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Na Feira do Centro, o tradicional frango caipira para uma receita tipicamente brasileira

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Domingo segue sendo dia de feira — e é na Feira do Produtor do Centro, em Tangará da Serra, que o consumidor encontra os ingredientes para o almoço de família. Entre as opções, a galinhada continua como uma das receitas mais tradicionais da culinária brasileira, combinando arroz e frango em pedaços.

De acordo com o presidente da Associação dos Feirantes, Valdeci Ferraz Aquino, o frango caipira segue presente em diversos boxes. “Na Feira do Centro, o consumidor encontra o frango caipira, inteiro ou em cortes, com qualidade e preços acessíveis”, afirma.

Tradição brasileira

A origem da galinhada é atribuída por historiadores às expedições dos bandeirantes durante o período colonial. Em viagens longas pelo interior do país, era comum o transporte de galinhas, que acabavam utilizadas na alimentação das comitivas. Com o tempo, o preparo ganhou espaço e se consolidou como prato típico em várias regiões.

Reconhecida como uma refeição substanciosa, a galinhada reúne ingredientes com valor nutricional relevante. O frango possui baixos níveis de gordura saturada e é fonte de vitaminas do complexo B, além de proteínas importantes para o organismo. O arroz, por sua vez, contém minerais como ferro e potássio, além de vitaminas.

Leia mais:  BYD entra na “Lista Suja” com trabalhadores chineses em condição de escravidão no Brasil

Em Mato Grosso, uma das variações mais conhecidas inclui o pequi, ingrediente que confere sabor característico ao prato. O preparo é considerado simples, com tempero ajustado conforme a preferência de quem cozinha.

Para conferir uma receita de galinhada, acesse o link a seguir:

Galinhada da fazenda: receita simples e cheia de tradição!

 

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BYD entra na “Lista Suja” com trabalhadores chineses em condição de escravidão no Brasil

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A inclusão da montadora chinesa BYD na chamada “Lista Suja” do trabalho escravo expõe um caso considerado grave pelas autoridades brasileiras: trabalhadores chineses foram trazidos ao país e submetidos a condições análogas à escravidão na unidade da empresa na Bahia. O episódio lança dúvidas sobre práticas adotadas pela companhia e evidencia o uso de mão de obra barata como fator de competitividade, em desacordo com a legislação brasileira.

Ao todo, 169 empregadores foram incluídos na nova atualização do cadastro, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com isso, o documento passa a reunir 613 empresas e pessoas físicas responsáveis por submeter trabalhadores a condições degradantes.

Entre as atividades econômicas listadas, a maioria está ligada à agropecuária, especialmente o corte bovino, seguida por serviços domésticos, cultivo de café e construção civil.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta a pobreza como um dos principais fatores para a existência do trabalho semelhante à escravidão no Brasil.

Caso BYD

O caso envolvendo a BYD se destaca pela dimensão e pela origem dos trabalhadores. A empresa terceirizou serviços em sua unidade de Camaçari, na região metropolitana de Salvador (BA). Em junho do ano passado, o Ministério do Trabalho autuou a companhia após identificar que trabalhadores chineses foram trazidos de forma irregular ao Brasil para atuar nas obras da fábrica.

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As investigações apontaram que mais de 400 trabalhadores vieram ao país nessas condições. Desses, 163 foram resgatados em situação análoga à escravidão.

Procurada pela reportagem, a empresa informou que não irá se manifestar sobre o caso.

Especialistas avaliam que o episódio reforça a necessidade de maior rigor na fiscalização e na responsabilização de empresas, especialmente multinacionais, que operam no país.

A assessora de projetos do Programa de Direitos Socioambientais da Conectas, Fernanda Drummond, defende o fortalecimento dos agentes fiscalizadores, aumento de investimentos e maior responsabilização dos infratores. Segundo ela, a ausência de mecanismos mais rígidos de transparência na cadeia produtiva contribui para a repetição dessas práticas.

“A gente não pode deixar de mencionar que o Brasil não possui leis que exijam que essas empresas divulguem publicamente as informações de toda a sua cadeia produtiva. Isso dificulta muito o controle e a responsabilização de todos aqueles que estão envolvidos com a prática do trabalho escravo. Isso oferece pouco incentivo para que essas empresas cumpram com as leis trabalhistas, porque acaba compensando financeiramente continuar com o trabalho escravo”, afirmou.

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Amado na lista suja

A atualização da lista também inclui o cantor Amado Batista. O documento aponta que 14 trabalhadores foram submetidos a condições degradantes em um sítio de sua propriedade, na zona rural de Goianápolis (GO).

Em nota, a assessoria do artista negou as acusações e informou que foram identificadas irregularidades na contratação de quatro colaboradores vinculados a uma empresa terceirizada. Também afirmou que houve acordo com o Ministério Público e que estão sendo adotadas medidas administrativas para encerrar as autuações.

Os nomes incluídos na “Lista Suja” passaram por processos administrativos, com direito à ampla defesa. Após a inclusão, permanecem no cadastro por dois anos, podendo ser retirados antes do prazo mediante acordo de regularização com o Ministério do Trabalho.

(Com informações de Agência Brasil)

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