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Falta de caminhões-pipa no mercado agrava crise no abastecimento de água em Tangará da Serra

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A crise no abastecimento de água em Tangará da Serra tem um agravante extra: a falta de caminhões-pipa no mercado.

Diante de uma condição climática extremamente desfavorável, em que as previsões de chuva meteorologia não se confirmam, os caminhões-pipa seriam a principal alternativa para abastecer com água bruta a estação de tratamento da cidade (ETA Queima-Pé).

Mas não há caminhões-pipa disponíveis para contratação no mercado. O município já tem contratados sete caminhões-pipa, mas estes ainda não foram disponibilizados pela empresa contratada, que finaliza serviço contratado anteriormente.

O município procura ampliar este número de veículos contratados, mas tem dificuldades em encontrar prestadores com veículos à disposição para o trabalho.

Outro fator de dificuldade está no custo do serviço. As altas constantes nos preços dos combustíveis fazem com que os prestadores peçam realinhamento nos valores firmados em contrato.

Não chove

Chuva na manhã de quinta: Precipitações tem sido esparsas em Tangará da Serra.

Enquanto isso, as chuvas não acontecem em Tangará da Serra. Desde outubro, as previsões dos meteorologistas não se confirmam. Na semana passada, havia previsão de chuvas de 141 milímetros somente para ontem (quarta, 17), em Tangará da Serra. Porém, esta chuva prevista se resumiu numa precipitação calma durante a madrugada, longe do volume esperado.

De hoje (quinta, 18) até sábado, há previsão de chuvas em volumes de 80 milímetros, com destaque para esta sexta-feira, quando o volume previsto é de 46 milímetros, segundo o ClimaTempo. Há muitas nuvens, mas quando há chuvas, ocorrem de maneira esparsa.

A situação de Tangará da Serra contrasta, ironicamente, com cidades como Nova Olímpia, Barra do Bugres e Cuiabá, onde as chuvas estão mais regulares.

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PJC cumpre mandados para apurar esquema de corrupção em hospital de Campo Novo

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Investigações iniciaram após denúncia de oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI ligada ao atendimento prestado pela unidade hospitalar

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Silêncio Comprado para cumprir 20 ordens judiciais relacionadas a um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.

As medidas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Tangará da Serra, incluem mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão e quebras de sigilo telefônico e telemático.

Os mandados são cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e nas cidades paulistas de Barueri e Cotia. O objetivo é reunir provas, dimensionar a extensão dos fatos investigados e preservar recursos públicos.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram suposta tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nº 01/2025, instaurada para investigar possíveis irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncia encaminhada pelo Ministério Público sobre suposta oferta de vantagem indevida para influenciar integrantes da CPI, além de indícios de irregularidades na execução de contratos de gestão da unidade hospitalar.

Entre os fatos apurados estão suspeitas de pagamentos por serviços não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores ligados à administração do hospital.

De acordo com a Deccor, os elementos reunidos até o momento apontam, em tese, para a prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, sem prejuízo da apuração de outros delitos no decorrer das investigações.

A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), das delegacias de Arenápolis e Campo Novo do Parecis, além da Polícia Civil de São Paulo.

O nome da operação, Silêncio Comprado, faz referência à denúncia de suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, fato que originou a investigação.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio da Operação Pharus, voltada ao combate de grupos criminosos no estado.

(Assessoria PJC-MT)

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