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Empresas reabrem, mas desafio é manter atividades; Advogada fala sobre o enfrentamento da crise

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Queda no faturamento de grandes corporações e ameaças ao futuro de pequenos e médios negócios. Estes são alguns dos reflexos da pandemia do novo coronavírus.

Com pouca ‘gordura’ para absorver baques econômicos, as empresas de menor porte se veem diante de uma série de desafios para se manter neste período de pandemia.

Em Tangará da Serra, parte do comércio e serviços conseguiu retornar às atividades através de decreto do poder público local flexibilizando as medidas de prevenção à epidemia. Há outros segmentos que não se enquadram no decreto, como são os casos de bares, restaurantes, hotéis, academias, escolas e outros.

Mas, a crise está aí, e é preciso enfrentá-la, com medidas austeras, contingenciamento de despesas e redução de perdas para se manter no mercado e evitar demissões. Em meio a estas e outras medidas se somam alternativas de amparo na lei e no próprio governo.

A advogada contratualista Lauren Juliê Líria Fernandes Teixeira, de Tangará da Serra, fala em vídeo publicado pelo Enfoque Business sobre os afastamentos por até 60 dias de funcionários em grupo de risco, dos subsídios do governo para esses afastamentos. A jurista tangaraense também aborda a questão da antecipação de férias (que é responsabilidade da empresa) e das linhas de financiamento com juros baixos para folha de pagamento.

Leia mais:  Amaggi confirma 40% da FS e mercado de biocombustíveis ganha novo fôlego

Assista ao vídeo clicando no link abaixo:

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Amaggi confirma 40% da FS e mercado de biocombustíveis ganha novo fôlego

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O mercado de biocombustíveis e nutrição animal no Brasil deu um passo decisivo nesta semana com a consolidação de uma das maiores movimentações societárias do ano. A Amaggi concluiu oficialmente a aquisição de 40% da FS, gigante da produção de etanol de milho, após receber o aval definitivo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). A operação, que injeta US$ 100 milhões no caixa da companhia, desenha um novo mapa estratégico para o setor produtivo nacional.

De acordo com as reflexões e registros do engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli, apresentados no programa Momento Agrícola deste sábado, essa transação não é apenas uma mudança de controle acionário, mas um movimento de integração vertical que fortalece a competitividade brasileira. Arioli destaca que a sinergia entre a capacidade de originação de grãos da Amaggi e a expertise industrial da FS cria um ecossistema robusto que beneficia desde a logística até as exportações de valor agregado.

US$ 100 Milhões e Sinergia Estratégica

A conclusão do negócio envolveu um aporte financeiro de US$ 100 milhões via emissão primária de ações, além da aquisição de participações de acionistas atuais. O objetivo central é claro: maximizar a eficiência em toda a cadeia do milho. Com a Amaggi como parceira estratégica, a FS ganha fôlego para novos ciclos de expansão, enquanto a gigante mato-grossense consolida sua posição como player indispensável na transição energética global.

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A integração promete otimizar o transporte e a originação do cereal, garantindo suprimento estável para as usinas e ampliando a oferta de DDG (grãos de destilaria), subproduto essencial para a nutrição animal. Esse fortalecimento ocorre em um momento em que o Brasil busca se firmar como o principal fornecedor de soluções de baixo carbono para o mundo.

A invasão dos genéricos e ilegais

Outro tema de destaque no balanço semanal de Ricardo Arioli é a crescente preocupação com a importação de defensivos agrícolas genéricos, oriundos principalmente da China. Embora os produtos genéricos sejam uma alternativa para a redução de custos, o setor produtivo acende um sinal de alerta sobre a eficiência agronômica dessas formulações.

O problema ganha contornos mais graves com o avanço do mercado ilegal. Registros apontam a entrada de produtos com documentação falsificada, formulações adulteradas e até defensivos completamente falsificados. Arioli alerta que o uso desses insumos coloca em risco não apenas a produtividade das lavouras, mas também a segurança jurídica e ambiental das propriedades, exigindo uma fiscalização mais rigorosa nas fronteiras e portos.

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Carbono em Pauta

Encerrando as análises da semana, o programa abordou os avanços na regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). Com a base jurídica estabelecida pela Lei nº 15.042/2024, o mercado regulado de carbono no Brasil começa a ganhar forma, prometendo transformar a sustentabilidade em um ativo financeiro tangível para o produtor rural.

A expectativa é que o sistema incentive práticas regenerativas e ofereça novas fontes de receita para aqueles que conseguirem comprovar a redução ou remoção de emissões. Para o agro, o desafio agora reside na métrica e na governança desses dados, garantindo que a preservação ambiental praticada no campo seja devidamente valorizada no mercado global.

Para ouvir as reflexões completas de Ricardo Arioli no programa Momento Agrícola deste sábado, 25 de julho, acesse o link abaixo:

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