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Hidrômetros em composite coíbem furtos e representam economia, precisão e sustentabilidade

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Os furtos de hidrômetros são um sério problema enfrentado pelo setor de saneamento básico em todo o país. Este problema resulta em prejuízos ao consumidor e transtornos às companhias distribuidoras de água.

O alvo dos ladrões é o metal da caixa externa do hidrômetros, que é revendida em ferros-velhos e até mesmo trocado por entorpecentes.

(Ao final desta matéria, vídeo sobre furtos de hidrômetros)

Uma solução econômica e sustentável para o problema foi encontrada pela HidroReader, startup de Tangará da Serra que atua com telemetria na leitura de consumo de água e que está expandindo suas atividades para a área industrial, na produção de hidrômetros.

Hidrômetros em composite produzido pela HidroReader: Menor custo, precisão e sustentabilidade.

Segundo o CEO da HidroReader, Thiago Zago, a caixa do hidrômetro produzido pela empresa é de composite, um termoplástico de alta resistência contra impactos e intempéries e que, de quebra, reduz o custo do medidor. “Ao contrário do metal, o composite não possui valor no mercado clandestino, o que neutraliza o interesse pelos furtos”, explica o empresário.

Precisão e Sustentabilidade

Outro detalhe é que o composite é produzido a partir de plástico reciclável. Isto implica na redução de custos e aumento da eficiência, sem produzir impactos no meio ambiente.

A precisão deste hidrômetros também é um diferencial no mercado. Além de garantir menor custo na sua produção e, por consequência, em seu preço final no mercado, a estrutura externa em composite assegura precisão na aferição. “O processo de injeção termoplástica na linha de produção proporciona exatamente o mesmo dimensional em cada unidade produzida, o que não se obtém em linhas de produção com processos de usinagem”, relata Thiago Zago.

(Acesse o site www.hidroreader.com.br e conheça os produtos da empresa)

Outra vantagem é que a injeção termoplástica é um processo limpo de produção, com uso de plástico reciclável. Além de utilizar matéria oriunda de reciclagem, a produção do HidroReader praticamente não gera resíduos, o que significa sustentabilidade.

(*) No vídeo abaixo, matéria produzida em julho do ano passado pelo SBT da região do ABC Paulista sobre furtos de hidrômetros.

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Empresas têm mais dados e dashboards, mas continuam tomando decisões ruins

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Especialistas alertam que excesso de indicadores, baixa maturidade analítica e falhas humanas continuam comprometendo decisões estratégicas mesmo em empresas altamente digitalizadas

Empresas nunca tiveram tanto acesso a dados, relatórios em tempo real e ferramentas de monitoramento. Ainda assim, erros operacionais, decisões estratégicas equivocadas e falhas de gestão continuam frequentes, inclusive em organizações altamente digitalizadas.

O paradoxo chama a atenção de especialistas: apesar dos investimentos em analytics, automação e transformação digital, muitas empresas ainda não conseguem transformar informação em decisões eficientes.

Estimativas indicam que entre 60% e 73% dos dados gerados sequer são analisados. Ao mesmo tempo, executivos relatam dificuldade para converter indicadores em ações práticas. Para especialistas, o problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

Dificuldades em para converter indicadores em ações práticas: problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

“Ter acesso a dados não significa necessariamente entender o que eles estão dizendo. Muitas empresas criaram uma infraestrutura sofisticada de monitoramento, mas continuam operando sem clareza estratégica”, afirma Guilherme Francescon Cittoli, co-founder e CPO da ST-One.

Na prática, dashboards, relatórios em tempo real e métricas automatizadas podem criar uma falsa sensação de controle, principalmente em ambientes pressionados por produtividade e rapidez.

A era da “névoa de medição”

A digitalização levou empresas a medir praticamente tudo: desempenho, produtividade, vendas, comportamento do consumidor e indicadores operacionais. O problema é que nem toda métrica gera valor para o negócio.

“Muitas organizações acompanham dezenas de indicadores sem definir claramente quais realmente apoiam a tomada de decisão. Existe um risco enorme de confundir volume de informação com inteligência”, diz Giovanni Abate Neto, CTO da empresa.

Especialistas chamam esse fenômeno de “névoa de medição”, quando o excesso de indicadores dificulta a interpretação dos cenários e favorece métricas de vaidade em detrimento de dados ligados à eficiência operacional, sustentabilidade financeira e comportamento do mercado.

Liderança da ST-One: [Esquerda] Giovanni Abate Neto, Guilherme Francescon Cittolin, Rodrigo Cruz R. Gonçalves e Tiago Machado.

Tecnologia exige interpretação

Segundo os especialistas, muitas empresas investem em transformação digital antes de resolver questões de governança de dados, integração de sistemas e cultura analítica.

“Em muitos casos, as empresas passaram a acumular ferramentas sem criar processos claros para interpretar informações e transformar dados em ação”, afirma Guilherme Francescon Cittoli.

Para Giovanni Abate Neto, outro equívoco é acreditar que a automação elimina a necessidade de análise humana. “Automatizar processos não significa automatizar pensamento crítico. Ainda existe uma dependência muito grande da capacidade humana de interpretar contexto, identificar exceções e questionar padrões.”

Excesso de dados pode paralisar

Outro efeito crescente é a chamada “paralisia analítica”, quando o excesso de informação dificulta decisões rápidas. Na tentativa de reduzir riscos, lideranças acumulam relatórios, reuniões e validações, tornando os processos mais lentos.

Pesquisas mostram ainda que muitos executivos recorrem ao “feeling” para decidir, mesmo em ambientes orientados por dados. Segundo Giovanni Abate Neto, isso ocorre porque a tecnologia não elimina vieses cognitivos, que podem até ganhar aparência de precisão quando sustentados por indicadores mal interpretados.

O desafio continua sendo humano

Embora os investimentos em analytics e digitalização continuem crescendo, o principal gargalo permanece humano. Falta de alfabetização de dados, baixa capacidade analítica, excesso de indicadores e pouca integração entre áreas figuram entre os maiores desafios.

Para os especialistas, as empresas que transformarão dados em vantagem competitiva serão aquelas capazes de equilibrar tecnologia, contexto e pensamento crítico.

“O grande diferencial não está apenas em ter mais dados, mas em conseguir transformar informação em decisões mais consistentes, rápidas e sustentáveis”, conclui Guilherme Francescon Cittoli.

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