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Infraestrutura & Logística

Estudos sobre novo traçado da Ferrogrão devem ser concluídos até o fim deste mês

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O Governo Federal prevê que até o final deste mês esteja pronto novo estudo sobre o projeto de viabilidade da Ferrogrão, a ferrovia que vai ligar Sinop, em Mato Grosso, a Miritituba, no Pará, com cerca de 930 quilômetros de extensão.

Diretores e técnicos da ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres, da Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário do Ministério dos Transportes e de duas empresas do segmento se reuniram, em Brasília, na última semana.

Na ocasião, eles debateram os detalhes dos estudos de impacto ambiental e analisaram o projeto de concessão da ferrovia que deve ser apresentado para a ANTT no fim de julho.

Segundo a agência, o novo estudo deve indicar “uma melhora no traçado do projeto original na questão socioambiental”.

Havia questionamentos e críticas que parte do traçado original passaria em parte de área de reserva indígena no Pará.

A previsão é que a ferrovia tenha 300 quilômetros de extensão na região Norte de Mato Grosso e aproximadamente 630 quilômetros no Pará.

A ANTT defende o projeto e afirma que o objetivo principal da ferrovia “é melhorar o escoamento da produção agrícola do Brasil Central para os portos do Arco Norte, facilitando a exportação de commodities como soja e milho”.

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A Agência de Transportes reforça que o projeto da Ferrogrão seja viável não apenas economicamente, mas também ambiental e socialmente responsável.

O projeto da ferrovia ficou suspenso por alguns anos devido a ação movida pelo partido PSOL, no Supremo Tribunal Federal, que, em maio deste ano, concedeu 90 dias para o Governo Federal apresentar novo estudo para o traçado porque o projeto original da ferrovia atravessaria o Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

(Fonte: Sapicuá RN)

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Infraestrutura & Logística

Primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual será inaugurado neste sábado

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Neste sábado, 20 de junho, será inaugurado em Dom Aquino o primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, considerada a primeira ferrovia construída a partir de autorização de um governo estadual no Brasil. O empreendimento representa um marco para a infraestrutura logística do Estado e promete fortalecer a competitividade do agronegócio mato-grossense nos mercados nacional e internacional.

A cerimônia ocorrerá às margens da BR-070, onde foi implantado o terminal multimodal que passa a desempenhar papel estratégico no novo corredor logístico estadual. O local funcionará como ponto de integração entre os modais rodoviário e ferroviário, recebendo cargas transportadas por caminhões para posterior embarque nos trens.

Com a entrada em operação do terminal, Dom Aquino assume posição de destaque na logística de Mato Grosso. A cidade sediará uma das principais estruturas da nova malha ferroviária, transformando uma região tradicionalmente agrícola em importante centro de distribuição e escoamento da produção.

Novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano.

O trecho inaugural possui aproximadamente 162 quilômetros de extensão e liga Rondonópolis ao terminal instalado em Dom Aquino. A obra integra a primeira fase da Ferrovia Estadual, que demandou investimentos da ordem de R$ 5 bilhões e é considerada atualmente um dos maiores projetos privados de infraestrutura logística em execução no país.

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Quando totalmente concluída, a ferrovia terá cerca de 743 quilômetros de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e contando ainda com um ramal estratégico para Cuiabá.

O novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura definitiva deverá ser concluída no segundo semestre de 2026, ampliando significativamente a capacidade de escoamento da produção agrícola estadual.

A chegada dos trilhos a regiões mais próximas das áreas produtoras é uma reivindicação histórica do setor produtivo. Desde a implantação da Ferronorte em Rondonópolis, em 2013, produtores rurais, empresários e lideranças políticas defendiam a expansão da malha ferroviária para o médio-norte do Estado, reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência no transporte de cargas.

Além dos benefícios econômicos, o projeto também é apontado como importante aliado da sustentabilidade ambiental. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o transporte ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono quando comparado ao modal rodoviário, contribuindo para uma logística mais limpa e eficiente.

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Na mesma linha, a vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, destaca que a expansão ferroviária fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e amplia a capacidade de conexão das cadeias produtivas aos mercados internacionais. Para ela, os trilhos representam uma solução de longo prazo que alia eficiência, segurança e redução das emissões de carbono.

A inauguração deste primeiro trecho simboliza o início de uma nova etapa para a infraestrutura de transportes de Mato Grosso, consolidando o Estado como um dos principais corredores logísticos do agronegócio nacional.

(Fotos Rumo Logística e reprodução Web)

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