TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Economia & Mercado

Comparativo: Emprego desacelera no início de 2026, mas saldo segue positivo

Publicado em

Pelos dados do Ceged, o comparativo entre os dois primeiros meses de 2025 e de 2026 indica uma desaceleração no ritmo de geração de empregos formais, em linha com o comportamento nacional. Ainda assim, o saldo permanece positivo, mantendo a trajetória de crescimento do mercado de trabalho.

A principal mudança está na composição das vagas. Enquanto em 2025 houve expansão mais distribuída entre os setores, o início de 2026 mostra maior dependência dos serviços, com retração pontual da agropecuária, influenciada pela sazonalidade das atividades no campo.

Nos municípios, o movimento também se reflete de forma distinta. Cidades com economia mais diversificada sustentam resultados positivos, enquanto regiões com maior peso do agronegócio apresentam oscilações no curto prazo.

Apesar disso, os dados não indicam reversão de tendência, mas sim um ajuste no ritmo de crescimento, comum no início do ano.

Leitura Macroeconômica: Por que o início de 2026 é mais fraco que 2025?

A desaceleração na geração de empregos formais no primeiro bimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, pode ser explicada por um conjunto de fatores macroeconômicos e setoriais, que atuam de forma combinada sobre o mercado de trabalho.

Leia mais:  Agro vive debate sobre a exportação de animais vivos e o fechamento da safra de milho

1. Política monetária restritiva

O Brasil ainda opera sob efeitos de juros elevados definidos pelo Banco Central do Brasil.

Impactos:

  • Crédito mais caro
  • Menor consumo
  • Redução do ritmo de investimentos

Consequência: As empresas contratam com mais cautela

2. Perda de fôlego do consumo

Após um 2025 mais aquecido, o início de 2026 tende a apresentar:

  • Normalização do consumo das famílias
  • Menor impulso de renda extraordinária
  • Ajuste pós-expansão

Setor mais afetado:

  • Comércio (como já aparece em alguns municípios)

3. Sazonalidade mais intensa da agropecuária

No caso de Mato Grosso, esse fator é decisivo.

Diferença chave:

  • 2025 (acumulado): agro contribuiu positivamente
  • 2026 (início): agro aparece com saldo negativo

Explicação:

  • Encerramento de contratos temporários
  • Fim de ciclos produtivos

Isso reduz o saldo no curto prazo, mesmo com o setor saudável

4. Base de comparação elevada (efeito estatístico)

2025 foi um ano de forte geração de empregos.

Isso cria um efeito importante:

  • Fica mais difícil manter o mesmo ritmo no ano seguinte
Leia mais:  Feira Ponta de Estoque abre com descontos de até 50% em Tangará da Serra

Em economia, Isso é chamado de “base alta de comparação”

5. Mudança na composição do crescimento

Os dados mostram uma transição:

  • Menor peso da agropecuária no curto prazo
  • Maior protagonismo dos serviços

Interpretação: Crescimento mais urbano e menos homogêneo regionalmente

Síntese macroeconômica

A desaceleração observada no início de 2026 não indica enfraquecimento da economia, mas sim:

  • Ajuste após um período de crescimento forte
  • Impacto de juros elevados sobre a atividade
  • Mudança no ciclo da agropecuária
  • Reacomodação do mercado de trabalho

Visão geral

A diferença entre os dois períodos reflete menos uma perda de dinamismo da economia e mais uma combinação de fatores conjunturais, como o impacto dos juros elevados, a sazonalidade da agropecuária e a base elevada de comparação, resultando em um ritmo mais moderado, porém ainda positivo, na geração de empregos formais.

