TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Meio Ambiente & Preservação

Complexo de usinas do Juba participou do projeto Preserve o Rio Sepotuba, no último domingo

Publicado em

Entre as empresas que participaram da 17ª edição do projeto “Preserve o Rio Sepotuba”, o Complexo Hidrelétrico Juba esteve presente. Formado pelas UHEs Juba I e II e PCHs Graça Brennand e Pampeana, os empreendimentos implantados no rio Juba (maior afluente do rio Sepotuba) transformam a força das águas em energia elétrica para consumo na região e envio ao SIN (Sistema Interligado Nacional).

As UHEs foram representadas no evento por uma equipe própria de profissionais e um barco motorizado. Assim como as outras 44 embarcações, navegaram por 23 quilômetros no Sepotuba, entre as localidades de Marechal Rondon e Nova Fernandópolis, recolhendo lixo e entulhos acumulados nas margens do rio.

Ação resultou em 2.080 quilos de lixo e entulhos retiradas das margens do rio.

Ao final, o material coletado por todos os participantes somou a 2.080 quilos, segundo a direção do Rotary Club Tangará da Serra Centro, entidade promotora do evento. Além da retirada de entulhos, houve plantio eólico com balões biodegradáveis e de mudas de espécies nativas, além de arremesso de bolotas de argilas com sementes, ao logo do percurso. (Abaixo, atuação dos representantes de Juba no evento)

Para a administração dos empreendimentos, “foi um dia muito feliz para o rio Sepotuba”. Na área dessas usinas são realizadas práticas visando a preservação a partir de uma lógica rigorosamente seguida não somente por respeito ao meio ambiente, mas, também, para assegurar a eficiência na geração de energia. “Dependemos do rio para gerar energia. Um rio com boa vazão, com as matas ciliares preservadas e sem sofrer assoreamento é ponto chave para a nossa produtividade nas usinas”, diz o engenheiro Fábio de Castro e Souza, gerente regional da Brennand Energia, companhia responsável pelos empreendimentos.

Fábio elogiou o trabalho rotariano para limpeza do rio Sepotuba. “É um projeto que tem de ser permanente e nós, da Brennand Energia, aprovamos e aplaudimos iniciativas como essa, voltadas à preservação dos nossos recursos hídricos”, disse o engenheiro.

Preservação

No Complexo Hidrelétrico existem vários hectares de mata nativa preservados pelas usinas da Brennand, que também mantêm suas matas ciliares (APPs – Áreas de Preservação Permanente) preservadas no entorno dos seus reservatórios. O local com cerca de 10.000 mil hectares bem preservados, acolhe animais e aves apreendidas em ações de fiscalização de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em todo o perímetro, são vedadas a caça e a pesca.

Empreendimentos recebem visitação de estudantes e outros segmentos da sociedade.

Além destas matas, as usinas promovem ações de recuperação em locais antropizados dentro das suas propriedades. Estes locais foram recompostos através de programas de recuperação de áreas degradadas (PRAD). “São ações que desenvolvemos logo após a implantação das usinas, com o objetivo de recompor com espécies nativas aquelas áreas utilizadas durante a implantação das usinas, bem como, àquelas anteriormente antropizadas”, esclarece o engenheiro ambiental da companhia Renato Nogueira.

Empreendimentos promovem trabalho permanente de conscientização com morador das proximidades.

Outras ações que os empreendimentos promovem regularmente através do quadro de funcionários consistem na limpeza de seus reservatórios e dos trechos de rios e córregos nas áreas anexas. Com essas práticas os empreendimentos já colhem frutos através de ações de conscientização ambiental (visitas aos empreendimentos, distribuição de panfletos, entre outras…) principalmente aos usuários e circundantes próximos.

Em suas instalações, anualmente, alunos de escolas dos municípios próximos são recebidos para visitas em todos os locais (casa de força, vertedouro, canais, reservatório, APPs, entre outros…). É durante esses eventos que os alunos recebem informação sobre os empreendimentos, os quais são responsáveis pela geração de energia limpa e renovável, além de observarem a importância e o cuidado desses empreendimentos com o meio ambiente, por meio da proteção de rios, matas e a fauna silvestre.

