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Meio Ambiente & Preservação

Floresta+: MT inserido em programa que pagará R$ 500 milhões por proteção de mata nativa da Amazônia Legal

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O Ministério do Meio Ambiente criou nesta sexta-feira (3) o Programa Floresta+ para valorizar quem preserva e cuida da floresta nativa do país. O projeto-piloto vai começar destinando R$ 500 milhões para conservação da Amazônia Legal. O programa conta com a participação do setor privado e de recursos de acordos internacionais.

Mato Grosso, que integra a Amazônia Legal, está inserido no programa. “Esse é o maior programa de pagamento por serviços ambientais no mundo, na atualidade. Os R$ 500 milhões recebidos do Fundo Verde do Clima vão remunerar quem preserva. Vamos pagar pelas boas práticas e reconhecer o mérito de quem cuida adequadamente do meio ambiente”, disse o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em reunião virtual nesta sexta.

Podem participar do programa pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, grupo familiar ou comunitário.

Podem participar do programa pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, grupo familiar ou comunitário que, de forma direta ou por meio de terceiros, executam atividades de serviços ambientais em áreas mantidas com cobertura de vegetação nativa ou sujeitas à sua recuperação.

A conferência apresentou o programa Floresta+ para representantes do governo federal, dos estados da Amazônia Legal, além de instituições públicas, universidades, fundações, centros de inovação, doadores do Fundo Verde do Clima e de povos indígenas.

Cadastro Nacional

O Brasil conta com 560 milhões de hectares de floresta nativa no território brasileiro e o próximo passo do governo é criar o Cadastro Nacional de Serviços Ambientais e a regulamentar o pagamento por serviços ambientais, previstos no Código Florestal.

Dentre os serviços ambientais considerados essenciais estão o monitoramento, vigilância, combate a incêndio, pesquisa, plantio de árvores, inventário ambiental e sistemas agroflorestais para conservação e a proteção da vegetação nativa. Dentre os benefícios estarão a conservação da biodiversidade, a proteção do solo e das águas e a regulação do clima.

Área

A Amazônia Legal é uma área que engloba nove estados do Brasil pertencentes à bacia Amazônica e à área de ocorrência das vegetações amazônicas. O governo federal, reunindo regiões de idênticos problemas econômicos, políticos e sociais, com o intuito de melhor planejar o desenvolvimento social e econômico da região amazônica, instituiu o conceito de “Amazônia Legal”.

A atual área de abrangência da Amazônia Legal corresponde à totalidade dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão (a oeste do meridiano de 44º de longitude oeste). São 5,2 milhões de km² de superfície, correspondente a 61% do território brasileiro.

(*) Redação EB, com Agência Brasil e informações do Ministério do Meio Ambiente

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Meio Ambiente & Preservação

II Webinar da Unemat apresenta práticas de agricultura regenerativa de biorrefinaria da região

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A uisa – biorrefinaria com sede em Nova Olímpia – participou do II Webinar de Agricultura e Conservação da Biodiversidade promovido pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) para acadêmicos, classe produtiva e sociedade organizada. O evento abordou o desenvolvimento agrícola e os desafios e perspectivas para integrar o sistema produtivo à processos de conservação do meio ambiente.

O gerente de sustentabilidade da uisa, Caetano Henrique Grossi, foi um dos convidados e apresentou o tema “Sustentabilidade na Produção de Cana-de-açúcar”. A uisa utiliza técnicas de agricultura regenerativa em mais de 40 mil hectares. “Cuidamos da saúde do solo. Com isso, aumentamos a produção, reduzimos custos, agregamos valor e, principalmente, contribuímos com a preservação ambiental”, destacou o Grossi.

Durante a apresentação (foto topo), Grossi explicou os benefícios do processo de colheita da cana crua e de forma totalmente mecanizada, implementado na uisa. A tecnologia reduz a utilização de herbicidas, aumenta o teor de umidade e matéria orgânica no solo, melhorando a sua estruturação. A manutenção da palha de cana-de-açúcar no solo também ajuda a proteger contra a erosão. Essa metodologia ainda tem outra vantagem, de excluir a prática de queima da palha, reduzindo a pegada de carbono na atmosfera.

O manejo inclui ainda a rotação de cultura com espécies que aumentam a fixação de nitrogênio no solo, a exemplo da soja. Para reter a umidade e nutrir a terra, são utilizados estercos de aves e suínos e resíduos do processo de produção de açúcar e etanol (torta de filtro, cinza, vinhaça), que retornam as lavouras na forma de biofertilizantes. “Além disso, incorporamos o uso de fungos, bactérias e vespas parasitoides que realizam um controle natural de pragas e doenças, e diminuem o uso de produtos químicos”, pontuou o gerente.

O II Webinar foi realizado de forma virtual nos dias 29 e 30 de junho, sendo uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ambiente e Sistemas de Produção Agrícola da Unemat. Durante dois dias, especialistas, acadêmicos e sociedade organizada debateram os temas: Desenvolvimento e Agricultura Familiar, Pesticidas e Qualidade dos Alimentos, Agricultura Regenerativa no Mato Grosso e Polinização e Agricultura.

Sobre a uisa

A uisa (foto acima), uma das maiores Biorrefinarias do Brasil, tem um modelo de negócios que permite a transformação de matérias-primas renováveis e seus resíduos em biocombustíveis, biometano, energia limpa, alimentos, fertilizantes orgânicos e ingredientes para nutrição humana e animal. Localizada em Mato Grosso, região com uma das maiores biodiversidades do mundo, a uisa tem como diretriz a maximização da sustentabilidade e a redução das emissões de carbono, a partir do processamento de biomassas.

(Assessoria)

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