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Meio Ambiente & Preservação

II Webinar da Unemat apresenta práticas de agricultura regenerativa de biorrefinaria da região

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A uisa – biorrefinaria com sede em Nova Olímpia – participou do II Webinar de Agricultura e Conservação da Biodiversidade promovido pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) para acadêmicos, classe produtiva e sociedade organizada. O evento abordou o desenvolvimento agrícola e os desafios e perspectivas para integrar o sistema produtivo à processos de conservação do meio ambiente.

O gerente de sustentabilidade da uisa, Caetano Henrique Grossi, foi um dos convidados e apresentou o tema “Sustentabilidade na Produção de Cana-de-açúcar”. A uisa utiliza técnicas de agricultura regenerativa em mais de 40 mil hectares. “Cuidamos da saúde do solo. Com isso, aumentamos a produção, reduzimos custos, agregamos valor e, principalmente, contribuímos com a preservação ambiental”, destacou o Grossi.

Durante a apresentação (foto topo), Grossi explicou os benefícios do processo de colheita da cana crua e de forma totalmente mecanizada, implementado na uisa. A tecnologia reduz a utilização de herbicidas, aumenta o teor de umidade e matéria orgânica no solo, melhorando a sua estruturação. A manutenção da palha de cana-de-açúcar no solo também ajuda a proteger contra a erosão. Essa metodologia ainda tem outra vantagem, de excluir a prática de queima da palha, reduzindo a pegada de carbono na atmosfera.

O manejo inclui ainda a rotação de cultura com espécies que aumentam a fixação de nitrogênio no solo, a exemplo da soja. Para reter a umidade e nutrir a terra, são utilizados estercos de aves e suínos e resíduos do processo de produção de açúcar e etanol (torta de filtro, cinza, vinhaça), que retornam as lavouras na forma de biofertilizantes. “Além disso, incorporamos o uso de fungos, bactérias e vespas parasitoides que realizam um controle natural de pragas e doenças, e diminuem o uso de produtos químicos”, pontuou o gerente.

O II Webinar foi realizado de forma virtual nos dias 29 e 30 de junho, sendo uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ambiente e Sistemas de Produção Agrícola da Unemat. Durante dois dias, especialistas, acadêmicos e sociedade organizada debateram os temas: Desenvolvimento e Agricultura Familiar, Pesticidas e Qualidade dos Alimentos, Agricultura Regenerativa no Mato Grosso e Polinização e Agricultura.

Sobre a uisa

A uisa (foto acima), uma das maiores Biorrefinarias do Brasil, tem um modelo de negócios que permite a transformação de matérias-primas renováveis e seus resíduos em biocombustíveis, biometano, energia limpa, alimentos, fertilizantes orgânicos e ingredientes para nutrição humana e animal. Localizada em Mato Grosso, região com uma das maiores biodiversidades do mundo, a uisa tem como diretriz a maximização da sustentabilidade e a redução das emissões de carbono, a partir do processamento de biomassas.

(Assessoria)

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Meio Ambiente & Preservação

Força-tarefa realizará trabalhos de correção de erosão subterrânea na aldeia do Formoso

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O processo erosivo subterrâneo que causou o colapso do solo na área de cabeceira do córrego Bonitinho, na Aldeia Indígena do Formoso, em Tangará da Serra, motivará a mobilização de uma força-tarefa para sua correção, com ações divididas em duas fases.

A estratégia para a correção foi definida na semana passada, após vistoria na área afetada e em acompanhamento com a comunidade indígena local. Os trabalhos, propostos em reunião com os moradores, serão coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), com anuência da Associação Haliti/Paresi, entidade representativa do povo indígena da localidade.

Ações para recuperação contam com anuência da comunidade do Formoso, expressa em reunião na última quinta-feira (30).

A reunião, coordenada pelo presidente do IPAC, Décio Eloi Siebert, e pelo representante da Associação Haliti/Paresi, Geovani Kezo, contou com a presença de membros da Brigada de Combate a Incêndios Florestais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Sepotuba.

Erosão provocou colapso do solo na Aldeia do Formoso, nas cabeceiras do córrego Bonitinho.

Com base no diagnóstico preliminar realizado, ficaram definidas ações em duas etapas. A primeira (Fase 1) será emergencial, com o objetivo de conter o processo erosivo por meio do plantio de cordões de gramínea “vetiver” e de mudas nativas no entorno da área afetada.

Geovani Kezo, da Associação Halitinã, participa da coordenação dos trabalhos.

Na “Fase 2” será implantado um sistema de drenagem subterrânea (imagem abaixo) para solucionar o problema de “piping”, que causou a erosão e o colapso do solo no local. Esta fase também incluirá a implantação de um sistema de restauração ecológica, com a construção de paliçadas no interior da área erodida para conter as águas pluviais e o plantio de mudas de vetiver, espécies nativas e bambu.

A força-tarefa contará com a equipe do IPAC, membros da comunidade indígena local, SEMA, CBH, além da participação de propriedades rurais vizinhas e apoio de instituições. Os trabalhos serão realizados predominantemente de forma manual, devido à fragilidade do solo na região da Aldeia do Formoso, não contando, portanto, com maquinário pesado.

Para custear as atividades operacionais, insumos, ferramentaria e outros itens necessários, serão captados recursos junto aos setores público e privado. A operação será comunicada ao Ministério Público.

Processo erosivo

O processo erosivo foi identificado após o afundamento (depressão) de uma área na cabeceira do córrego Bonitinho, afluente do rio Formoso, um dos principais da bacia do rio Sepotuba.

A falha no solo foi causada por um fenômeno erosivo conhecido como “piping” (imagem acima), um tipo de erosão interna do solo, causada pelo escoamento subterrâneo concentrado de água, que remove partículas finas do interior do maciço, formando canais tubulares (pipes) sob a superfície. Esse fenômeno ocorre principalmente em solos arenosos (como o da TI Formoso), silto-arenosos ou argilosos estruturados.

O processo erosivo tem causado o carreamento de sedimentos que estão assoreando a gruta que abriga a nascente do córrego Bonitinho (foto abaixo).

Do ponto de vista ambiental, a continuidade desse processo ameaça a estabilidade do solo, acelera a degradação da paisagem e compromete a qualidade da água disponível no entorno. O assoreamento da gruta pode, também, causar alterações irreversíveis no regime hídrico e afetar a biodiversidade associada ao microambiente local.

Sob a perspectiva sociocultural, a gruta possui valor simbólico, histórico e espiritual para o povo indígena, abrigando inscrições rupestres que podem datar de 8.000 anos (foto abaixo), o que a torna um local de importância arqueológica, histórica e científica única na região.

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