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Circuito Rural

Evento internacional no MT, escritório na China e lista de exóticos são destaques

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O Circuito Rural desta semana traz como destaque o Congresso Mundial da Carne, evento internacional realizado em Cuiabá e que reuniu representantes de 20 países.

O autor da coluna, jornalista Olmir Cividini, ressalta que foi a primeira vez que o evento aconteceu no Brasil. Segundo ele, nada mais justo que tenha sido em Mato Grosso. “Afinal, o estado não apenas abriga o maior rebanho bovino do país — 32 milhões de cabeças — como também se destaca nas cadeias de suínos e aves. É proteína que não acaba mais”, observa.

Na pauta do evento, três grandes desafios: sanidade e bem-estar animal, questões alfandegárias — que vão da fiscalização à tributação — e, também, o tema que nunca fica de fora: as questões ambientais.

Cividini destaca, ainda, temas relacionados às exportações. Notícia que chamou atenção essa semana é que Mato Grosso vai ter, agora, um endereço fixo na China. O governo do Estado vai inaugurar um escritório da Invest MT, durante a Feira Internacional de Importação, em Xangai, no gigante asiático.

Finalizando a edição do Circuito Rural dessa semana, Olmir Cividini comenta sobre a polêmica criada pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), ligada ao Ministério do Meio Ambiente. O órgão atualizou a lista de espécies exóticas invasoras e o resultado causou rebuliço. “Tilápia e camarão entraram na lista e, pasme: também estão lá a braquiária (base das nossas pastagens), o pinus e o eucalipto, dos nossos reflorestamentos”.

Para ouvir o Circuito Rural na íntegra, clique abaixo:

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Circuito Rural

Mato Grosso lidera o ranking nacional de queimadas e acende alerta no campo

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O avanço acelerado das queimadas em Mato Grosso é a abordagem da edição desta sexta-feira (21) da coluna Circuito Rural, do jornalista Olmir Cividini, de Tangará da Serra. O fogo traz à tona um dos problemas mais graves e urgentes enfrentados pelo agronegócio nesta fase climática.

Com o registro de altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, o estado de Mato Grosso presencia um crescimento alarmante no número de focos de incêndio, liderando o ranking nacional e impondo severos desafios aos produtores rurais.

Segundo os dados apresentados por Cividini, a situação exige atenção imediata. Somente no mês de agosto, Mato Grosso contabilizou 2.239 focos de calor, contra 980 registrados no mesmo período do ano anterior, o que representa um salto expressivo de aproximadamente 130%.

Em Mato Grosso, somente em agosto já foram registrados 2.239 focos de calor.

No acumulado do ano, o estado já soma 5.780 focos de incêndio, posicionando-se no topo do ranking nacional de queimadas, à frente de estados como Tocantins e Pará . Municípios como Colniza e Nova Nazaré destacam-se entre os mais atingidos, evidenciando que o problema está pulverizado por diversas regiões do território mato-grossense.

A vulnerabilidade e o papel do produtor rural

Diante desse cenário adverso, o produtor rural figura como o principal prejudicado, amargando prejuízos incalculáveis com a destruição de pastagens, cercas, lavouras e áreas de preservação. Cividini ressalta que, além de ser a maior vítima dos incêndios, o produtor é também a primeira linha de defesa contra o fogo, sendo imprescindível que mantenha estruturas de combate prontas para uso, como aceiros limpos, equipamentos revisados e sistemas de captação de água operacionais.

Contudo, a atuação do produtor não deve se restringir apenas ao combate direto às chamas. O jornalista enfatiza a importância de adotar medidas rigorosas de proteção jurídica e documental. Como muitas vezes os incêndios têm origem fora das propriedades, o produtor deve registrar ocorrências junto ao Corpo de Bombeiros, documentar os estragos com fotos, vídeos e imagens aéreas, e buscar laudos técnicos para delimitar a área afetada. Essa postura proativa é fundamental para resguardar o agricultor e o pecuarista de eventuais responsabilizações indevidas, garantindo segurança jurídica em um momento de alta vulnerabilidade para o campo.

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