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Governo do Estado anuncia R$ 171 milhões em investimentos para Tangará da Serra

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O Governo de Mato Grosso anunciou, nesta sexta-feira (14.2), um pacote de investimentos superior a R$ 171,06 milhões para Tangará da Serra. Os recursos serão aplicados em obras e ações nas áreas de infraestrutura, educação, habitação, assistência social e agricultura familiar.

O anúncio ocorreu durante o terceiro e último dia da agenda do governo estadual pelo Médio-Norte e Sudoeste do Estado. Segundo o governador Mauro Mendes, os convênios firmados com a prefeitura têm como objetivo ampliar a qualidade de vida da população. Desde 2019, o Estado já investiu mais de R$ 995,48 milhões no município.

A agenda em Tangará da Serra começou com a vistoria das obras do Hospital Regional, que atenderá moradores das regiões Médio-Norte e Sudoeste. A unidade recebe mais de R$ 139 milhões em recursos estaduais e alcançou 53% de execução.

Obras do Hospital Regional foram vistoriadas no último sábado (14).

Na área de infraestrutura, o governo assinou convênios para pavimentação de estradas vicinais no Distrito de Progresso, com investimento de R$ 2,3 milhões, e para as estradas Canta Galo e Água Branca, totalizando R$ 4,2 milhões. Na zona urbana, foram firmados convênios para pavimentação da avenida Devanir Barbato, da estrada municipal TS-24 (R$ 1,2 milhão) e da TS-42 (R$ 1,9 milhão). Também foram autorizadas obras de recuperação asfáltica no bairro Alto Boa Vista (R$ 2,9 milhões) e no Setor E – Etapa 1 (R$ 5 milhões).

Ainda em infraestrutura, foi lançada a obra de recuperação das pistas do Aeroporto de Tangará da Serra, com investimento de R$ 9,3 milhões, e autorizada a licitação para duplicação de 89,5 metros da ponte sobre o rio Sepotuba, na MT-426, no valor de R$ 5,7 milhões.

Governador anunciou os investimentos durante ato oficial no Centro de Eventos de Tangará da Serra.

Na educação, o Estado firmou termo de compromisso para a construção da nova sede do Centro Municipal de Educação Infantil Cecília Maria de Barcellos, com investimento de R$ 8,8 milhões. Também foi autorizada a construção de dois Colégios Estaduais Integrados, com investimentos de R$ 19,4 milhões e R$ 22,4 milhões.

Na área socioeducativa, foi autorizada a construção do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), com investimento de R$ 19,9 milhões, com capacidade para atender até 60 adolescentes.

O setor habitacional será contemplado com a construção de 384 casas nos residenciais Solaris I e II, por meio do programa SER Família Habitação, com aporte de R$ 7,6 milhões. Além disso, 2.304 famílias receberam subsídios para aquisição da casa própria, totalizando R$ 57,6 milhões em investimentos.

Para a agricultura familiar, foram entregues máquinas com investimento de R$ 2,5 milhões, além de ações de assistência social por meio do programa SER Família.

A solenidade contou com a presença de parlamentares federais e estaduais, representantes do governo estadual e federal, além de autoridades municipais e regionais.

(Texto e fotos: Secom-MT)

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Gisela recompõe chapa de Pivetta após crise e preserva estrutura da aliança

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Escolha da advogada e ex-deputada federal mantém União Brasil na vice e busca ampliar o alcance da candidatura após saída de Fábio Garcia, em meio aos reflexos políticos da Operação Heritage

A escolha de Gisela Simona (União Brasil) para a vice-governadoria na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) vai além da simples substituição de Fábio Garcia. A decisão recompõe uma candidatura que precisou ser reorganizada às pressas após os desdobramentos políticos e judiciais da Operação Heritage e preserva, ao mesmo tempo, a estrutura partidária originalmente concebida para a disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Gisela: Passagem pelo Procon e pela Câmara Federal lhe garantiu reconhecimento político e uma identidade pública própria.

Gisela foi anunciada como vice na noite de terça-feira (11), horas depois de Fábio Garcia desistir da candidatura e decidir buscar a reeleição para a Câmara dos Deputados. O deputado deixou a composição em meio às medidas cautelares decorrentes da investigação sobre um suposto esquema envolvendo cerca de R$ 308 milhões pagos pelo Estado no acordo com a operadora Oi. Entre as restrições impostas estão impedimentos de comunicação direta entre investigados, situação que atingiu Garcia, o ex-governador Mauro Mendes e o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho.

Reconstrução mantendo a base

A saída de Garcia criou para Pivetta a necessidade de uma solução rápida, mas a escolha de Gisela evitou uma alteração mais profunda no desenho político da chapa. Filiada ao União Brasil, ela preserva o espaço do partido na vice-governadoria e mantém a composição Republicanos-União Brasil, um dos pilares da aliança formada pelo grupo governista.

Pivetta: Escolha de Gisela evitou uma alteração mais profunda no desenho político da chapa.

A opção também afasta a vice da crise provocada pela Heritage. Sem vínculo com os investigados ou com os fatos sob apuração, Gisela chega à chapa sem carregar diretamente os efeitos políticos do caso que levou à necessidade de reorganização da candidatura.

A escolha permite, assim, uma tentativa de reposicionamento da campanha: preservar a estrutura da aliança, mas substituir um nome diretamente atingido pelas consequências das medidas cautelares por outro com trajetória própria no cenário político estadual.

Mulher e representante da Baixada Cuiabana

A composição acrescenta ainda dois elementos à estratégia eleitoral. Gisela é uma mulher em uma chapa majoritária e possui trajetória política co

Vander: “Escolha de Gisela Simona foi relevante, por ela ter características importantes dentro do cenário político”.

nstruída principalmente em Cuiabá e na Baixada Cuiabana, região de peso eleitoral nas disputas estaduais.

Advogada e servidora pública de carreira, Gisela construiu projeção pública à frente do Procon Estadual e, posteriormente, exerceu mandato de deputada federal. Sua atuação política ficou associada a temas como defesa do consumidor, combate à corrupção e representação de demandas da região metropolitana da Capital.

Para o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, ouvido pela reportagem, a escolha reúne características que podem complementar o perfil de Pivetta.

“Pela informação que recebi, o pedido de renúncia da candidatura foi feito pelo próprio Fábio. Em virtude disso, creio que a escolha da Gisela Simona foi relevante, por ela ter características importantes dentro do cenário político. E que são potencializadas pela experiência profissional como advogada, superintendente efetiva do Procon, exercício no cargo de deputada federal, entre outras, que, somadas às qualidades do candidato Pivetta, se complementam para o exercício de um mandato de avanço em resultados para a população mato-grossense”, afirmou Vander, que é filiado ao União Brasil.

Patrimônio político próprio

Outro aspecto da escolha está no fato de Gisela não ser um nome inteiramente novo para o eleitorado. A passagem pelo Procon e pela Câmara Federal lhe garantiu reconhecimento político e uma identidade pública própria, construída antes da definição de sua participação na chapa.

Esse patrimônio político pode ajudar Pivetta a reorganizar a campanha em um momento de forte repercussão sobre o grupo governista. A Operação Heritage já havia provocado a saída de Garcia da vice e levado a uma série de mudanças no ambiente político da aliança.

A definição por Gisela, portanto, representa uma resposta à crise sem desmontar o arranjo partidário original. Pivetta preserva o União Brasil na vice, incorpora um perfil feminino à chapa e passa a contar com uma candidata identificada com Cuiabá e a Baixada Cuiabana.

Mais do que preencher uma vaga aberta de forma inesperada, a escolha procura devolver estabilidade à composição majoritária. Resta saber se a rápida reestruturação será suficiente para conter os efeitos políticos da Heritage e permitir que a campanha retome sua agenda original, agora com uma chapa reconstruída em meio a um dos primeiros grandes testes do processo eleitoral de 2026.

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