Momento da abertura dos trabalhos no Sepotuba, no último domingo.

Comentários Facebook
Advertisement

Meio Ambiente & Preservação

Força-tarefa realizará trabalhos de correção de erosão subterrânea na aldeia do Formoso

Published

on

O processo erosivo subterrâneo que causou o colapso do solo na área de cabeceira do córrego Bonitinho, na Aldeia Indígena do Formoso, em Tangará da Serra, motivará a mobilização de uma força-tarefa para sua correção, com ações divididas em duas fases.

A estratégia para a correção foi definida na semana passada, após vistoria na área afetada e em acompanhamento com a comunidade indígena local. Os trabalhos, propostos em reunião com os moradores, serão coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), com anuência da Associação Haliti/Paresi, entidade representativa do povo indígena da localidade.

Ações para recuperação contam com anuência da comunidade do Formoso, expressa em reunião na última quinta-feira (30).

A reunião, coordenada pelo presidente do IPAC, Décio Eloi Siebert, e pelo representante da Associação Haliti/Paresi, Geovani Kezo, contou com a presença de membros da Brigada de Combate a Incêndios Florestais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Sepotuba.

Erosão provocou colapso do solo na Aldeia do Formoso, nas cabeceiras do córrego Bonitinho.

Com base no diagnóstico preliminar realizado, ficaram definidas ações em duas etapas. A primeira (Fase 1) será emergencial, com o objetivo de conter o processo erosivo por meio do plantio de cordões de gramínea “vetiver” e de mudas nativas no entorno da área afetada.

Geovani Kezo, da Associação Halitinã, participa da coordenação dos trabalhos.

Na “Fase 2” será implantado um sistema de drenagem subterrânea (imagem abaixo) para solucionar o problema de “piping”, que causou a erosão e o colapso do solo no local. Esta fase também incluirá a implantação de um sistema de restauração ecológica, com a construção de paliçadas no interior da área erodida para conter as águas pluviais e o plantio de mudas de vetiver, espécies nativas e bambu.

A força-tarefa contará com a equipe do IPAC, membros da comunidade indígena local, SEMA, CBH, além da participação de propriedades rurais vizinhas e apoio de instituições. Os trabalhos serão realizados predominantemente de forma manual, devido à fragilidade do solo na região da Aldeia do Formoso, não contando, portanto, com maquinário pesado.

Para custear as atividades operacionais, insumos, ferramentaria e outros itens necessários, serão captados recursos junto aos setores público e privado. A operação será comunicada ao Ministério Público.

Processo erosivo

O processo erosivo foi identificado após o afundamento (depressão) de uma área na cabeceira do córrego Bonitinho, afluente do rio Formoso, um dos principais da bacia do rio Sepotuba.

A falha no solo foi causada por um fenômeno erosivo conhecido como “piping” (imagem acima), um tipo de erosão interna do solo, causada pelo escoamento subterrâneo concentrado de água, que remove partículas finas do interior do maciço, formando canais tubulares (pipes) sob a superfície. Esse fenômeno ocorre principalmente em solos arenosos (como o da TI Formoso), silto-arenosos ou argilosos estruturados.

O processo erosivo tem causado o carreamento de sedimentos que estão assoreando a gruta que abriga a nascente do córrego Bonitinho (foto abaixo).

Do ponto de vista ambiental, a continuidade desse processo ameaça a estabilidade do solo, acelera a degradação da paisagem e compromete a qualidade da água disponível no entorno. O assoreamento da gruta pode, também, causar alterações irreversíveis no regime hídrico e afetar a biodiversidade associada ao microambiente local.

Sob a perspectiva sociocultural, a gruta possui valor simbólico, histórico e espiritual para o povo indígena, abrigando inscrições rupestres que podem datar de 8.000 anos (foto abaixo), o que a torna um local de importância arqueológica, histórica e científica única na região.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana