamento (depressão) de uma área na cabeceira do córrego Bonitinho, afluente do rio Formoso, um dos principais da bacia do rio Sepotuba.

A falha no solo foi causada por um fenômeno erosivo conhecido como “piping” (imagem acima), um tipo de erosão interna do solo, causada pelo escoamento subterrâneo concentrado de água, que remove partículas finas do interior do maciço, formando canais tubulares (pipes) sob a superfície. Esse fenômeno ocorre principalmente em solos arenosos (como o da TI Formoso), silto-arenosos ou argilosos estruturados.

O processo erosivo tem causado o carreamento de sedimentos que estão assoreando a gruta que abriga a nascente do córrego Bonitinho (foto abaixo).

Do ponto de vista ambiental, a continuidade desse processo ameaça a estabilidade do solo, acelera a degradação da paisagem e compromete a qualidade da água disponível no entorno. O assoreamento da gruta pode, também, causar alterações irreversíveis no regime hídrico e afetar a biodiversidade associada ao microambiente local.

Sob a perspectiva sociocultural, a gruta possui valor simbólico, histórico e espiritual para o povo indígena, abrigando inscrições rupestres que podem datar de 8.000 anos (foto abaixo), o que a torna um local de importância arqueológica, histórica e científica única na região.

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