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Energisa: Cidade ganhará novo transformador em junho; nova subestação prevista para 2027

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A Energisa Mato Grosso anunciou na manhã desta quarta-feira (01.11), em Tangará da Serra, investimentos no sistema de distribuição de energia do município no curto e médio prazos. O anúncio aconteceu na Câmara Municipal, em reunião convocada pelo vereador Eduardo Sanches (Republicanos).

Segundo a concessionária, até meados de junho do ano que vem, um novo transformador de 10 MVA será instalado na subestação localizada no Jardim Goiás, reforçando o sistema hoje dotado de dois transformadores, que juntos somam 60 MVA.

O anúncio aconteceu na Câmara Municipal, em reunião convocada pelo vereador Eduardo Sanches.

No médio prazo, a empresa avalia a construção de uma nova subestação de 25 MVA, o que representará um acréscimo de quase 50% da capacidade atual do sistema disponibilizado na cidade. A nova subestação ainda está em análise pela diretoria da Energisa Mato Grosso.

O anúncio dos investimentos foi uma resposta da concessionária às cobranças das autoridades e comunidade locais às constantes falhas no fornecimento de energia e consequentes cobrança por melhorias nos serviços.

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Fator climático

De acordo com a empresa, os problemas de quedas e oscilações são decorrentes de fator climático, que compreendeu temperaturas que superaram em 3°C a média prevista no planejamento da Energisa para atendimento da demanda nesta época do ano. O período compreendido entre setembro e dezembro é marcado historicamente por picos de consumo que resultam em sobrecargas no sistema.

Participaram da reunião o gerente regional de construção e manutenção da concessionária para as regiões de Tangará da Serra e Sinop, Matheus Galvão; o assessor institucional da presidência da Energisa, Luiz Carlos Moreira Júnior, além dos coordenadores locais da concessionária, Rubens Paula, Diane Bianchini e Robson Lima.

Outros participantes da reunião foram o superintendente de governo da prefeitura de Tangará da Serra, Marcelo Ferro (representando o Executivo Municipal), o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Tangará da Serra, Rodrigo Andrade, e o diretor da Elepar Engenharia, engenheiro Clóvis Batista da Silva.

A reunião foi presidida pelo vereador Eduardo Sanches, e acompanhada pelos vereadores Horácio Pereira (União), Fábio Brito (PSDB), Ademir Anibale (MDB) e Professor Sebastian (Cidadania).

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Uso de bicicletas elétricas e despreparo de condutores acendem alerta no trânsito

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O crescimento do uso de bicicletas elétricas nas cidades tem levantado preocupações entre os poderes e autoridades de segurança pública de Tangará da Serra. A ausência de regulamentação específica e o comportamento de parte dos condutores representam riscos de acidentes, tanto para quem utiliza esse tipo de veículo quanto para outros usuários das vias.

Entre as principais irregularidades observadas estão a condução por pessoas sem qualquer tipo de habilitação ou preparo técnico, o desrespeito às normas de trânsito — como circulação na contramão, avanço de sinal vermelho e uso indevido de faixas de pedestres —, além da falta de equipamentos de segurança. Também há registros de transporte de crianças sem proteção adequada.

Diante desse cenário, especialistas defendem a criação de legislações municipais que estabeleçam regras claras para a circulação de bicicletas elétricas, incluindo exigências de segurança e critérios de uso, como forma de reduzir acidentes e organizar o trânsito da cidade.

Fatalidade recente

Um caso recente em Tangará da Serra reforça o alerta. Uma jovem de 21 anos morreu na tarde de quarta-feira (29) em decorrência de um acidente envolvendo uma motocicleta de alta cilindrada e uma bicicleta elétrica, na avenida Ismael José do Nascimento, uma das mais movimentadas da cidade.

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A vítima seguia pela via quando houve uma colisão traseira com a bicicleta elétrica, que trafegava no mesmo sentido. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento do acidente.

Acidente envolvendo bicicleta elétrica resultou em acidente fatal na última quarta-feira, 29. (Foto: Reprodução Serra FM, redes sociais)

Com o impacto, a jovem foi arremessada contra um poste. Ela chegou a ser socorrida, mas veio a óbito pouco após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A condutora da bicicleta elétrica também caiu e foi encaminhada com ferimentos ao hospital pelo Corpo de Bombeiros.

Alerta

O caso recente do acidente com vítima fatal evidencia a necessidade de maior atenção ao uso de bicicletas elétricas e reforça o debate sobre a regulamentação e a conscientização no trânsito, em um contexto de rápida expansão desse meio de transporte nas cidades.

Para o comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar de Tangará da Serra, Tenente Coronel PM Eduardo Henrique Lana, é urgente a necessidade de regulamentação por parte do município, a fim de possibilitar que as forças de segurança realizem a devida fiscalização desses veículos e de seus condutores, bem como responsabilizem aqueles que estiverem em desconformidade com a legislação.

“Qualquer veículo, quando utilizado de forma inadequada, pode se tornar uma arma nas mãos de quem não possui a devida perícia”, observa o comandante.

Ausência de regulamentação e comportamento dos condutores representam riscos de acidentes, tanto para quem utiliza esse tipo de veículo quanto para outros usuários das vias.

O oficial destaca, ainda, que outro ponto que chama atenção é a conduta de alguns pais ou responsáveis, que estão disponibilizando esses veículos a menores de idade. “Não raramente, observa-se até mesmo crianças conduzindo motocicletas elétricas, sem o uso de equipamentos obrigatórios e, principalmente, sem qualquer preparo ou conhecimento para tal prática”, pontua.

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Regulamentação

A Resolução 996/2023 do CONTRAN (atualizada em 2026) regulamenta o uso de bicicletas elétricas no Brasil. Esses equipamentos são dotados de sistema de pedal assistido (o motor só funciona quando se pedala). Se forem enquadrados em até 1.000W e velocidade não superior a 32 km/h, não precisam de emplacamento e não há exigência de carteira nacional de habilitação para seus condutores.

Devem circular em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Já nas vias de trânsito, devem circular no mesmo sentido dos carros, de preferência no canto. O descumprimento das regras, especialmente a condução de ciclomotores (que parecem bicicletas) sem CNH e placa, pode resultar em apreensão do veículo e multas.

Segundo informações apuradas pela redação, o Executivo Municipal já teria uma proposta para regulamentar o uso de bicicletas elétricas no trânsito de Tangará da Serra. A matéria, se de fato tiver prosseguimento, terá de passar pela Câmara de Vereadores.

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