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Entrega de licenças fortalecerá setor de etanol e energia de biomassa em Mato Grosso

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O Governo do Estado entregou na última quarta-feira 18 licenças ambientais para 13 empresas do setor de etanol e energia, que farão investimentos em Mato Grosso. A entrega das licenças emitidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), ocorreu no Palácio Paiaguás e incluiu 9 licenças prévias, 7 licenças de instalação e 2 licenças de operação. As licenças são um dos passos necessários para que as empresas possam empreender.

As autorizações abrangem investimentos em nove municípios mato-grossenses: Vera, Várzea Grande, Nova Mutum, Sorriso, Querência, Campo Novo do Parecis, Primavera do Leste, Nova Olímpia e Lucas do Rio Verde.

“O Governo está fazendo um esforço muito grande para licenciar todas as atividades que fizeram requisições à Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Essa é uma visão estratégica para gerar empregos em Mato Grosso, para fazer esses setores investirem, movimentando a economia do Estado. É uma ação para que comecemos a construir a saída dessa crise econômica que está ocorrendo no Brasil e evitar que tenha consequências maiores para Mato Grosso”, afirmou o governador Mauro Mendes.

A entrega das licenças emitidas pela Sema ocorreu no Palácio Paiaguás e incluiu 9 licenças prévias, 7 licenças de instalação e 2 licenças de operação.

“Não podemos fazer dos empecilhos uma desculpa para deixar de realizar o que é necessário. Ganha o Estado, ganha o servidor, o cidadão. O Estado cresce, as empresas crescem, contratam mais, o Estado arrecada mais, investe mais no cidadão, na infraestrutura. A infraestrutura melhora e atrai novos investimentos, que gera novos empregos, e isso cria um ciclo virtuoso de crescimento. E é isso que queremos“, completou.

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De acordo com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, essas entregas representam o cumprimento de uma meta estabelecida pelo governador. A gestora também destacou os resultados obtidos pela Sema durante este período de pandemia do coronavírus.

“Ampliamos a nossa produtividade e atendemos a todos os setores. Foram mais de 6.700 processos analisados, em um total de mais de mil licenças e atos autorizativos emitidos pela secretaria, nesses pouco mais de 40 dias. Estamos colaborando para que o Estado continue produzindo. A secretaria funcionou a pleno vapor nesse período”, relatou.

O diretor executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado de Mato Grosso (Sindalcool), Jorge dos Santos, agradeceu o apoio que o Governo tem dado ao setor.

“O Governo do Estado, a Sema e toda a sua equipe tem feito um trabalho fantástico para o setor produtivo. Nós fomos o primeiro estado a criar uma resolução que definia claramente os critérios para licenciamento de usinas de etanol de milho. Porque o produtor já sabe, ao pedir a licença, que rumo precisa seguir, quais premissas têm que ser cumpridas”, afirmou.

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Também participaram da entrega o secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho, o presidente da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), Guilherme Nolasco, e representantes do segmento.

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Semana do Agro: Entre recordes de exportação e os reflexos da geopolítica no campo

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O cenário do agronegócio brasileiro nesta segunda semana de julho é marcado por um misto de superação produtiva e alertas ligados ao cenário internacional. No tradicional balanço do programa Momento Agrícola, o engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli traz uma análise profunda sobre os eventos que moldaram os últimos dias, desde o impacto emocional da eliminação brasileira na Copa do Mundo até as complexas engrenagens da economia de guerra no Oriente Médio.

O “Adeus” na copa e a necessidade de foco

Ao iniciar suas reflexões sobre o sentimento nacional, Arioli destaca que a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 é um momento em que “a ficha tem que cair” para o país. Afinal, embora o futebol mova paixões, o agronegócio não para e a economia real exige pragmatismo. A resiliência do setor, segundo o autor, deve servir de exemplo para que o Brasil retome o foco nas pautas produtivas e estruturantes, deixando a frustração esportiva em segundo plano diante dos desafios que a safra impõe.

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Geopolítica em chamas: o impacto da retomada da guerra

Uma simples análise do cenário internacional leva à constatação de que a volta da guerra no Irã acende um alerta vermelho para o custo de produção no Brasil. A instabilidade no Oriente Médio pressiona imediatamente as cotações do petróleo, o que reflete no preço do diesel e, consequentemente, nos fretes logísticos. Além disso, a dependência global de insumos daquela região, representa um alerta de que o produtor brasileiro deve estar atento à volatilidade dos fertilizantes nitrogenados, que podem sofrer novos reajustes caso o conflito se prolongue.

Recordes de exportação: soja e gado vivo em alta

A semana também trouxe boas notícias, com o Brasil alcançando vendas recordes de soja. A demanda global segue aquecida, consolidando a posição do país como o principal fornecedor do grão.

As exportações de gado vivo também são destaque, evidenciando a versatilidade do Brasil em atender mercados específicos que demandam animais para terminação ou abate em solo estrangeiro, garantindo a liquidez do setor pecuário nacional.

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Sustentabilidade: o novo papel das vacas europeias

Por fim, ao abordar as tendências de sustentabilidade, o autor da coluna comenta o curioso fenômeno das “vacas europeias”, que passaram do status de poluidoras a “salvadoras da pátria”. O autor das reflexões explica que a Europa começa a reconhecer o valor dos ruminantes na economia circular e na fertilização natural dos solos, reduzindo a dependência de adubos químicos. Para o colunista, essa mudança de percepção é fundamental, pois valida o que o produtor brasileiro já defende: a integração lavoura-pecuária é uma das ferramentas mais poderosas para uma agricultura de baixo carbono e alta eficiência.

Ouça o programa Momento Agrícola deste sábado, 11 de julho, clicando abaixo:

 

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