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Estelionatários são presos pela 2ª DP na Capital após aplicar golpe em SC

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Em apoio a Polícia Civil de Balneário Piçarras, Santa Catarina,  policiais da 2ª Delegacia de Polícia do Carumbé prenderam dois estelionatários envolvidos no golpe da compra de um carro, que foi anunciado no site OLX. Dois homens, sendo um que emprestou a conta para o depósito, foram presos na tarde de segunda-feira (02.07), em Cuiabá.

A vítima efetuou dois depósitos em conta-corrente do Banco do Brasil, agência da Morada da Serra, em nome do correntista Lucas dos Santos Paiva, sendo um no valor de R$ 2 mil e o segundo no valor de R$ 27 mil, totalizando R$ 29 mil o prejuízo com a falsa compra.

Uma quantia de R$ 6 mil foi bloqueada em conta-corrente, mas a maior parte do dinheiro foi sacada no mesmo dia do depósito, sexta-feira passada, 29 de junho.

Os golpistas se aproveitaram da venda de um veículo Ford/Focus Titanium, cujo proprietário e comprador moram em Santa Catarina. O verdadeiro dono do carro anunciou a venda por R$ 40 mil. Mas o anúncio que a vítima/compradora teve acesso era um preço inferior ao do mercado. O carro era oferecido por R$ 29 mil e tinha como intermediador um homem chamado de Walter Calza Neto.

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De boa fé, a vítima, interessada no automóvel, chegou a ir até a cidade de Jaraguá do Sul (SC), local onde o veículo estava para fazer conferência, mas o suspeito (suposto vendedor) não estava. Ele disse a vítima que estava recebendo o carro em pagamento de dívida e solicitou para que a vítima não mencionasse seu nome. A mesma história foi contada para o dono do veículo, que também recebeu instruções para não falar o seu nome.

O golpe foi quase consolidado em ambas partes. Mas o dono do veículo não entregou o carro ao comprador/vítima, pois o dinheiro não entrou em sua conta, embora o golpista teria recebido um falso comprovante de transferência bancária.Já a segunda vítima, compradora, ficou no prejuízo, uma vez que efetuou o depósito na conta do falsário.

Prisões – A prisão em flagrante dos dois criminosos foi realizada na tarde de segunda-feira (02) em agência do Banco do Brasil, localizada na avenida Fernando Correa da Costa. Os suspeitos Lucas dos Santos Paiva, 20, e Jonathan Wesley de Souza, 24, foram surpreendidos por policiais civis da 2ª DP da Capital, coordenados pelo delegado Richard Damasceno, no momento em que tentavam realizar saque do valor que ainda restava na conta.

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Conduzidos à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá os suspeitos foram autuados em flagrante por estelionato.

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Cobre na mira do crime: Tangará da Serra na rota dos furtos de cabos de usinas fotovoltaicas

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A expansão das usinas fotovoltaicas na zona rural criou um novo alvo para o crime organizado: os cabos de cobre utilizados nos sistemas de geração de energia solar. Em Mato Grosso, a sequência de ocorrências ganhou dimensão estadual e revelou algo mais preocupante que simples furtos oportunistas: a existência de grupos especializados, com logística, divisão de tarefas e canais para comercialização do material.

Cobre Oculto

A ação dos criminosos rendeu uma resposta contundente da Polícia Judiciária. A Operação Cobre Oculto, deflagrada em 18 de agosto pela Delegacia de Sorriso, por meio do Departamento de Roubos e Furtos (DERF) desarticulou uma estrutura organizada para atacar propriedades rurais, retirar os cabos dos sistemas fotovoltaicos e encaminhar o material para revenda na região metropolitana de Cuiabá. Sete pessoas foram presas.

Não era ação isolada

As investigações começaram a partir de um furto registrado em abril, em uma propriedade rural de Boa Esperança do Norte. A partir daí, os policiais encontraram indícios de uma atuação articulada, com divisão de tarefas entre os envolvidos. O grupo teria atuado em propriedades de Sorriso, Ipiranga do Norte, Nova Ubiratã, Boa Esperança do Norte, Campo Verde e Primavera do Leste.

A rota do cobre

Segundo os trabalhos investigativos, o material furtado abastecia um núcleo de receptação em Cuiabá. Os cabos eram retirados das fazendas e transportados para a região metropolitana, onde o material furtado era transformado em dinheiro.

