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Com R$ 1,7 bi do BNDES, Energisa prepara investimentos no MT; Tangará aguarda melhorias

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O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou o financiamento de R$ 1,7 bilhão para investimentos nas nove distribuidoras do Grupo Energisa. A operação será destinada para melhoria do serviço em 11 estados e 863 municípios entre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Paraíba, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Sergipe, Acre, Rio de Janeiro e Rondônia.

A operação de Mato Grosso receberá a maior parte dos recursos anunciados pelo BNDES, cerca de R$ 395 milhões. Somente esse ano a Energisa realizará no estado investimentos de R$ 1,2 bilhão.

O aporte é recorde desde a chegada da Energisa no estado, em 2014. Quase metade desse montante será aplicado na expansão das redes e das subestações para suportar o crescimento do mercado, bem como na melhoria do desempenho do sistema elétrico urbano e rural.

Somente esse ano a Energisa realizará no estado investimentos de R$ 1,2 bilhão.

Destaque para a construção de sete novas subestações – uma delas em Tangará da Serra, programada para 2027 – que serão incorporadas ao sistema elétrico da empresa e para ampliação de capacidade de outras 24 subestações.

Entre construção e ampliação, os investimentos em infraestrutura elétrica possibilitarão um crescimento da ordem de 25% da demanda de energia do estado.

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“O apoio de R$ 1,76 bilhão do BNDES ao Grupo Energisa demonstra. o papel estratégico do financiamento público na promoção do desenvolvimento, com impacto positivo na condição de vida dos brasileiros e brasileiras, por meio de melhorias significativas na distribuição de energia elétrica”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ao confirmar financiamento.

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No início de novembro do ano passado, a Energisa anunciou em Tangará da Serra, durante reunião com vereadores e representantes do poder Executivo e do setor empresarial, investimentos no sistema de distribuição de energia do município no curto e médio prazos.

A concessionária afirmou naquela oportunidade, através dos seus representantes, que para esse ano, ainda neste mês de junho, há programação da instalação de um novo transformador de 10 MVA na subestação localizada no Jardim Goiás (foto acima), reforçando o sistema hoje dotado de dois transformadores, que juntos somam 60 MVA. Leia matéria sobre o assunto, na sequência.

Energisa: Cidade ganhará novo transformador em junho; nova subestação prevista para 2027

No médio prazo (em 2027), a empresa terá a construção de uma nova subestação de 25 MVA, o que representará um acréscimo de quase 50% da capacidade atual do sistema disponibilizado na cidade. O anúncio dos investimentos foi uma resposta da concessionária às cobranças das autoridades e comunidade locais às falhas no fornecimento de energia ocasionadas pela forte onda de calor que se abateu em todo o estado nos últimos quatro meses do ano passado, com extremos de temperaturas verificados no mês de outubro.

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Além dos R$ 1,2 bilhão já anunciados para Mato Grosso, serão investidos mais de R$ 600 mil em projetos.

Atualmente, a Energisa Mato Grosso atende a aproximadamente 1,65 milhões de clientes, divididos em 141 municípios e emprega mais de 2.700 colaboradores próprias, com a expectativa de ampliação desse quadro e o de terceiros. A estimativa é de que, até o fim do ano, mais de 600 novos colaboradores sejam formados e estejam aptos para trabalharem nas equipes de campo, com foco na manutenção das redes elétricas. Prevenindo grandes impactos no sistema, como o caso da vegetação na rede.

A Energisa controla 22 concessões no setor de energia elétrica no país, sendo nove distribuidoras e 13 transmissoras, espalhadas em uma área equivalente a 24% do território brasileiro. Ao todo, mais de 20 milhões de consumidores são atendidos pelas distribuidoras da Energisa nessas regiões.

(Redação EB, com informações de Folhapress)

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Uso de bicicletas elétricas e despreparo de condutores acendem alerta no trânsito

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O crescimento do uso de bicicletas elétricas nas cidades tem levantado preocupações entre os poderes e autoridades de segurança pública de Tangará da Serra. A ausência de regulamentação específica e o comportamento de parte dos condutores representam riscos de acidentes, tanto para quem utiliza esse tipo de veículo quanto para outros usuários das vias.

