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Agronegócio & Produção

Greenpeace desvirtua informações em escola e promove direcionamento ideológico contra o Agro brasileiro

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O direcionamento ideológico, as informações desvirtuadas e a campanha contra o Agro brasileiro são práticas sórdidas que agora começam a chegar às escolas para alunos do ensino fundamental. (veja imagens na sequência)

Uma escola particular da região de Barra do Garças distribuiu entre alunos da 3ª série (crianças de 08 e 09 anos) uma cartilha em que a personagem europeia Chapeuzinho Vermelho é figura central numa história de flagrante demonização da principal atividade econômica do Brasil: a agropecuária.

Por coincidência, Chapeuzinho Vermelho é um personagem criado na Europa, justamente o continente que praticamente exterminou suas florestas naturais.

Editado pela ong estrangeira Greenpeace (imagens acima), o conteúdo da cartilha leva às crianças uma mensagem que denigre o Agro e aponta o produtor rural brasileiro como um grande vilão que atua criminosamente na degradação ambiental, com derrubada de florestas e outras agressões contra a natureza. (Ouça áudio ao final da matéria, quarto bloco, com abordagem sobre o assunto)

A ação nociva do Greenpeace contra a principal atividade econômica brasileira foi denunciada por uma veterinária que paga para manter seus filhos na referida escola. “A escola está jogando os filhos contra os pais. Dali a pouco, nossos filhos vão chegar pra nós e nos dizer: ‘Vocês estão acabando com o mundo!’… E isso não podemos admitir, não podemos deixar que isso continue acontecendo! É injusto, pois, em primeiro lugar, é com o dinheiro que ganho do Agro que pago as mensalidades da escola!”, relatou a veterinária.

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O depoimento da profissional consta na edição do último final de semana do Momento Agrícola, apresentado por Ricardo Arioli e repercutido semanalmente pelo Enfoque Business.

Para Arioli, a campanha difamatória que vem do exterior contra o Agro brasileiro é condenável. “Vejo que as crianças sabem que o Greenpeace existe, mas não sabem da existência da Embrapa e suas pesquisas, não sabem do esforço que o Brasil faz para produzir alimentos, não sabem que o produtor rural é, na verdade, um grande produtor do meio ambiente”, observa ele, que também é produtor rural e editor e apresentador do Momento Agrícola.

Ricardo Arioli acrescenta que é preciso que os pais fiquem atentos à grade curricular e aos conteúdos dos materiais fornecidos pela escola. “É preciso prestar atenção no que está sendo ensinado aos filhos na escola. Se for preciso, troquem de escola”.

Exemplo

No dia 06 de fevereiro deste ano, o Enfoque Business publicou matéria sobre a visita de um grupo de produtores rurais da América do Norte na região de Tangará da Serra para conhecer a dinâmica do Agro em Mato Grosso.

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O zelo ambiental foi o destaque. “Não fazíamos ideia do cuidado que os produtores brasileiros tem com o meio ambiente”. A frase é do norte-americano Brent Rupiper, empresário do setor turístico de Yankton, cidade do condado de Dakota do Sul, localizado na porção norte dos Estados Unidos da América.

O aprendizado do Agro brasileiro aos visitantes serve como contraponto à campanha nociva e difamatória empreendida pelo Greenpeace. Leia no link a seguir. Na sequência, link com áudio (Momento Agrícola, quarto bloco) sobre o assunto.

https://enfoquebusiness.com.br/visitantes-norte-americanos-se-impressionam-com-cuidados-ambientais-nas-propriedades-de-mato-grosso/

 

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Agronegócio & Produção

Produção agrícola mecanizada em terras indígenas pode impulsionar o agro no Chapadão

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou na semana passada que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou comunidades indígenas a desenvolver agricultura mecanizada e monocultura em seus territórios.

Em Mato Grosso, a decisão abre novas perspectivas para as etnias Paresi, Nambiquara e Manoki, da região de Campo Novo do Parecis, Sapezal e Tangará da Serra. A partir da autorização, as comunidades poderão cultivar soja e milho sem risco de multas ou embargos ambientais.

As lideranças indígenas comemoraram a medida. Entre elas está Arnaldo Zunizakae, presidente da Coopihanama, cooperativa que administra a produção agrícola das aldeias. Ele destacou que a decisão garante melhorias na qualidade de vida e contribui para a permanência dos povos em seus territórios.

Fávaro também ressaltou que, além da autorização do Ibama, os agricultores indígenas poderão acessar linhas de crédito do Plano Safra para financiar a produção.

Tangará da Serra

Em Tangará da Serra, as terras indígenas correspondem a 53% da área total do município, que possui aproximadamente 11,3 mil km². A maior é a Terra Indígena Pareci, onde estão localizadas as aldeias Katyalarekwa e Serra Dourada, a cerca de 125 quilômetros da área urbana. Já a Aldeia Formoso, integrante da Terra Indígena Rio Formoso, fica a 85 quilômetros do centro da cidade.

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Parte das comunidades já produz grãos nessas áreas. O trabalho é acompanhado por programas de capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que oferece cursos de operação e manutenção de máquinas agrícolas e de aplicação de herbicidas.

Em Campo Novo do Parecis, a 400 quilômetros de Cuiabá, a produção indígena já ocorre há 15 anos. Nas terras das etnias Manoki, Nambiquara e Paresi, mais de 17 mil hectares são destinados ao cultivo de grãos. Segundo as lideranças, 95% do tratamento da lavoura é feito sem agrotóxicos.

Potencial econômico

As reservas indígenas em Tangará da Serra somam cerca de 6 mil km², o equivalente a 600 mil hectares. Para efeito de comparação, o município conta atualmente com pouco mais de 176 mil hectares cultivados com soja e milho.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) de Tangará da Serra em 2021 foi de R$ 5,58 bilhões. Desse total, 25% — ou R$ 1,395 bilhão — correspondeu ao valor adicionado pela agropecuária.

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Se apenas 10% da área indígena fosse destinada ao plantio — respeitando a reserva legal mínima de 35% no Cerrado — seria possível ampliar em quase 30% a área agrícola do município. Nesse cenário, considerando as produtividades da soja e do milho (respectivamente 66 sc/ha e 126 sc/ha) e as cotações atuais desses produtos, a agropecuária poderia acrescentar, somente na comercialização da safra, quase R$ 500 milhões ao PIB local, elevando-o para praticamente R$ 6 bilhões.

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