Comentários Facebook
Advertisement

Economia & Mercado

Inadimplência recorde e novos marcos regulatórios: o balanço do agronegócio em agosto

Published

on

O agronegócio brasileiro atravessa um momento de intensas transformações e desafios estruturais neste início de agosto. Conforme destaca o engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli, autor das reflexões e registros do programa Momento Agrícola deste sábado, o setor produtivo enfrenta uma tempestade perfeita caracterizada pela inadimplência recorde, margens estreitas e um cenário macroeconômico de incertezas. Arioli ressalta que o crescimento vertiginoso dos índices de atrasos nos pagamentos, que saltaram mais de nove vezes no intervalo de apenas três safras, é o reflexo direto de custos de produção elevados e uma política de juros que ainda sufoca o reinvestimento no campo.

A crise de liquidez, desencadeada por safras frustradas em regiões estratégicas e pela queda nos preços das principais commodities, é agravada por uma taxa Selic que, apesar do recente corte, permanece em patamares considerados proibitivos para a sustentabilidade financeira do produtor. Nesse contexto, a sanção de novas legislações e as movimentações do Banco Central tornam-se o centro das atenções para quem planeja o próximo ciclo produtivo.

A sanção da lei 15.485 e o novo controle dos fretes

Um dos marcos regulatórios mais importantes da semana foi a sanção da Lei nº 15.485/2026, que estabelece o controle rigoroso e o uso do piso mínimo de fretes fixado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A nova legislação, originada da MP 1.343/2026, visa dar maior previsibilidade e segurança jurídica aos caminhoneiros e transportadoras, proibindo a prática de valores inferiores à tabela oficial e prevendo multas severas para o descumprimento.

Leia mais:  Inadimplência recorde e novos marcos regulatórios: o balanço do agronegócio em agosto

Para o agronegócio, que depende fortemente da logística rodoviária para o escoamento da produção, a medida traz um misto de proteção ao elo transportador e preocupação com o aumento dos custos logísticos. A lei garante reajustes automáticos sempre que o preço do óleo diesel oscilar, o que exige do produtor rural uma gestão ainda mais fina dos custos de comercialização.

Economia sob pressão: selic a 14% e dívida pública em alta

No cenário macroeconômico, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, reduzindo a Selic para 14% ao ano. Entretanto, a medida foi recebida com desconfiança pelo setor produtivo. Em suas reflexões, Ricardo Arioli aponta que a redução é insuficiente para alterar o panorama de endividamento e estimular a economia real, mantendo o Brasil com um dos maiores juros reais do mundo.

Outro dado que acende o alerta é a dívida bruta do país, que atingiu a marca de 80% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse nível de endividamento público limita o espaço para políticas de incentivo e subsídios ao crédito rural, pressionando o governo a manter juros elevados para controlar a inflação, criando um ciclo vicioso que atinge diretamente o caixa das propriedades rurais.

Leia mais:  Entregadores ganham nova opção de crédito para motos e bicicletas elétricas

Indicadores Econômicos – Agosto 2026:

Entrevistas técnicas: jardinagem, sementes e gestão de pessoas

O segundo bloco do Momento Agrícola trouxe discussões técnicas essenciais para a profissionalização do setor:

  • Jardinagem e paisagismo: Milton Braida detalhou os preparativos para o Encontro Nacional de Jardinagem (ENJAR), destacando como o setor tem se integrado à arquitetura urbana e ao bem-estar no campo.
  • Tecnologia em sementes: Fernando Henning, da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates), trouxe as novidades do Congresso Brasileiro de Sementes, focando na qualidade fisiológica e nos avanços genéticos que garantem o vigor das lavouras.
  • Gestão de pessoas: Guto Zanata, da SerHumano Profissional, abordou a importância da liderança e da retenção de talentos no agro. Em um momento de crise financeira, a gestão eficiente do capital humano torna-se um diferencial competitivo para reduzir desperdícios e aumentar a produtividade.

Leia mais: Celebração e Crítica: Dia do Agricultor marca balanço de recordes e desafios na política setorial

Para ouvir as reflexões completas de Ricardo Arioli no programa Momento Agrícola deste sábado, 08 de agosto, acesse o link abaixo:

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana