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Com medidas que desagradam o setor empresarial e o Agro, Mendes enfrenta fase difícil no governo

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O momento de Mauro Mendes à frente do governo do Estado não é bom. A reforma tributária (Lei Complementar 631/2019) que revogou incentivos fiscais e aumentou impostos de forma automática, a majoração da alíquota do ICMS sobre o etanol e outras medidas que desagradaram o setor empresarial e o agronegócio fizeram o conceito do governador de Mato Grosso despencar.

Como se não bastasse, pesquisa divulgada pela imprensa nacional aponta Mendes entre os governadores com pior desempenho, com apenas 11,11% de aprovação, figurando na 23ª colocação entre os 27 governadores dos estados brasileiros.

É bem verdade que Mendes assumiu um estado com finanças combalidas. Herdou os rombos da corrupção do governo de Silval Barbosa e a ineficiência de Pedro Taques. Assim, teve de tomar medidas austeras para recolocar Mato Grosso nos trilhos. Porém, as medidas adotadas pelo governador desagradam o meio empresarial e o agronegócio.

Mauro Mendes precisará tomar fôlego para enfrentar a saraivada de críticas que virá neste ano de 2020.

A classe empresarial de Mato Grosso, por exemplo, está preocupada com o ano de 2020. Desde o último dia 02 vigora o aumento da carga tributária instituída pelo Governo Estadual com a LC 631. A preocupação dos empresários reside justamente no impacto que a medida causará sobre as vendas no comércio.

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Muitos preveem dificuldades de competição – principalmente com o mercado eletrônico – e há dúvidas quanto à sobrevivência das empresas diante do aumento dos custos. Ou seja, o avanço do governo na margem das empresas irá repercutir fortemente no bolso do consumidor, e isso deverá representar retração nas vendas.

No dia 27 de dezembro, o Enfoque Business publicou a matéria “Custos, carga tributária e alterações dos meios operacionais em 2020 preocupa empresários do MT”. A matéria, com depoimentos de empresários, pode ser acessada no link a seguir:

http://enfoquebusiness.com.br/custos-carga-tributaria-e-alteracoes-dos-meios-operacionais-em-2020-preocupa-empresarios-do-mt/

No programa Momento Agrícola, veiculado pela Cadeia de Rádios do Agro no último final de semana, ficou evidente o descontentamento do setor produtivo com o atual governador. Em diálogo com o jornalista João Batista Olivi, o apresentador Ricardo Arioli fez uma retrospectiva de 2019, considerando os governos federal e estadual em relação ao Agro.

Se o governo federal, do presidente Jair Bolsonaro, conta com bom conceito no setor produtivo, o mesmo não acontece com o governo do Estado. O descontentamento com o governo Mauro Mendes é reflexo de fatos negativos como a incidência do Fundo Especial para o Transporte e Habitação sobre a produção. Arioli e Olivi discorrem sobre o Fethab 2, o Fethab do milho, o Fethab do feijão e as especulações em torno de um possível ‘Fethab 3’ e da possível queda da Lei Kandir.

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Na sequência, áudio com a entrevista de Ricardo Arioli com João Batista Olivi. A entrevista começa com trilha sonora característica do ‘Momento Agrícola”.

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Política & Políticos

Edilson Sampaio: Representatividade é decisiva para o desenvolvimento e aporte de recursos

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A representatividade política é condição fundamental para o desenvolvimento de uma região, sendo vetor de investimentos governamentais e na implementação de políticas públicas. É isso que estará em jogo nas eleições de 02 de outubro, quando os cidadãos elegerão o presidente da República, o governador do Estado, além de senadores, deputados federais e deputados estaduais.

O pleito deste ano será, portanto, decisivo para os 26 estados, o Distrito Federal e os 5.568 municípios brasileiros no decorrer dos próximos quatro anos.

Em Mato Grosso, a disparidade na representação das regiões é refletida no aporte de recursos. “O peso da representatividade política é medido principalmente no momento da distribuição de recursos pelas esferas de governo”, diz o pré-candidato a deputado estadual pelo Republicanos, Edilson Sampaio, de Tangará da Serra.

Edilson colocará seu nome na convenção do partido Republicanos (10), entre 20 de julho e 05 de agosto. Ele, que é contabilista, presta serviços em função de superintendência a associações de produtores da região conveniadas com o governo do Estado para a realização de obras de pavimentação nas rodovias MT-240, MT-339 e MT-358 (Chapadão do Rio Verde). Tem, por isso, grande conhecimento dos caminhos e do funcionamento do governo mato-grossense.

Edilson, com secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Padeiro, e o deputado Valmir Moretto: “Representatividade política tem peso na distribuição de recursos e obras públicas”.

Sampaio destaca que, nas duas últimas semanas, o governador Mauro Mendes percorreu grande parte do estado assinando convênios e lançando obras. Nestas ocasiões, Mendes anunciou recursos de R$ 251,9 milhões para Tangará da Serra e outros sete municípios da região anexa. Ao mesmo tempo, a região conhecida como ‘Eixo da BR-163’ recebeu R$ 473 milhões em obras e convênios destinados pelo Paiaguás. “É possível perceber, aí, as vantagens da organização política de uma região”, observa, lembrando que os municípios do ‘Eixo 163’ é base para pelo menos quatro deputados que atuam na Assembleia Legislativa, enquanto Tangará e região anexa contam com apenas um representante no parlamento de Mato Grosso.

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O pré-candidato cita, ainda, a importância da representatividade na esfera federal. Ele destaca a atuação do deputado federal Juarez Costa, da região de Sinop, que entre 2020 e este ano foi responsável por mais de R$ 50 milhões em emendas ao Orçamento Geral da União (OGU), valor destinado em quase sua totalidade aos municípios de sua base eleitoral.

Para Tangará da Serra e região, Juarez Costa não destinou um centavo sequer em emendas federais. Além de Juarez Costa, a região do ‘Eixo 163’ elegeu Neri Geller, de Lucas do Rio Verde, como deputado federal. Geller incluiu no OGU mais de R$ 46 milhões (valores empenhados até o momento) entre 2020 e este ano de 2022. Deste montante, o parlamentar de Lucas do Rio Verde destinou, ao longo do período, apenas R$ 515 mil a Tangará da Serra.

Nos valores citados não estão incluídas as emendas de bancada.

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