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Infraestrutura & Logística

Concessão da BR-163 ao Governo do Estado deve ter contrato assinado em janeiro

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O Governo do Estado de Mato Grosso deverá assumir oficialmente a gestão da BR-163 em janeiro de 2023. A previsão é do próprio governo, que aguarda a formalização para dar início às primeiras obras para a duplicação da BR-163 ainda no primeiro semestre do ano.

A transferência do controle da rodovia que estava sob responsabilidade da concessionária da Rota do Oeste acontecerá por meio da MT Participações e Projetos – MT Par –, que responderá pelo trecho entre a divisa com Mato Grosso do Sul e o município de Sinop.

Em dezembro, o estado conseguiu destravar junto aos bancos credores renegociação de uma dívida de R$ 920 milhões, contraída pela Rota do Oeste ao longo dos anos de concessão. A previsão é que o governo invista cerca de R$ 1,2 bilhão já nos primeiros dois anos.

Governo que iniciar obras de duplicação já a partir da assinatura do contrato, em janeiro.

Dos mais de 800 quilômetros de rodovia que ligam Mato Grosso de norte a sul, a Concessionária Rota do Oeste, que detinha o controle da BR-163 desde 2013, se comprometeu em duplicar 450 quilômetros de estrada. Entretanto, apenas 120 quilômetros foram entregues.

A BR-163, principal rota de escoamento da produção agropecuária de Mato Grosso, é conhecida nacionalmente como a “Rodovia da Morte”, diante do grande número de acidentes que ocorrem diariamente no trecho.

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“Apesar de ser uma rodovia federal, quem sofre as consequências da BR-163 somos nós, mato-grossenses, e é nosso papel agir frente a esses problemas. O estado não poderia continuar vendo essas mortes e não fazer nada, por isso buscamos essa solução pioneira, que vai trazer as obras já no próximo ano”, disse à Imprensa o governador Mauro Mendes.

Em oito anos

Assinado em 04 de outubro desse ano entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Concessionária Rota do Oeste (CRO), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi um dos passos iniciais para a transferência da administração e obras da BR-163 para o governo estadual, via MT Par.

O TAC foi assinado também pelo ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, presidente em exercício do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas.

A execução das obras e a conclusão integral de todos os investimentos está prevista para oito anos.

Modelo

A proposta de Mato Grosso é considerada “ousada” em nível nacional e poderá inspirar outros estados a assumir gestões de rodovias federais que passam por problemas semelhantes em concessões. É o caso da BR-101 no Espírito Santo.

No início de dezembro, durante o 10º Encontro Folha Business – Retrospectiva de 2022 e Perspectivas para 2023 -, em Vitória, o senador e vice-governador eleito do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, revelou que o estado estuda implementar a mesma solução adotada pelo governador Mauro Mendes.

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“Nós temos um problemão para resolver aqui e com a relicitação vai demorar não sei quantos anos para a retomada desta obra. O que nos facilita é o caminho percorrido por Mato Grosso. Estamos tentando caminhar tendo como referência essa iniciativa bandeirante do estado de Mato Grosso, para nos iluminar e nos ajudar”, comentou Ferraço.

Dinheiro do Fethab

Neste mês de dezembro, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT – aprovou a destinação de crédito adicional suplementar no valor de R$ 1 bilhão ao MT Par. O valor consta no projeto de lei e visa atender as despesas de transferência de controle acionário da concessão da BR-163 no estado. (Leia matéria publicada pelo Enfoque Business sobre o tema)

Aprovado pela ALMT, novo Fethab inclui MT Par, agricultura familiar e assistência social

Conforme o governo estadual, em mensagem encaminhada para a ALMT, o reforço orçamentário será viabilizado por conta de incorporação de excesso de arrecadação da fonte 100, fonte 196 e fonte 396.

Além disso, foi aprovada a destinação de 10% do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para a MT Par investir na duplicação da BR-163.

(Redação EB, com informações de Canal Rural)

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Primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual será inaugurado neste sábado

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Neste sábado, 20 de junho, será inaugurado em Dom Aquino o primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, considerada a primeira ferrovia construída a partir de autorização de um governo estadual no Brasil. O empreendimento representa um marco para a infraestrutura logística do Estado e promete fortalecer a competitividade do agronegócio mato-grossense nos mercados nacional e internacional.

A cerimônia ocorrerá às margens da BR-070, onde foi implantado o terminal multimodal que passa a desempenhar papel estratégico no novo corredor logístico estadual. O local funcionará como ponto de integração entre os modais rodoviário e ferroviário, recebendo cargas transportadas por caminhões para posterior embarque nos trens.

Com a entrada em operação do terminal, Dom Aquino assume posição de destaque na logística de Mato Grosso. A cidade sediará uma das principais estruturas da nova malha ferroviária, transformando uma região tradicionalmente agrícola em importante centro de distribuição e escoamento da produção.

Novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano.

O trecho inaugural possui aproximadamente 162 quilômetros de extensão e liga Rondonópolis ao terminal instalado em Dom Aquino. A obra integra a primeira fase da Ferrovia Estadual, que demandou investimentos da ordem de R$ 5 bilhões e é considerada atualmente um dos maiores projetos privados de infraestrutura logística em execução no país.

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Quando totalmente concluída, a ferrovia terá cerca de 743 quilômetros de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e contando ainda com um ramal estratégico para Cuiabá.

O novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura definitiva deverá ser concluída no segundo semestre de 2026, ampliando significativamente a capacidade de escoamento da produção agrícola estadual.

A chegada dos trilhos a regiões mais próximas das áreas produtoras é uma reivindicação histórica do setor produtivo. Desde a implantação da Ferronorte em Rondonópolis, em 2013, produtores rurais, empresários e lideranças políticas defendiam a expansão da malha ferroviária para o médio-norte do Estado, reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência no transporte de cargas.

Além dos benefícios econômicos, o projeto também é apontado como importante aliado da sustentabilidade ambiental. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o transporte ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono quando comparado ao modal rodoviário, contribuindo para uma logística mais limpa e eficiente.

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Na mesma linha, a vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, destaca que a expansão ferroviária fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e amplia a capacidade de conexão das cadeias produtivas aos mercados internacionais. Para ela, os trilhos representam uma solução de longo prazo que alia eficiência, segurança e redução das emissões de carbono.

A inauguração deste primeiro trecho simboliza o início de uma nova etapa para a infraestrutura de transportes de Mato Grosso, consolidando o Estado como um dos principais corredores logísticos do agronegócio nacional.

(Fotos Rumo Logística e reprodução Web)

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