Prejuízo de R$ 2 milhões

A estimativa da Polícia Civil é de aproximadamente R$ 2 milhões em prejuízos provocados pelos crimes investigados. E a conta não se limita ao valor dos cabos. Quando uma usina é atacada, há também danos à instalação, necessidade de reposição dos equipamentos, deslocamento de equipes de manutenção e interrupção da geração de energia.

Tangará entra no mapa

Dois dias depois da Cobre Oculto, em 20 de agosto, os tentáculos da quadrilha apareceram em Tangará da Serra, onde a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) prendeu quatro suspeitos em flagrante (foto acima) por envolvimento em uma série de furtos de fios de cobre no município e na região. A investigação havia identificado ocorrências especialmente em usinas de energia solar. Na abordagem de um veículo na MT-358, foram encontrados cerca de 120 quilos de fios de cobre, além de ferramentas.

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530 metros de fios

Na ação em Tangará da Serra, a Polícia Civil apreendeu aproximadamente 530 metros de fios de cobre, alicates, um enxadão e um VW Gol. Os quatro suspeitos – entre 33 e 47 anos – também foram relacionados a outros furtos, incluindo ocorrências em estabelecimento comercial, empresa, propriedade rural e unidade escolar. Para se ter ideia dos prejuízos, somente em uma propriedade rural o furto dos fios foi estimado em aproximadamente R$ 100 mil.

Por que as usinas?

Boa parte da resposta está na geografia. Muitas usinas fotovoltaicas estão instaladas em propriedades rurais, afastadas dos centros urbanos, com grandes extensões de área e poucos trabalhadores durante a noite. Para uma quadrilha especializada, isso representa tempo para agir, dificuldade de testemunhas e maior distância até uma eventual resposta policial.

O cobre é o alvo

O cobre agrega valor ao trabalho dos criminosos, já que tem considerável valor comercial e pode ser rapidamente retirado das instalações e colocado no mercado ilegal. Ou seja, para o criminoso a usina oferece uma combinação interessante: material valioso, grandes quantidades de cabos e localização que pode dificultar a vigilância.

Crime também ataca a geração

Para o proprietário, cada ataque significa muito mais que o valor do metal levado. O dano não termina quando o cabo é colocado no veículo dos criminosos. A retirada da fiação pode interromper a geração de energia e exigir reparos emergenciais, que demandam altos custos e, consequentemente, mais investimentos. Em razão dessa circunstância, a segurança patrimonial passou a integrar o planejamento de parques solares justamente porque furtos de cabos podem comprometer a operação e elevar os custos de manutenção.

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Como prevenir?

Não existe solução pronta. Usinas instaladas em áreas vulneráveis precisam combinar cercamento, iluminação, câmeras, sensores de movimento, monitoramento remoto, rondas e controle de acesso. A lógica deve ser preventiva: detectar a invasão antes que os criminosos tenham tempo para retirar grandes quantidades de cabos. Sistemas de detecção específica para violação da fiação também já são utilizados no setor.

Tecnologia e inteligência

Outro ponto importante é transformar segurança patrimonial em inteligência. Registros de veículos suspeitos, horários de movimentação, características das ocorrências e informações compartilhadas entre produtores podem ajudar a identificar padrões. A comunicação rápida com as forças de segurança também é fundamental. Em áreas rurais, minutos podem fazer diferença entre a invasão e a fuga.

Reação necessária

A mensagem para os proprietários de usinas é objetiva: não esperar o primeiro furto para instalar segurança. Se a estrutura está em local isolado, o risco deve ser considerado desde o projeto. A expansão da geração solar precisa vir acompanhada de investimento proporcional em proteção patrimonial. A prevenção tende a custar muito menos que a reconstrução de uma instalação depois de uma ação criminosa.

Não é só Mato Grosso

Mato Grosso não está sozinho nesse problema. Em abril, a Polícia Civil do Paraná prendeu dez homens em Toledo por furto de cabos de cobre e apontou aproximadamente 20 ocorrências semelhantes em usinas solares da região. O caso mostra que o crime acompanha a expansão da geração fotovoltaica também em outros estados.

Alerta

O que chama atenção em Mato Grosso é a velocidade com que esse tipo de crime parece ter encontrado espaço. Primeiro, aparecem os furtos. Depois, surge a especialização. Em seguida, a logística, a divisão de tarefas e os receptadores. A Cobre Oculto mostrou que a polícia já identificou parte dessa engrenagem. A prisão de quatro suspeitos em Tangará, dois dias depois, demonstra que essa nova manobra criminosa já é conhecida.

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