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MT-174: Estado retoma jurisdição sobre BR-174 e projeta pavimentação de 300 km

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O Governo do Estado oficializou a retomada da BR-174 (foto topo) – que passará a se chamar MT-174 – e espera iniciar as obras de asfaltamento do trecho localizado a Noroeste do Estado ainda este ano, após autorização do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Desde o ano passado o Governo trabalha junto à União para conseguir a devolução da rodovia. Em julho, o governador Mauro Mendes (União Brasil) chegou a ir pessoalmente conversar com o presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o pedido de estadualização.

“Oficialmente nós assinamos com o Governo Federal a devolução da BR-174 que agora vai se chamar MT-174. E nós já estamos tratando com o Tribunal de Contas do Estado alguns detalhes”, anunciou Mendes, durante evento realizado na sexta-feira (25), na Arena Pantanal.

O principal motivo da retomada pelo Governo do Estado é a não pavimentação do trecho da rodovia que liga os municípios de Castanheira e Colniza.

“Se Deus quiser e o Tribunal nos ajudar – e eu acredito que ele vai nos ajudar –, nós teremos ainda este ano obras de asfaltamento na BR-174 para a redenção daquela região que está há tantos e tantos anos esquecida”, completou.

O principal motivo do pedido do Governo do Estado é a não pavimentação do trecho da rodovia que liga os municípios de Castanheira e Colniza.

As obras no local estariam “travadas” após o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) – órgão responsável pela construção, manutenção e recuperação das rodovias federais – ter o orçamento reduzido em R$ 2,5 bilhões em 2021.

“Isso me deixa feliz [a estadualização da rodovia], porque eu imagino o que é você andar numa estrada de quase 300 km de estrada de chão para chegar na Capital. Só quem já passou por isso sabe como é”, disse o governador.

(Fonte: Secom-MT e Mídia News)

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Aeroporto de Tangará da Serra integra pacote ligado à concessão do aeroporto de Brasília

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O leilão que definirá a gestão do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, terá reflexo direto em Tangará da Serra. A empresa vencedora da concessão do terminal da capital federal deverá assumir também a gestão de dez aeroportos regionais de pequeno porte, três deles em Mato Grosso.

A medida é uma estratégia do governo federal, usando um grande aeroporto rentável como “âncora” para viabilizar investimentos em aeroportos menores, dentro da mesma concessão.

Entre os terminais incluídos no pacote do leilão em Brasília está o aeroporto regional de Tangará da Serra. Também integram a lista os aeroportos de Juína e de Cáceres, igualmente em território mato-grossense.

Além desses, estão previstos aeroportos regionais em Mato Grosso do Sul — Bonito, Dourados e Três Lagoas —, dois em Goiás — São Miguel do Araguaia e Alto Paraíso —, além de Ponta Grossa, no Paraná, e Barreiras, na Bahia. Todos os terminais passaram por inspeção prévia da atual concessionária do aeroporto de Brasília, a Inframérica.

Os investimentos estimados somam cerca de R$ 500 milhões para adequar os aeroportos às operações de aeronaves e ao atendimento de passageiros.

Benefícios

Para uma cidade polo como Tangará da Serra, um aeroporto regional não é apenas uma obra de transporte. Ele funciona como infraestrutura estratégica de integração econômica, reduzindo distâncias e ampliando a capacidade de atração de negócios, fortalecendo o papel de polo regional de Tangará da Serra.

A região é fortemente baseada no agronegócio. Nesse contexto, um aeroporto regional facilita deslocamento de técnicos e executivos de empresas do setor, facilita a chegada de investidores e compradores, além de proporcionar operações corporativas rápidas.

Modelo

A gestão do Aeroporto Internacional de Brasília deverá ir a leilão no segundo semestre deste ano, após a atual concessionária, Inframérica, registrar prejuízos acumulados ao longo de anos de operação.

Os valores mínimos da concessão ainda não foram divulgados. O processo, no entanto, deverá seguir modelo semelhante ao adotado na relicitação do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, que estabeleceu pagamento inicial de R$ 982 milhões pela outorga, além de repasse de 20% do faturamento anual e cumprimento de cronograma de investimentos em melhorias estruturais.

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