TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Política & Políticos

Na principal comissão da ALMT, Chico Guarnieri relata 11 matérias na primeira sessão

Publicado em

O deputado estadual Chico Guarnieri estreou como membro titular da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, nessa terça-feira (10), relatando 11 matérias durante a primeira sessão do colegiado, considerado o mais importante do Legislativo estadual.

“Para mim é uma honra poder participar desta comissão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. No meu primeiro ano de mandato, poder estar nesta comissão tão importante é motivo de muita satisfação. Vamos desempenhar essa função com toda a responsabilidade que o cargo exige”, afirmou o parlamentar.

Na reunião, a comissão analisou 66 processos, deliberando sobre 53 propostas e retirando 13 da pauta a pedido dos relatores. Entre os projetos apreciados, 11 tiveram parecer sob responsabilidade de Guarnieri, marcando a estreia do deputado na condução de análises técnicas dentro da comissão.

Das matérias apreciadas, 37 projetos de lei e mensagens do governo receberam parecer favorável, enquanto 15 tiveram parecer contrário. Em relação aos vetos do Executivo, seis pareceres foram pela derrubada e seis pela manutenção.

Principal comissão permanente do Legislativo estadual, a CCJR é responsável por analisar todos os projetos que tramitam na Assembleia, verificando se as propostas atendem aos requisitos técnicos e se estão de acordo com a Constituição. Na prática, o colegiado decide se as matérias podem avançar para votação em plenário ou se devem ser barradas ainda na fase inicial da tramitação.

Guarnieri também destacou o volume de trabalho do colegiado e agradeceu aos parlamentares que integram a comissão pela condução dos debates e análises durante a sessão.

“Hoje tínhamos 66 projetos em pauta, o que mostra que é uma comissão que trabalha muito. Quero agradecer aos deputados que fazem parte desta comissão e que contribuem diariamente para o bom andamento dos trabalhos”, completou.

A participação como membro titular ocorre pouco mais de um ano após o parlamentar assumir o mandato. Guarnieri tomou posse em 1º de janeiro de 2025, ao assumir a cadeira que era ocupada por Claudio Ferreira, eleito prefeito de Rondonópolis nas últimas eleições municipais.

Além da CCJR, o deputado também preside a Comissão de Indústria, Comércio e Turismo e integra como membro titular as comissões de Defesa do Consumidor e do Contribuinte, Segurança Pública e Comunitária e Infraestrutura Urbana e de Transporte.

(Assessoria)

Comentários Facebook
Advertisement

Política & Políticos

Gisela recompõe chapa de Pivetta após crise e preserva estrutura da aliança

Published

on

Escolha da advogada e ex-deputada federal mantém União Brasil na vice e busca ampliar o alcance da candidatura após saída de Fábio Garcia, em meio aos reflexos políticos da Operação Heritage

A escolha de Gisela Simona (União Brasil) para a vice-governadoria na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) vai além da simples substituição de Fábio Garcia. A decisão recompõe uma candidatura que precisou ser reorganizada às pressas após os desdobramentos políticos e judiciais da Operação Heritage e preserva, ao mesmo tempo, a estrutura partidária originalmente concebida para a disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Gisela: Passagem pelo Procon e pela Câmara Federal lhe garantiu reconhecimento político e uma identidade pública própria.

Gisela foi anunciada como vice na noite de terça-feira (11), horas depois de Fábio Garcia desistir da candidatura e decidir buscar a reeleição para a Câmara dos Deputados. O deputado deixou a composição em meio às medidas cautelares decorrentes da investigação sobre um suposto esquema envolvendo cerca de R$ 308 milhões pagos pelo Estado no acordo com a operadora Oi. Entre as restrições impostas estão impedimentos de comunicação direta entre investigados, situação que atingiu Garcia, o ex-governador Mauro Mendes e o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho.

Reconstrução mantendo a base

A saída de Garcia criou para Pivetta a necessidade de uma solução rápida, mas a escolha de Gisela evitou uma alteração mais profunda no desenho político da chapa. Filiada ao União Brasil, ela preserva o espaço do partido na vice-governadoria e mantém a composição Republicanos-União Brasil, um dos pilares da aliança formada pelo grupo governista.

Pivetta: Escolha de Gisela evitou uma alteração mais profunda no desenho político da chapa.

A opção também afasta a vice da crise provocada pela Heritage. Sem vínculo com os investigados ou com os fatos sob apuração, Gisela chega à chapa sem carregar diretamente os efeitos políticos do caso que levou à necessidade de reorganização da candidatura.

A escolha permite, assim, uma tentativa de reposicionamento da campanha: preservar a estrutura da aliança, mas substituir um nome diretamente atingido pelas consequências das medidas cautelares por outro com trajetória própria no cenário político estadual.

Mulher e representante da Baixada Cuiabana

A composição acrescenta ainda dois elementos à estratégia eleitoral. Gisela é uma mulher em uma chapa majoritária e possui trajetória política co

Vander: “Escolha de Gisela Simona foi relevante, por ela ter características importantes dentro do cenário político”.

nstruída principalmente em Cuiabá e na Baixada Cuiabana, região de peso eleitoral nas disputas estaduais.

Advogada e servidora pública de carreira, Gisela construiu projeção pública à frente do Procon Estadual e, posteriormente, exerceu mandato de deputada federal. Sua atuação política ficou associada a temas como defesa do consumidor, combate à corrupção e representação de demandas da região metropolitana da Capital.

Para o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, ouvido pela reportagem, a escolha reúne características que podem complementar o perfil de Pivetta.

“Pela informação que recebi, o pedido de renúncia da candidatura foi feito pelo próprio Fábio. Em virtude disso, creio que a escolha da Gisela Simona foi relevante, por ela ter características importantes dentro do cenário político. E que são potencializadas pela experiência profissional como advogada, superintendente efetiva do Procon, exercício no cargo de deputada federal, entre outras, que, somadas às qualidades do candidato Pivetta, se complementam para o exercício de um mandato de avanço em resultados para a população mato-grossense”, afirmou Vander, que é filiado ao União Brasil.

Patrimônio político próprio

Outro aspecto da escolha está no fato de Gisela não ser um nome inteiramente novo para o eleitorado. A passagem pelo Procon e pela Câmara Federal lhe garantiu reconhecimento político e uma identidade pública própria, construída antes da definição de sua participação na chapa.

Esse patrimônio político pode ajudar Pivetta a reorganizar a campanha em um momento de forte repercussão sobre o grupo governista. A Operação Heritage já havia provocado a saída de Garcia da vice e levado a uma série de mudanças no ambiente político da aliança.

A definição por Gisela, portanto, representa uma resposta à crise sem desmontar o arranjo partidário original. Pivetta preserva o União Brasil na vice, incorpora um perfil feminino à chapa e passa a contar com uma candidata identificada com Cuiabá e a Baixada Cuiabana.

Mais do que preencher uma vaga aberta de forma inesperada, a escolha procura devolver estabilidade à composição majoritária. Resta saber se a rápida reestruturação será suficiente para conter os efeitos políticos da Heritage e permitir que a campanha retome sua agenda original, agora com uma chapa reconstruída em meio a um dos primeiros grandes testes do processo eleitoral de 2026.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana