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Economia

Levantamento coloca Tangará da Serra entre os municípios mais endividados do Brasil

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Porém, Dívida Consolidada Líquida (DCL) do município está negativa, o que significa que disponibilidades de caixa superam as dívidas, indicando baixo nível de endividamento.

Levantamento divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) revela que, em 2025, dos 100 municípios mais endividados do Brasil, a maioria (51) está localizada na região Sudeste. Em seguida aparece o Sul, com 22 cidades nessa condição. Na sequência vêm o Centro-Oeste e o Norte, com 14 e 7 municípios, respectivamente, seguidos pelo Nordeste, com 6.

O ranking é liderado por Seropédica (RJ). Santa Luzia (MG) ocupa a segunda posição entre as cidades mais endividadas do país, seguida por Saquarema (RJ). Completam as cinco primeiras colocações Santana de Parnaíba (SP) e Macaé (RJ), em quarto e quinto lugares, respectivamente.

Tangará da Serra, um dos seis municípios polo de Mato Grosso, figura na 12ª posição do ranking. Mas, de acordo com o Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do 2º quadrimestre de 2025, a Dívida Consolidada Líquida (DCL) está negativa no município, o que normalmente indica baixo nível de endividamento quando considerado isoladamente pelo município. Na prática, uma DCL negativa significa que as disponibilidades de caixa superam as dívidas.

Por outro lado, no cálculo do CLP podem entrar ajustes e comparações metodológicas com outros municípios, o que resulta em Tangará da Serra ficando na posição 12 no ranking de endividamento entre os maiores municípios do país. Isso pode refletir critérios de ajuste ou de comparação internacional no formato de ranking, não somente a dívida bruta ou líquida em termos absolutos.

Confira a lista dos 20 municípios mais endividados do país, segundo o CLP:

1 – Seropédica (RJ)

2 – Santa Luzia (MG)

3 – Saquarema (RJ)

4 – Santana de Parnaíba (SP)

5 – Macaé (RJ)

6 – Niterói (RJ)

7 – Maricá (RJ)

8 – Goiana (PE)

9 – Curvelo (MG)

10 – Indaiatuba (SP)

11 – Vitória (ES)

12 – Tangará da Serra (MT)

13 – Nova Lima (MG)

14 – Itaboraí (RJ)

15 – Itaperuna (RJ)

16 – Águas Lindas de Goiás (GO)

17 – Pouso Alegre (MG)

18 – Aracruz (ES)

19 – Coronel Fabriciano (MG)

20 – Canaã dos Carajás (PA)

O estudo

O estudo integra a sexta edição do Ranking de Competitividade dos Municípios, que avaliou 418 cidades brasileiras — o equivalente a 7,5% do total de municípios do país. O recorte considera apenas localidades com mais de 80 mil habitantes, conforme a estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2024.

Em conjunto, os 418 municípios analisados concentram 60,28% da população brasileira, o equivalente a 128.144.024 habitantes, de um total estimado de 212.577.978 pessoas no país, segundo dados do IBGE referentes a 2024.

(Redação EB, com Brasil 61)

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FPM: Tangará da Serra pode perder cerca de R$ 2,3 milhões com nova tributação do IR

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Tangará da Serra pode deixar de receber cerca de R$ 2,3 milhões por ano em repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) caso não haja compensação pelas mudanças na tributação do Imposto de Renda. O valor coloca o município entre os mais impactados em Mato Grosso.

No cenário nacional, as prefeituras dividiram cerca de R$ 6,4 bilhões no primeiro decêndio de abril, com alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar disso, há incerteza quanto aos próximos repasses.

Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) indica que as perdas podem chegar a R$ 9,5 bilhões por ano, sendo aproximadamente R$ 4,5 bilhões diretamente no FPM.

Em Mato Grosso, cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Sorriso devem concentrar perdas mais elevadas em valores absolutos. Já municípios como Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis, Nova Olímpia, Barra do Bugres e Sapezal tendem a sentir impacto proporcional relevante.

Também entram no radar municípios como Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, Cáceres e Barra do Garças, com risco de redução na capacidade de investimento e manutenção de serviços.

Especialistas apontam que a queda pode afetar áreas como saúde, educação e infraestrutura, além de provocar contingenciamentos.

O governo federal informou que pretende compensar parte das perdas com a taxação de lucros e dividendos, mas não há garantia de recomposição integral.

(Fonte: Brasil 61, com dados da Confederação Nacional de Municípios – CNM – e Tesouro Nacional)

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