Entre as principais irregularidades observadas estão a condução por pessoas sem qualquer tipo de habilitação ou preparo técnico, o desrespeito às normas de trânsito — como circulação na contramão, avanço de sinal vermelho e uso indevido de faixas de pedestres —, além da falta de equipamentos de segurança. Também há registros de transporte de crianças sem proteção adequada.

Diante desse cenário, especialistas defendem a criação de legislações municipais que estabeleçam regras claras para a circulação de bicicletas elétricas, incluindo exigências de segurança e critérios de uso, como forma de reduzir acidentes e organizar o trânsito da cidade.

Fatalidade recente

Um caso recente em Tangará da Serra reforça o alerta. Uma jovem de 21 anos morreu na tarde de quarta-feira (29) em decorrência de um acidente envolvendo uma motocicleta de alta cilindrada e uma bicicleta elétrica, na avenida Ismael José do Nascimento, uma das mais movimentadas da cidade.

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A vítima seguia pela via quando houve uma colisão traseira com a bicicleta elétrica, que trafegava no mesmo sentido. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento do acidente.

Acidente envolvendo bicicleta elétrica resultou em acidente fatal na última quarta-feira, 29. (Foto: Reprodução Serra FM, redes sociais)

Com o impacto, a jovem foi arremessada contra um poste. Ela chegou a ser socorrida, mas veio a óbito pouco após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A condutora da bicicleta elétrica também caiu e foi encaminhada com ferimentos ao hospital pelo Corpo de Bombeiros.

Alerta

O caso recente do acidente com vítima fatal evidencia a necessidade de maior atenção ao uso de bicicletas elétricas e reforça o debate sobre a regulamentação e a conscientização no trânsito, em um contexto de rápida expansão desse meio de transporte nas cidades.

Para o comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar de Tangará da Serra, Tenente Coronel PM Eduardo Henrique Lana, é urgente a necessidade de regulamentação por parte do município, a fim de possibilitar que as forças de segurança realizem a devida fiscalização desses veículos e de seus condutores, bem como responsabilizem aqueles que estiverem em desconformidade com a legislação.

“Qualquer veículo, quando utilizado de forma inadequada, pode se tornar uma arma nas mãos de quem não possui a devida perícia”, observa o comandante.

Ausência de regulamentação e comportamento dos condutores representam riscos de acidentes, tanto para quem utiliza esse tipo de veículo quanto para outros usuários das vias.

O oficial destaca, ainda, que outro ponto que chama atenção é a conduta de alguns pais ou responsáveis, que estão disponibilizando esses veículos a menores de idade. “Não raramente, observa-se até mesmo crianças conduzindo motocicletas elétricas, sem o uso de equipamentos obrigatórios e, principalmente, sem qualquer preparo ou conhecimento para tal prática”, pontua.

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Regulamentação

A Resolução 996/2023 do CONTRAN (atualizada em 2026) regulamenta o uso de bicicletas elétricas no Brasil. Esses equipamentos são dotados de sistema de pedal assistido (o motor só funciona quando se pedala). Se forem enquadrados em até 1.000W e velocidade não superior a 32 km/h, não precisam de emplacamento e não há exigência de carteira nacional de habilitação para seus condutores.

Devem circular em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Já nas vias de trânsito, devem circular no mesmo sentido dos carros, de preferência no canto. O descumprimento das regras, especialmente a condução de ciclomotores (que parecem bicicletas) sem CNH e placa, pode resultar em apreensão do veículo e multas.

Segundo informações apuradas pela redação, o Executivo Municipal já teria uma proposta para regulamentar o uso de bicicletas elétricas no trânsito de Tangará da Serra. A matéria, se de fato tiver prosseguimento, terá de passar pela Câmara de Vereadores.

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