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Meio Ambiente & Preservação

CRIME AMBIENTAL: Após recuperação de nascente, rio Queima-Pé recebe descarte de lixo

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A ignorância e irresponsabilidade de pessoas alheias ao bem comum não tem limites. Os dispositivos de contenção de água para evitar erosões e permitir infiltração de água no solo na região da nascente do rio Queima Pé, em Tangará da Serra, já virou ponto de desova criminosa de lixo.

Segundo informações repassadas à redação do Enfoque Business, no material desovado de forma criminosa há vários sacos e até recipientes (galões) que sugerem presença de material tóxico. Há, também peças de motores/equipamentos e restos de materiais elétricos.

No material desovado de forma criminosa há vários sacos e até recipientes (galões) que sugerem presença de material tóxico.

O engenheiro agrônomo e consultor ambiental Décio Elói Siebert, que coordenou os trabalhos de recuperação da nascente do Queima Pé realizados no mês de outubro, lamenta a ignorância dos autores do descarte. “É um ato de ignorância inimaginável. Além do dano ambiental e do incentivo a outras pessoas para o descarte ilegal de lixo, a decomposição deste material oferece alto risco de contaminação do lençol freático. Estas pessoas estão prejudicando a si mesmas e, claro, a população, pois está sendo contaminada a nascente do rio de onde vem a água que abastece a cidade”, disse.

Crime ambiental

O descarte ilegal deverá render, ainda hoje, boletim de ocorrência de crime ambiental a ser registrado pelo município, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMEA), e/ou pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT).

Os responsáveis pelo descarte não foram identificados, mas o material passará por perícia para apurar o tipo de substância jogada no local, bem como a possível origem dos resíduos.

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Meio Ambiente & Preservação

Queima Pé: Seguem ações de revitalização; APPs serão cercadas com recursos da ANA

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A área de cabeceiras do rio Queima Pé, em Tangará da Serra, recebeu novos trabalhos ontem (terça, 23), dentro do programa de revitalização do manancial. Os trabalhos, coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), consistiram no plantio de mudas de espécies nativas, desobstrução do curso d’água e adequações de estradas.

Ação ambiental-educativa: Alunos de escolas municipais colaboraram no plantio de mudas.

O plantio de espécies nativas envolveu alunos do ensino fundamental das escolas municipais José Nodari e Décio Burali, pela manhã e à tarde, esgotando o estoque de 1.500 mudas fornecidas pela usina de álcool e açúcar uisa Bioenergia, que começaram a ser implantadas semana passada. Com isso, além do aspecto ambiental, o trabalho agregou valor educativo.

Quanto aos trabalhos de desobstrução do leito do rio, foram necessários para regularizar o curso das águas que vertem da nascente em direção ao seu leito original. Já as adequações de estradas consistem, em lombadas e valas de escoamento de águas pluviais para caixas de captação para evitar enxurradas e erosões.

Caíque, do IPAC, explica trabalhos de desobsrução do leito do rio.

As ações foram coordenadas pelos agrônomos Décio Siebert e Caíque Benedetti; pelo estagiário da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT), Vinícius Baggio; pelos representantes da empresa Bioma Solução Ambiental, Alevino Cândido de Lima e José Neto, e pela voluntária Letícia Zílio.

Cercamento de APPs

Outro trabalho de relevância que será realizado no rio Queima Pé envolverá todo o curso do da parte alta na microbacia (5.417 hectares), que compreende a área de influência direta sobre a Estação de Captação, Tratamento e Distribuição de Água (ETA).

Trabalhos de controle de enxurradas e erosões em estradas integram os trabalhos.

Estas ações, coordenadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMEA), envolverão recursos na ordem e R$ 768.776,60 mil, sendo R$ 632.082,72 oriundos da Agência Nacional de Águas (ANA) e R$ 136.693,88 mil a título de contrapartida do município.

Segundo o titular da SEMMEA, secretário Magno César Ferreira, os recursos serão destinados ao cercamento de áreas de preservação ambiental (APPs) ao longo do curso do rio e, também, a trabalhos de recuperação e conservação ambiental (PRAD – Programa de Recuperação de Áreas Degradadas), através de empresa contratada via certame licitatório.

Os recursos já estavam na conta do município e estavam parados por questões burocráticas relacionadas a acordos com os proprietários das áreas onde as ações serão implementadas. Com a assinatura da ordem de serviço pelo prefeito Vander Masson, na manhã de ontem, os trabalhos poderão ser, enfim, realizados.

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