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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: A crise do leite, Raoni contra a ferrovia e evento em Belém são destaques

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O Momento Agrícola deste sábado (30.03) traz, como sempre, assuntos relevantes relacionados ao Agro brasileiro.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro – entre elas a Enfoque Rádio Web – e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Nesta edição, Ricardo Arioli comenta as principais notícias da semana, entre elas a ajuda do governo aguardada pelos produtores de leite, que realizam, em Belo Horizonte, um manifesto contra a política nociva adotada pelo governo com importações de leite e derivados com tarifa zero. Eles marcam, com um relógio instalado em frente à Federação de Agricultura e Pecuária de Minas Gerais, o tempo que levará para o governo tomar providências.

Raoni contra o Brasil

Cacique trai o Brasil ao fazer campanha contra ferrovia no exterior.

Outro assunto é uma ação, igualmente nociva ao país, desta vez contra um projeto de melhoria da logística nacional. O Cacique Raoni não quer ferrovia no país e, com isso, atrapalha o Agro e prejudica o país. Em razão dessa atitude traidora em relação ao Brasil, Raoni foi homenageado pelo presidente da França, país que sempre se posicionou contra o Agro brasileiro. O indígena recebeu medalha de Emmanuel Macron pelo protesto realizado em Belém, cidade visitada pelo político francês na semana passada. “Tem mais gente que nos atrapalha, e que mereceria Medalhinha da Europa, também!”, observa Ricardo Arioli.

Outros

Outro assunto é sobre uma contradição no velho mundo. Ao mesmo tempo em que, por lá, certa comissão suspende a norma de mini reserva ambiental de 4%, os europeus seguem com a opinião de que são insuficientes as nossas reservas legais de 20% a 80%.

Também é pauta no Momento Agrícola a Conferência do Clima, marcada para Belém do Pará, no ano que vem. Arioli discorre sobre como o governo do Pará está se preparando para o evento e, sobre isso, conversou com o Secretário de Desenvolvimento Agropecuário do Estado vizinho, o produtor e ex-deputado federal Giovanni Queiroz.

Ainda sobre o Pará, o presidente da Federação de Agricultura de lá, Carlos Xavier, fala dos potenciais do estado e dos programas de desenvolvimento e de conservação ambiental que serão mostrados na vitrine da Conferência do Clima de Belém.

E mais: a redução de desmatamento e degradação pode gerar créditos de carbono para os estados. É o programa REDD Jurisdicional, e Daniel Nepstad, da Earth Innovation, explica como funciona. Ainda sobre o mesmo assunto, o Momento Agrícola explica por que os produtores devem participar desde o início das discussões e negociações.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique no podcast abaixo ou acesse a Enfoque Rádio Web, na parte superior da página deste site. O programa vai ao ar aos sábados, a partir das 07h00, com reprise aos domingos, no mesmo horário.

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Agronegócio & Produção

Produção agrícola mecanizada em terras indígenas pode impulsionar o agro no Chapadão

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou na semana passada que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou comunidades indígenas a desenvolver agricultura mecanizada e monocultura em seus territórios.

Em Mato Grosso, a decisão abre novas perspectivas para as etnias Paresi, Nambiquara e Manoki, da região de Campo Novo do Parecis, Sapezal e Tangará da Serra. A partir da autorização, as comunidades poderão cultivar soja e milho sem risco de multas ou embargos ambientais.

As lideranças indígenas comemoraram a medida. Entre elas está Arnaldo Zunizakae, presidente da Coopihanama, cooperativa que administra a produção agrícola das aldeias. Ele destacou que a decisão garante melhorias na qualidade de vida e contribui para a permanência dos povos em seus territórios.

Fávaro também ressaltou que, além da autorização do Ibama, os agricultores indígenas poderão acessar linhas de crédito do Plano Safra para financiar a produção.

Tangará da Serra

Em Tangará da Serra, as terras indígenas correspondem a 53% da área total do município, que possui aproximadamente 11,3 mil km². A maior é a Terra Indígena Pareci, onde estão localizadas as aldeias Katyalarekwa e Serra Dourada, a cerca de 125 quilômetros da área urbana. Já a Aldeia Formoso, integrante da Terra Indígena Rio Formoso, fica a 85 quilômetros do centro da cidade.

Parte das comunidades já produz grãos nessas áreas. O trabalho é acompanhado por programas de capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que oferece cursos de operação e manutenção de máquinas agrícolas e de aplicação de herbicidas.

Em Campo Novo do Parecis, a 400 quilômetros de Cuiabá, a produção indígena já ocorre há 15 anos. Nas terras das etnias Manoki, Nambiquara e Paresi, mais de 17 mil hectares são destinados ao cultivo de grãos. Segundo as lideranças, 95% do tratamento da lavoura é feito sem agrotóxicos.

Potencial econômico

As reservas indígenas em Tangará da Serra somam cerca de 6 mil km², o equivalente a 600 mil hectares. Para efeito de comparação, o município conta atualmente com pouco mais de 176 mil hectares cultivados com soja e milho.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) de Tangará da Serra em 2021 foi de R$ 5,58 bilhões. Desse total, 25% — ou R$ 1,395 bilhão — correspondeu ao valor adicionado pela agropecuária.

Se apenas 10% da área indígena fosse destinada ao plantio — respeitando a reserva legal mínima de 35% no Cerrado — seria possível ampliar em quase 30% a área agrícola do município. Nesse cenário, considerando as produtividades da soja e do milho (respectivamente 66 sc/ha e 126 sc/ha) e as cotações atuais desses produtos, a agropecuária poderia acrescentar, somente na comercialização da safra, quase R$ 500 milhões ao PIB local, elevando-o para praticamente R$ 6 bilhões.

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