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Conselho Nacional do MP abre procedimento para apurar ‘vale covid’ do MPE

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O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu abrir procedimento contra o Ministério Público do Estado de Mato Grosso por conta do auxílio saúde, também chamado de ‘vale covid’, instituído pelo órgão aos promotores e servidores. O CNMP ficou sabendo do auxílio pago em Mato Grosso pela imprensa e o conselheiro Valter Shuenquener de Araújo (foto acima) pediu para apurar o pagamento. O ‘vale covid’ custará R$ 8.160 milhões por ano.

Aos promotores e procuradores de Justiça, o valor pago será R$ 1 mil e aos demais servidores o valor de R$ 500. 249 membros do MP estão aptos para receber e outros 862 servidores do órgão receberão a bonificação no salário. Porém, o vale não é novo, foi aprovado em 2012, mas só agora houve a regulamentação disseram os deputados estaduais na Assembleia Legislativa.

“Como é cediço, o Brasil e o mundo passam por uma grave crise sanitária e econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus. Nesse contexto, não me parece minimamente razoável, no atual cenário de crise mundial, a elevação de dispêndios públicos pelo órgão ministerial, mediante a criação de indenização a membros e servidores do Parquet”, disse Valter na abertura do procedimento.

Leia mais:  Iphan realiza vistoria em áreas de interesse arqueológico de comunidades quilombolas

Segundo Valter, é preciso apurar a juridicidade da referida verba indenizatória, à luz dos princípios da proporcionalidade, moralidade e transparência, para ele é necessária a autuação de Procedimento de Controle Administrativo, nos termos do art. 123 do regimento interno do Conselho Nacional do Ministério Público, haja vista a eventual violação de princípios estabelecidos no artigo 37 da Constituição Federal.

“Tendo em vista a urgência e os impactos negativos que o ato poderá causar, entendo conveniente a análise urgente sobre o cabimento da suspensão imediata do ato que implementa o pagamento da rubrica em questão, medida que poderá ser sopesada, liminarmente, pelo Relator, nos termos do art. 126, parágrafo único, do RI/CNM”, destacou Valter.

(Fonte: Gazeta Digital)

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Iphan realiza vistoria em áreas de interesse arqueológico de comunidades quilombolas

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Uma equipe técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) percorre nesta semana a região de Porto Estrela e Barra do Bugres, no oeste-sudoeste de Mato Grosso, para uma agenda de fiscalização relacionada a pesquisas e sítios arqueológicos existentes na área. O foco da atividade envolve territórios tradicionalmente ocupados por comunidades quilombolas.

A atuação do Iphan é voltada ao acompanhamento de pesquisas arqueológicas autorizadas pelo órgão. Entre os locais de interesse está o sítio arqueológico Laje de Pedras, situado em área tradicionalmente ocupada por comunidades quilombolas da região.

A atividade ocorre no contexto da Portaria nº 79/2026, publicada em agosto no Diário Oficial da União, que autoriza ou renova projetos de pesquisa arqueológica em diferentes estados, entre eles Mato Grosso. As autorizações estabelecem condições para a realização dos trabalhos e permitem ao Iphan acompanhar e fiscalizar a execução das pesquisas.

(*) Veja a Portaria 79/2026: PORTARIA 79 2026 – IPHAN

Nos trabalhos de campo, os técnicos verificarão as condições dos locais pesquisados e o cumprimento das exigências estabelecidas para as atividades arqueológicas, além de observar aspectos relacionados à preservação do patrimônio arqueológico.

Território quilombola sofre com problemas ambientais, pressão de posseiros e pesca predatória.

A presença da equipe ocorre em uma região que reúne comunidades tradicionais e áreas de interesse histórico e arqueológico que remontam ao período pré-colonial. As comunidades quilombolas também enfrentam outros problemas, entre eles queimadas, dificuldades relacionadas à produção agrícola e questões de saúde. A região registra ainda ocorrências de pesca predatória, como a registrada no rio Jauquara em julho, além de conflitos internos e relatos de pressão de posseiros sobre territórios tradicionalmente ocupados.

Leia mais:  Iphan realiza vistoria em áreas de interesse arqueológico de comunidades quilombolas

A fiscalização do patrimônio arqueológico integra as atribuições do Iphan, que acompanha pesquisas autorizadas e adota medidas destinadas à proteção dos sítios arqueológicos. A legislação brasileira estabelece proteção específica para esses bens, independentemente de eventual processo de reconhecimento ou tombamento.

A expectativa é que, após o retorno da equipe de campo, o Iphan realize uma reunião por meio virtual com representantes das comunidades para apresentar os resultados da fiscalização e esclarecer dúvidas sobre os procedimentos relacionados às pesquisas arqueológicas e à proteção do patrimônio existente na região.

(*) Abaixo, vídeo de pesca predatória na localidade.

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